SANB3 Banco Santander (Brasil) S.A. – Cotação Hoje
Banco Santander (Brasil) S.A.
CNPJ: 90400888000142
Resumo Fundamentalista de SANB3
O ativo SANB3 (Banco Santander (Brasil) S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 14,57, acumulando uma variação de -1.75% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 12,24 e a máxima de R$ 18,68. A companhia está inserida no setor de Serviços Financeiros, atuando no segmento de Bancos. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 6.98x e P/VP de 0.87x. O ativo possui histórico de distribuição de proventos aos investidores, permitindo calcular o dividendo médio e a margem de segurança para estratégias de renda passiva.
Oscilação dos Últimos 12 Meses
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 162.494,64 Mi | R$ 137.183,48 Mi | R$ 128.282,71 Mi | R$ 115.225,12 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 57.634,32 Mi | R$ 56.678,56 Mi | R$ 46.884,03 Mi | R$ 47.503,18 Mi |
| EBITDA | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi | R$ 0,00 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 12.965,12 Mi | R$ 13.413,76 Mi | R$ 9.498,81 Mi | R$ 14.339,48 Mi |
Sobre a SANB3
Banco Santander (Brasil) S.A. é uma instituição financeira brasileira e subsidiária do Grupo Santander, um dos maiores bancos do mundo. O banco oferece serviços bancários completos para pessoas físicas, pequenas e médias empresas, e grandes corporações, incluindo contas correntes, poupança, empréstimos, financiamentos, investimentos, seguros e serviços de gestão patrimonial. Santander Brasil opera com extensa rede de agências e canais digitais, investindo em tecnologia e inovação para modernizar seus serviços. O banco é referência no mercado financeiro brasileiro, fornecendo soluções financeiras abrangentes e personalizadas.
Dividendos
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Veja quem são os candidatos à Presidência nas eleições de 2026
São Paulo Com o início oficial da campanha eleitoral, a corrida pela Presidência da República já tem seus candidatos definidos. Até a noite do último sábado (15), prazo limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 13 candidatos registraram suas chapas para a disputa pelo Palácio do Planalto. As candidaturas aguardam a análise do deferimento, mas são liberadas para fazer campanha. Com exceção do atual presidente Lula, único a concorrer apoiado por uma coligação, todos os outros 12 concorrentes apostaram em chapas "puro-sangue", formadas exclusivamente por nomes de um único partido. Veja quem são os 13 candidatos à Presidência e suas propostas. Acima da esq. p/ dir.: Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Silva Costa, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Luiz Inácio Lula da Silva, Pablo Marçal, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi - Montagem Lema: "O Brasil dos nossos sonhos" O escritor Augusto Cury - Divulgação Natural de Colina (SP), o psiquiatra e escritor Augusto Cury, 67, dedicou sua carreira a pesquisas e livros best-sellers, como "O Vendedor de Sonhos". Seu vice é o ex-deputado federal Júlio Delgado (MG). Cury diz que busca superar a polarização ideológica por meio da "gestão da emoção" e da "cultura da paz". Seu plano de governo propõe a adoção do semipresidencialismo, mandatos de oito anos no STF e embaixadas voltadas à diplomacia comercial. Na economia, defende déficit zero, ampliação de microempreendedores, expansão sustentável do agronegócio e exploração de minerais estratégicos. A pauta social inclui educação socioemocional, medicina preventiva e o uso de inteligência artificial na segurança pública e na proteção às mulheres. Clariana Barão (DC) Lema: "Proteger hoje, transformar o amanhã" A advogada Clariana Barão, que disputará a eleição presidencial pelo DC - Instagram Clariana Barão A advogada Clariana Barão, presidente do diretório estadual do DC em Mato Grosso, disputa sua primeira eleição em uma chapa 100% feminina, ao lado da também advogada Fabiana Torquato. Seu plano se organiza na modernização do Estado e na proteção social, priorizando a defesa de mulheres e crianças, a alfabetização e a valorização docente. A economia é pautada pelo apoio a pequenos negócios, melhoria da infraestrutura e responsabilidade fiscal. Na segurança, o foco é a inteligência nas fronteiras e o sufocamento financeiro de facções. Para a saúde, propõe a integração com IA e telemedicina, defendendo um federalismo orientado por metas e evidências. Edmilson Costa (PCB) Lema: "Construir o poder popular, rumo ao socialismo" Edmilson Costa, que disputará