TUPY3F – Cotação Tupy S.A.
Tupy S.A.
Resumo Fundamentalista de TUPY3F
O ativo TUPY3F (Tupy S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 15,16, acumulando uma variação de +1.20% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 10,56 e a máxima de R$ 16,48.
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Indústria de máquinas e equipamentos impulsiona economia com inovação
1 de 3 Blocos e cabeçotes de motores produzidos pela Tupy são vendidos para fabricantes do porte de Volvo, Scania, Ford e Paccar — Foto: Max Schwoelk/Divulgação Blocos e cabeçotes de motores produzidos pela Tupy são vendidos para fabricantes do porte de Volvo, Scania, Ford e Paccar — Foto: Max Schwoelk/Divulgação A indústria de máquinas e equipamentos atua como vetor de difusão tecnológica na economia. De equipamentos médicos a componentes para caminhões, tratores e colheitadeiras, suas soluções ampliam a produtividade em diversas cadeias. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), cada R$ 1 de demanda adicional pelo setor gera R$ 3,30 em produção na economia brasileira, evidenciando seu efeito multiplicador. “No setor de máquinas e equipamentos, inovar é desenvolver soluções adaptadas a fatores como clima, matérias-primas, novos materiais, escala produtiva, logística e normas técnicas”, diz Cristina Zanella, diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq. Em 2025, o setor faturou R$ 299 bilhões, alta de 7,3%, e exportou US$ 14 bilhões para 210 países. Para 2026, a Abimaq projeta retração de 3,2%, pressionada sobretudo pelos juros elevados, endividamento e menor atividade doméstica, além de incertezas externas. 2 de 3 — Foto: Arte/Valor — Foto: Arte/Valor A Embraer ocupa o primeiro lugar do ranking Valor Inovação Brasil 2026 na categoria bens de capitais. “É preciso ofertar valor aos clientes, na forma de aeronaves mais leves, eficientes e seguras”, afirma Leonardo Garnica, líder de inovação corporativa da Embraer. A companhia tem investido, em média, 5% do faturamento ao ano em pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Nos últimos anos, entre 40% e 50% da receita foi gerada por produtos inovadores de anos anteriores”, ressalta Garnica. Ocupando a segunda posição do ranking, a Siemens Healthineers desenvolve tecnologias médicas para diagnóstico, terapias e apoio à decisão clínica. Seu portfólio conta com ressonâncias magnéticas, tomógrafos computadorizados, sistemas de raios X, arcos cirúrgicos, aceleradores lineares de radioterapia e linhas de diagnóstico laboratorial. 3 de 3 Adriana Costa, da Siemens Healthineers: “Buscamos cocriar soluções” — Foto: Divulgação Adriana Costa, da Siemens Healthineers: “Buscamos cocriar soluções” — Foto: Divulgação A operação brasileira já representa 45% dos negócios da empresa na América Latina, apoiada por uma estrutura que inclui a fábrica em Joinville (SC) e o centro de treinamento em Jundiaí (SP), com foco na capacitação de profissionais de radioterapia e radiologia. Segundo Adriana Costa, presidente da Siemens Healthineers no Brasil, inovação significa desenvolver soluções sob medida. “É muito difícil apresentarmos um produto de prateleira. Buscamos entender as dores de cada organização para, então, cocriar soluções”, explica. Em 2025, a empresa destinou R$ 15 milhões a P&D. Desde 2013, os investimentos em projetos superaram R$ 120 milhões. A área de inovação reúne 12 profissionais, que são responsáveis por coordenar mais de 70 pesquisadores em instituições parceiras como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Hospital Israelita Albert Einstein. Entre as inovações destacadas por Manuel Coelho, head de pesquisa e inovação da Siemens Healthineers para a América Latina, está a tecnologia de contagem de fótons na tomografia computadorizada, lançada em 2021. Em vez de converter os raios X em luz e depois em eletricidade, ela utiliza semicondutores diretamente para medir cada partícula de raios X, produzindo imagens de altíssima resolução. Na analogia do executivo, é como se o equipamento “não precisasse mais de um intérprete”, ou seja, de uma etapa intermediária, para gerar as imagens. A filial brasileira lançou, em 2022, uma tecnologia de operação remota de máquinas de ressonância magnética, desenvolvida no país durante a pandemia e, posteriormente, incorporada à linha global de produtos. Na terceira posição do ranking, está a Nidec Global Appliance, detentora da marca Embraco. No país, são três unidades em Santa Catarina, sendo duas em Joinville e uma em Itaiópolis, produzindo mais de 20 soluções divididas em compressores de velocidade fixa, de velocidade variável (inverter) e sistemas complexos de