a Presidência pelo PCB - Divulgação/PCB Professor e doutor em economia, o maranhense Edmilson Costa, 76, é secretário-geral do PCB e concorre com a professora aposentada da UFRJ, Cleusa Santos, na vice. O plano propõe a ruptura com o capitalismo rumo ao socialismo, com a criação de Conselhos Populares e a substituição do Senado por um Parlamento Unicameral. Exige a nacionalização do sistema financeiro, a expropriação do agronegócio, a suspensão do pagamento da dívida pública e a revogação do arcabouço fiscal e das reformas trabalhista e previdenciária. O projeto foca no fim da escala 6x1 (jornada de 30 horas), estatização da saúde, educação e transportes (tarifa zero), reestruturação do Judiciário e da mídia, além do rompimento de relações com EUA e Israel. Lema: "Para o Brasil vencer o atraso" O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante ato em Copacabana na estreia de sua campanha presidencial - Mauro Pimentel - 16.ago.26/AFP Natural de Resende (RJ), o senador Flávio Bolsonaro, 45, acumula quatro mandatos como deputado estadual e um como senador. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Na segurança, o plano propõe equiparar facções a terroristas, reduzir a maioridade penal para 16 anos, aplicar castração química em quem cometer estupro e acabar com a progressão de pena para crimes hediondos. Na economia, defende a contenção de gastos, a desburocratização e a desoneração tributária. Institucionalmente, apoia limites a decisões monocráticas no STF e o fim da reeleição no Executivo. A pauta social destaca o programa "Brasil por Elas", voltado a redes de proteção, empreendedorismo e creches. Hertz Dias (PSTU) Lema: "Com os trabalhadores, contra o sistema" Hertz Dias, pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU - Maisa Mendes/Divulgação Professor maranhense de 55 anos e militante do movimento negro, Hertz Dias foi candidato ao governo do Maranhão em 2022, concorreu à prefeitura de São Luís em 2020, além de ter disputado os postos vice-presidente e vice-governador em 2018 e 2010, respectivamente. Em nenhum foi eleito. Concorre com a também professora Vanessa Portugal na vice. O PSTU defende a instauração de um governo socialista e a ruptura com o capitalismo. O projeto propõe a estatização, sob controle operário e sem indenização, de bancos, agronegócio e grandes empresas, além da suspensão do pagamento da dívida pública. A agenda também apoia o fim da escala 6x1 (com jornada de 36 horas), aumento de 100% no salário mínimo e tarifa zero nos transportes. Defende, ainda, a desmilitarização da Polícia Militar, a descriminalização das drogas e a legalização do aborto pelo SUS. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Lema: "O Brasil pronto pra mais" Luiz Inácio Lula da Silva, candidato pelo PT, em seu primeiro ato de campanha - Zanone Fraissat - 16.ago.26/Folhapress Nascido em 1945 em Caetés (PE), o ex-metalúrgico Lula busca o seu 4º mandato presidencial. Líder sindical e fundador do PT, governou o país em dois mandatos, eleito em 2002 e 2006, e retornou à Presidência em 2023. A chapa repete a aliança com o médico Geraldo Alckmin (PSB) na vice. O programa de governo estrutura-se no combate às desigualdades via fortalecimento de serviços públicos e programas de renda. A área econômica foca sustentabilidade e transição ecológica de baixo carbono, além da governança estatal com foco em planejamento e inserção internacional. Pablo Marçal, durante campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024 - Bruno Santos - 14.ago.24/Folhapress Goiano e empresário, Pablo Marçal tem 39 anos e foi candidato à prefeitura de São Paulo em 2024. Teve seu nome lançado de última hora pelo PRTB, no lugar de Leonardo Valanche, que agora é vice de Marçal. Apesar do registro, o influenciador digital terá que reverter ou suspender a condenação na Justiça Eleitoral que o tornou inelegível por oito anos para conseguir concorrer à presidência. Até o momento, nenhum plano de governo do partido foi registrado na plataforma oficial do TSE. Lema: "O futuro é glorioso" O candidato do MIssão à Presidência da República, Renan Santos - Bruno Santos - 1º.ago.26/Folhapress Líder e um dos fundadores do MBL, o paulista Renan Santos, 42, disputa a eleição pelo recém-criado partido Missão, tendo como vice o coronel Aroldo Medina. Seu plano de governo, o "Livro Amarelo", propõe um ajuste nas contas públicas e a redução de até 70% dos municípios considerados fiscalmente inviáveis. Na segurança, defende o chamado "Direito Penal do Inimigo", com superpresídios e uso das Forças Armadas contra