refrigeração, como unidades condensadoras. Assim, atende fabricantes de equipamentos de refrigeração para varejo, supermercados, cozinhas profissionais e segmento médico-científico, incluindo soluções para preservação de medicamentos e vacinas. A empresa investe anualmente entre 2% e 4% da receita líquida em P&D. O centro de pesquisa no país conta com uma equipe de 250 engenheiros e 16 laboratórios. A Nidec mantém parcerias com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), além de Montan Universität e TU Graz, na Áustria. Entre as inovações recentes, segundo Claudio de Pellegrini, chief technology & quality officer da Nidec, está o VLT, um compressor de velocidade variável para refrigeração comercial que usa o fluido refrigerante natural R290. Compacto, com menos de 4 kg, menos da metade do peso dos modelos anteriores, reduz consumo de matérias-primas e gera ganhos logísticos. “O projeto surgiu do desafio de superar as limitações de espaço interno dos refrigeradores comerciais, sem aumentar os custos e mantendo o desempenho necessário para aplicações como expositores de bebidas e de congelados”, explica o CTO. No quarto lugar no ranking de inovação setorial está a Tupy, multinacional brasileira que nasceu no mercado de conexões hidráulicas e ferro fundido maleável, ainda existentes no portfólio, mas que passou a concentrar seus negócios na produção de componentes estruturais, como blocos e cabeçotes de motores, utilizados em caminhões, máquinas de construção usadas em obras de saneamento básico e energia, além de tratores e colheitadeiras. Hoje, 70% das receitas vêm do mercado externo, sendo que a companhia atende grandes fabricantes como Volvo, Scania, Ford e Paccar. A meta da empresa é investir até 1% da receita líquida anualmente. No ano passado, a companhia faturou R$ 9,7 bilhões e destinou R$ 46 milhões a inovação. “Mas nosso indicador não é de volume investido, mas da eficiência que isso pode levar para a companhia”, pondera Gueitiro Genso, vice-presidente de novos negócios e inovação da Tupy. Para evoluir em soluções inovadoras, a empresa inaugurou no ano passado o Centro Avançado Tupy de Inteligência Artificial, mantém um polo de P&D de motores a biocombustíveis, que é o maior da América Latina, e uma planta-piloto de reciclagem de baterias. Além disso, conta com mais de 350 startups conectadas em sua aceleradora ShiftT e mantém parcerias com universidades e com o Senai. A inovação é fundamental para atender às novas exigências de descarbonização e redução das emissões de poluentes dos motores, como as regulamentações na Europa, que começaram com Euro 1 e chegaram a Euro 7, e a EPA 27, nos Estados Unidos. Desse modo, os blocos e cabeçotes precisam atender a essas regras e demandas das grandes montadoras globais. Avançando na escala de valor, a Tupy comprou em 2022 a fabricante de motores MWM para complementar seu portfólio com motores a combustão, especialmente com tecnologias de menor emissão como biometano e etanol. Quinta colocada no ranking, a Schulz atua na frente automotiva, com componentes fundidos e usinados para caminhões, máquinas agrícolas e equipamentos de construção, e na área de compressores, com soluções de ar comprimido. Em 2025, a companhia investiu R$ 33,1 milhões em PD&I, o equivalente a 1,71% da receita líquida consolidada. As prioridades são projetos ligados à indústria 4.0, descarbonização e inteligência de dados aplicada à mobilidade. “Ao reutilizar recursos, estudar ligas metálicas com menor pegada de carbono e otimizar processos internos, como a eficiência térmica dos fornos e o uso adequado de ar comprimido, buscamos uma posição de destaque em comparação ao mercado global”, afirma Sandro Trentin, CEO da Schulz. A companhia mantém articulação com o ecossistema de inovação, por meio de parcerias com instituições como Senai-SC, UFSC, Udesc, Univille e UFPR, além de startups, hubs de inovação e empresas de base tecnológica. Um dos exemplos dessa estratégia é a Schulz Tech, criada para desenvolver soluções de predição veicular e segurança viária. A startup monitora, em tempo real, indicadores como temperatura e pressão dos pneus, além das condições do sistema de freios de caminhões e carretas, emitindo alertas. A solução já tem resultados comprovados ao evitar acidentes e incêndios, reduzindo em até um terço o número de estouros de pneus e contribuindo para diminuir em cerca de 3% o consumo de combustível da frota. A Schulz também desenvolve soluções para valorização de resíduos industriais, como a areia de descarte de fundição, transformada em insumo para a construção civil por meio de rotas técnicas desenvolvidas com parceiros.