facções. O projeto prevê substituir o Bolsa Família por frentes de trabalho, erradicar favelas em dez anos, trocar cotas por bolsas de mérito, priorizar risco nas filas do SUS, explorar terras raras e inteligência artificial e buscar liderança do Sul Global no ciclo nuclear. Lema: "Plano implacável" Romeu Zema (Novo) na CNC (Confederação Nacional do Comercio, Bens Serviços e Turismo) - Gabriela Biló - 8.jul.2026/Folhapress Natural de Araxá (MG), o administrador e empresário Romeu Zema, 61, governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos (eleito em 2018 e 2022). Em sua primeira disputa nacional, concorre com o senador Eduardo Girão (CE) na vice. Seu plano de governo foca a redução do Estado através da privatização total de estatais, corte de gastos, redução de impostos e flexibilização das leis trabalhistas. Na segurança e na política, defende o endurecimento penal, o combate militarizado a facções e a limitação dos poderes do STF. Na área social e externa, propõe a integração do SUS à rede privada, a conversão de programas de renda em pontes temporárias para o emprego e a substituição do Brics pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Lema: "Nem A, nem B, C de Caiado" Ronaldo Caiado participa de conferência do Santander nesta segunda-feira (17), em São Paulo - Rafaela Araújo/Folhapress O médico e ruralista goiano Ronaldo Caiado, 76, possui longa trajetória legislativa como deputado e senador e governou Goiás por dois mandatos. Após deixar o União Brasil pelo PSD, forma chapa com o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. Seu plano prioriza a estabilização fiscal, contenção de despesas obrigatórias e a segurança pública, integração policial para asfixia de facções, agravamento de penas e maioridade penal aos 16 anos para crimes graves. Politicamente, defende o fim da reeleição no Executivo e o voto distrital misto. A pauta inclui a recomposição da aprendizagem básica, a modernização do agronegócio via seguro rural, a redução de filas do SUS e a transição para a autonomia financeira nos programas sociais. Rui Costa Pimenta (PCO) Lema: "Por salário, trabalho e terra" Rui Costa Pimenta, candidato pelo PCO - João Caproni Pimenta/PCO/Divulgação Jornalista e redator, o paulista Rui Costa Pimenta, 69, é fundador e presidente do PCO. Disputa a Presidência pela quarta vez e concorre em chapa "puro-sangue" com o professor Antônio Carlos Silva. O programa propõe uma revolução socialista, um governo operário e medidas estruturais anticapitalistas, como a estatização do sistema financeiro, o não pagamento da dívida pública, o cancelamento de privatizações e o imposto sobre grandes fortunas. Para os trabalhadores, exige salário mínimo de R$ 7.500, jornada de 35 horas e revogação das reformas recentes. O PCO também defende a extinção do STF, a dissolução das polícias militares, o fim dos vestibulares, a estatização total da saúde, ensino e mídia, e o armamento civil. Samara Martins (UP) Samara Martins, única mulher pré-candidata à Presidência da República - Wildally Souza/Divulgação UP Cirurgiã-dentista do SUS, a mineira Samara Martins, 38, é coordenadora de movimentos negro e de mulheres. Vice-presidente nacional da Unidade Popular, concorre em chapa 100% feminina com a paraense Raquel Brício. A UP propõe a construção de uma sociedade socialista, com estatização de bancos e empresas privatizadas, e a interrupção do pagamento da dívida pública. A candidata foca a defesa da classe trabalhadora, exigindo 100% de aumento no salário mínimo, fim da escala 6x1 e isenção de impostos para a categoria. Defende também punição a feminicidas, passe-livre nos transportes, educação superior sem vestibular e o rompimento de acordos sobre a base de Alcântara e terras raras. Wilson Grassi (Democrata) Wilson Grassi, candidato pelo Democrata - Wilson Grassi no Instagram Veterinário paulista de 56 anos e defensor da causa animal, Wilson Grassi concorre à presidência com a empresária Suêd Haidar, presidente de seu partido. O plano de governo se fundamenta em desburocratizar, desonerar e digitalizar o Estado. O eixo central é a criação do Imposto Único Federal (IUF) sobre transações financeiras, substituindo tributos sobre a folha e isentando de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos. O projeto destaca a "Saúde Única" (integração da saúde animal ao SUS), a portabilidade do aluguel para financiamento habitacional e a "PEC da Pesquisa" (transformar bolsistas em servidores). Na segurança, foca a asfixia de facções e em plebiscito nacional para a adoção de prisões de segurança máxima.
Grandes bancos se blindam contra cenário econômico turvo e ampliam provisão contra calotes
Aperto no orçamento do brasileiro está cada vez maior 1:23 Depois de pagar as contas básicas e as dívidas, sobre muito pouco para gastar com outras coisas ou fazer algum investimento. Crédito: Edição: Jefferson Perleberg Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você Gerando resumo Abrir o resumo Os principais bancos do Brasil reforçaram as estratégias para atravessar o cenário de deterioração do mercado de crédito. Embora o Banco Central tenha dado a largada ao ciclo de corte de juros, os efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio e o desequilíbrio das contas públicas retardam o ritmo do alívio monetário. O resultado é uma Selic ainda restritiva, que eleva o endividamento e o comprometimento de renda das famílias. PUBLICIDADE Para se blindar em um horizonte mais turvo, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander separaram R$ 91,082 bilhões em provisões contra devedores duvidosos (PDD) no primeiro semestre. O número representa um crescimento de 23% em relação a igual período do ano passado, em um cálculo que desconta valores recuperados de créditos já baixados. Essa fórmula, que fornece uma visão mais precisa do provisionamento, é conhecida como custo de crédito. Parte importante da piora segue concentrada no agronegócio, que enfrenta uma “tempestade perfeita” de volatilidade nos preços de insumos e agora o impacto de um El Niño severo. No entanto, há sinais de pressão também em carteiras de pessoas físicas, principalmente na baixa renda. O governo promoveu um conjunto de programas para incentivar a renegociação dos débitos, no âmbito do Desenrola, mas as medidas pouco mexeram os ponteiros em termos de qualidade dos ativos. Publicidade Leia também “Estamos vendo movimentos preocupantes em linhas de crédito emergenciais, as taxas rotativas”, afirma o diretor de Economia, Regulação e Produtos da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Everton Gonçalves. “Como a piora está chegando ao emprego e à atividade, isso leva os bancos a ficarem mais cuidadosos na oferta de crédito, porque muda a percepção de risco”, explica. A abordagem cautelosa responde também à escalada da inadimplência, que já atinge as instituições financeiras. No Santander, que abriu a temporada de balanços, o indicador que considera atrasos acima de 90 dias fechou junho em 3,3%, um aumento de 0,7 ponto porcentual ante igual período do ano passado. A instituição tem promovido uma rotação no perfil da carteira em direção a linhas mais seguras e com foco na alta renda, mas esse movimento só deve se traduzir em uma melhora na qualidade a partir do ano que vem, na visão de analistas. Publicidade Santander e BB sob pressão Durante teleconferência de resultados, o próprio diretor financeiro do Santander, Carlos Muñiz, apresentou um diagnóstico bem franco da situação. Segundo ele, mudanças contábeis ajudam a explicar o avanço das despesas com PDD, que saltaram 11,5% no comparativo anual do trimestre, para R$ 7,7 bilhões. Mas o executivo também reconheceu o impacto do ambiente macroeconômico mais apertado. A reorganização do mix de crédito ainda deve manter as provisões elevadas, pelo menos ao longo deste ano, admitiu. “Eu pessoalmente não estou otimista”, comentou. “Se tivesse de colocar uma data (para a melhora na PDD), provavelmente essa data está no começo de 2027, mais do que no final de 2026”, acrescentou Muñiz, que liderou a tele no lugar do recém-chegado novo CEO, Gilson Finkelsztain, ex-B3. O quadro também é desafiador no Banco do Brasil, que ainda passa por dificuldades em sua maior carteira, a rural. A inadimplência seguiu em trajetória ascendente e fechou junho em 5,61%, ainda puxada pelos atrasos no agro. Publicidade Segundo o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores (CFO) do BB, Geovanne Tobias, as discussões sobre a Medida Provisória de repactuação de R$ 100 bilhões em débitos rurais incentivaram parte dos produtores a suspenderem os pagamentos na esperança de condições mais favoráveis à frente. É o que a literatura econômica chama de “risco moral”. Com isso, o banco público desembolsou R$ 18,5 bilhões em provisões contra calotes no segundo trimestre, uma expansão de 16,1% em base anual, em termos líquidos. A expectativa é de que, com a MP em operação, esses volumes