“Não desista das ações sensíveis à queda de juros no Brasil”, diz Bradesco BBI
Banco afirma que mercado ainda subestima ciclo de afrouxamento monetário e destaca papéis mais beneficiados por uma queda dos juros até 11% no fim de 2027 Publicidade Mesmo em um ambiente de juros elevados e com o Federal Reserve adotando uma postura mais dura nos Estados Unidos, o Bradesco BBI acredita que os investidores não devem desistir das ações brasileiras mais sensíveis ao ciclo de queda da Selic. Os estrategistas do banco argumentam que a economia doméstica apresenta sinais crescentes de desaceleração e que a inflação voltou a surpreender para baixo, abrindo espaço para cortes adicionais da taxa básica de juros nos próximos meses. Conforme aponta a equipe liderada por Pedro Grimaldi, a inflação, que entre fevereiro e maio rodava acima das expectativas, passou a apresentar números inferiores aos projetados pelo mercado. Ao mesmo tempo, indicadores de atividade mostram perda de fôlego tanto na indústria quanto no setor de serviços, após um longo período de juros reais elevados. Nesse cenário, o Bradesco BBI projeta aproximadamente 300 pontos-base de redução na Selic até o fim de 2027, levando a taxa dos atuais 14% para cerca de 11%. A avaliação contrasta com a curva de juros, que ainda embute trajetória mais conservadora para o afrouxamento monetário. O banco observa ainda que o mercado de opções já passou a precificar cerca de 70% de probabilidade de um corte de juros na reunião de setembro do Copom. Para os estrategistas, a recente reprecificação dos juros americanos não compromete a tese para os ativos domésticos. O relatório lembra que as taxas dos Treasuries voltaram para perto de 3,9%, ante aproximadamente 3,1% nos menores níveis observados neste ano, mas sustenta que o ciclo brasileiro está sendo determinado principalmente pela desinflação local e pela desaceleração da atividade. O BBI ainda destaca que a moeda brasileira continua relativamente forte e os ciclos de aperto monetário do Fed nem sempre resultam em valorização significativa do dólar, reduzindo o risco para o cenário doméstico. Fluxo ganhará força? O Bradesco BBI avalia que investidores estrangeiros já vêm apostando na tese de queda de juros no Brasil, movimento que ganhou força após o primeiro corte promovido pelo Banco Central em março. Agora, a próxima etapa pode vir dos investidores locais. Continua depois da publicidade De acordo com o relatório, os dados da Anbima ainda mostram grande parte dos recursos domésticos concentrada em fundos de renda fixa, enquanto os fundos de ações seguem sem registrar entrada significativa de capital. Para o banco, essa reserva de liquidez poderá migrar gradualmente para a Bolsa à medida que as taxas de reinvestimento diminuam ao longo dos próximos anos. As ações mais sensíveis aos juros Para identificar os papéis com maior potencial de reação ao ciclo de afrouxamento monetário, o Bradesco BBI montou um ranking baseado em três critérios: duração dos fluxos de caixa, correlação histórica com os juros de cinco anos e sensibilidade dos lucros a um corte de 100 pontos-base nas taxas domésticas. Continua depois da publicidade Entre as companhias mais expostas à queda da Selic, o banco destaca: CSN (CSNA3) Movida (MOVI3) Cosan (CSAN3) Ecorodovias (ECOR3) Rumo (RAIL3) Energisa (ENGI11) Tenda (TEND3) Dasa (DASA3) Cogna (COGN3) Magazine Luiza (MGLU3) Segundo o banco, essas empresas combinam alavancagem mais elevada, fluxo de caixa de longa duração e maior dependência do ciclo econômico doméstico, características que tendem a ampliar os benefícios de juros menores. Continua depois da publicidade Exportadoras ficam do outro lado da tabela Na ponta oposta aparecem companhias menos dependentes da dinâmica local de juros e mais ligadas a fatores globais, especialmente exportadoras e empresas consideradas de alta qualidade operacional. O grupo inclui Klabin (KLBN11), Petz/Cobasi (AUAU3), Fras-le (FRAS3), BB Seguridade (BBSE3), Tupy (TUPY3), São Martinho (SMTO3), Mercado Livre (NYSE: MELI/BDR: MELI34), WEG (WEGE3), JBS e SLC Agrícola (SLCE3). Continua depois da publicidade Assimetria favorável Na avaliação do Bradesco BBI, o mercado ainda não incorporou completamente a possibilidade de um ciclo mais intenso de queda dos juros, em parte por causa da experiência de 2024, quando as expectativas de afrouxamento monetário acabaram frustradas. Por isso, os estrategistas enxergam uma assimetria favorável para as ações domésticas mais sensíveis aos juros. O banco argumenta que poucos países no mundo contam atualmente com espaço para promover cortes relevantes de taxas de juros e que o Brasil reúne condições para se destacar nesse processo, impulsionando tanto os resultados das empresas quanto os fluxos para a renda variável. Como resultado, o Bradesco BBI mantém o Brasil como seu mercado favorito na América Latina, com recomendação outperform (exposição acima da média) e segue posicionando as ações ligadas ao ciclo de queda de juros entre suas principais estratégias para os próximos trimestres.
Perguntas Frequentes sobre TUPY3F
Qual é a cotação de TUPY3F hoje na B3?
Quanto a TUPY3F paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de TUPY3F?
O que significa o P/L e o P/VP de TUPY3F?
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