arrefeçam no segundo semestre e convirjam para o guidance entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões, de acordo com Tobias. “Mas não vai cair pela metade”, alertou. Além do agro, o BB registrou uma degradação também na pessoa física. Em cartões de crédito, a inadimplência deu um pulo de mais de 7 pontos porcentuais na passagem trimestral, a 14,58%. Muitos produtores do agro também são clientes PF, então o aperto acaba “migrando” nas carteiras. Mas o banco também admite ter observado um movimento crescente de reparcelamento de faturas em um público mais amplo. Publicidade Itaú e Bradesco mais resilientes O Bradesco também teve revés na inadimplência PF, mas em um grau consideravelmente menor que o do BB. Em meio ao plano de transformação estratégica capitaneado pelo CEO Marcelo Noronha, o Banco da Cidade de Deus continuou o processo de montagem de uma carteira mais resistente às intempéries econômicas. Como efeito, as linhas com garantias já representam 61% do total. Expectativa é de aumento da inadimplência Foto: Rmcarvalhobsb - stock.adobe.com O Bradesco até elevou os gastos com provisões e viu os atrasos aumentarem, mas em parte devido ao comportamento dos programas de crédito para micro, pequenas e médias empresas (PME) com garantia do governo. Como essas linhas contam com período de carência, algumas safras começam a aparecer só agora nos indicadores de calotes. “Mas isso não preocupa”, comentou Noronha. Dinâmica semelhante ocorreu no Itaú Unibanco, que manteve a inadimplência acima de 90 dias estacionada em 1,9% por mais um trimestre. Em MPMEs, o indicador subiu para 2% e o banco indicou que deve aumentar mais no terceiro trimestre, antes de estabilizar. Para além disso, o Itaú indicou que as métricas de qualidade devem evoluir sem sobressaltos. Publicidade Para o líder de research da Genial Investimentos, Eduardo Nishio, o conjunto dos balanços aponta para uma piora no ciclo. A inflação, ainda forte, pressiona as famílias, enquanto as empresas são afetadas pelos juros elevados. “O cenário de crédito está pior”, diz.
Veja quem são os candidatos à Presidência nas eleições de 2026
São Paulo Com o início oficial da campanha eleitoral, a corrida pela Presidência da República já tem seus candidatos definidos. Até a noite do último sábado (15), prazo limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 13 candidatos registraram suas chapas para a disputa pelo Palácio do Planalto. As candidaturas aguardam a análise do deferimento, mas são liberadas para fazer campanha. Com exceção do atual presidente Lula, único a concorrer apoiado por uma coligação, todos os outros 12 concorrentes apostaram em chapas "puro-sangue", formadas exclusivamente por nomes de um único partido. Veja quem são os 13 candidatos à Presidência e suas propostas. Acima da esq. p/ dir.: Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Silva Costa, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Luiz Inácio Lula da Silva, Pablo Marçal, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi - Montagem Lema: "O Brasil dos nossos sonhos" O escritor Augusto Cury - Divulgação Natural de Colina (SP), o psiquiatra e escritor Augusto Cury, 67, dedicou sua carreira a pesquisas e livros best-sellers, como "O Vendedor de Sonhos". Seu vice é o ex-deputado federal Júlio Delgado (MG). Cury diz que busca superar a polarização ideológica por meio da "gestão da emoção" e da "cultura da paz". Seu plano de governo propõe a adoção do semipresidencialismo, mandatos de oito anos no STF e embaixadas voltadas à diplomacia comercial. Na economia, defende déficit zero, ampliação de microempreendedores, expansão sustentável do agronegócio e exploração de minerais estratégicos. A pauta social inclui educação socioemocional, medicina preventiva e o uso de inteligência artificial na segurança pública e na proteção às mulheres. Clariana Barão (DC) Lema: "Proteger hoje, transformar o amanhã" A advogada Clariana Barão, que disputará a eleição presidencial pelo DC - Instagram Clariana Barão A advogada Clariana Barão, presidente do diretório estadual do DC em Mato Grosso, disputa sua primeira eleição em uma chapa 100% feminina, ao lado da também advogada Fabiana Torquato. Seu plano se organiza na modernização do Estado e na proteção social, priorizando a defesa de mulheres e crianças, a alfabetização e a valorização docente. A economia é pautada pelo apoio a pequenos negócios, melhoria da infraestrutura e responsabilidade fiscal. Na segurança, o foco é a inteligência nas fronteiras e o sufocamento financeiro de facções. Para a saúde, propõe a integração com IA e telemedicina, defendendo um federalismo orientado por metas e evidências. Edmilson Costa (PCB) Lema: "Construir o poder popular, rumo ao socialismo" Edmilson Costa, que disputará a Presidência pelo PCB - Divulgação/PCB Professor e doutor em economia, o maranhense Edmilson Costa, 76, é secretário-geral do PCB e concorre com a professora aposentada da UFRJ, Cleusa Santos, na vice. O plano propõe a ruptura com o capitalismo rumo ao socialismo, com a criação de Conselhos Populares e a substituição do Senado por um Parlamento Unicameral. Exige a nacionalização do sistema financeiro, a expropriação do agronegócio, a suspensão do pagamento da dívida pública e a revogação do arcabouço fiscal e das reformas trabalhista e previdenciária. O projeto foca no fim da escala 6x1 (jornada de 30 horas), estatização da saúde, educação e transportes (tarifa zero), reestruturação do Judiciário e da mídia, além do rompimento de relações com EUA e Israel. Lema: "Para o Brasil vencer o atraso" O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante ato em Copacabana na estreia de sua campanha presidencial - Mauro Pimentel - 16.ago.26/AFP Natural de Resende (RJ), o senador Flávio Bolsonaro, 45, acumula quatro mandatos como deputado estadual e um como senador. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Na segurança, o plano propõe equiparar facções a terroristas, reduzir a maioridade penal para 16 anos, aplicar castração química em quem cometer estupro e acabar com a progressão de pena para crimes hediondos. Na economia, defende a contenção de gastos, a desburocratização e a desoneração tributária. Institucionalmente, apoia limites a decisões monocráticas no STF e o fim da reeleição no Executivo. A pauta social destaca o programa "Brasil por Elas", voltado a redes de proteção, empreendedorismo e creches. Hertz Dias (PSTU) Lema: "Com os trabalhadores, contra o sistema" Hertz Dias, pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU - Maisa Mendes/Divulgação Professor maranhense de 55 anos e militante do movimento negro, Hertz Dias foi candidato ao governo do Maranhão em 2022, concorreu à prefeitura de São Luís em 2020, além de ter disputado os postos vice-presidente e vice-governador em 2018 e 2010, respectivamente. Em nenhum foi eleito. Concorre com a também professora Vanessa Portugal na vice. O PSTU defende a instauração de um governo socialista e a ruptura com o capitalismo. O projeto propõe a estatização, sob controle operário e sem indenização, de bancos, agronegócio e grandes empresas, além da suspensão do pagamento da dívida pública. A agenda também apoia o fim da escala 6x1 (com jornada de 36 horas), aumento de 100% no salário mínimo e tarifa zero nos transportes. Defende, ainda, a desmilitarização da Polícia Militar, a descriminalização das drogas e a legalização do aborto pelo SUS. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Lema: "O Brasil pronto pra mais" Luiz Inácio Lula da Silva, candidato pelo PT, em seu primeiro ato de campanha - Zanone Fraissat - 16.ago.26/Folhapress Nascido em 1945 em Caetés (PE), o ex-metalúrgico Lula busca o seu 4º mandato presidencial. Líder sindical e fundador do PT, governou o país em dois mandatos, eleito em 2002 e 2006, e retornou à Presidência em 2023. A chapa repete a aliança com o médico Geraldo Alckmin (PSB) na vice. O programa de governo estrutura-se no combate às desigualdades via fortalecimento de serviços públicos e programas de renda. A área econômica foca sustentabilidade e transição ecológica de baixo carbono, além da governança estatal com foco em planejamento e inserção internacional. Pablo Marçal, durante campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024 - Bruno Santos - 14.ago.24/Folhapress Goiano e empresário, Pablo Marçal tem 39 anos e foi candidato à prefeitura de São Paulo em 2024. Teve seu nome lançado de última hora pelo PRTB, no lugar de Leonardo Valanche, que agora é vice de Marçal. Apesar do registro, o influenciador digital terá que reverter ou suspender a condenação na Justiça Eleitoral que o tornou inelegível por oito anos para conseguir concorrer à presidência. Até o momento, nenhum plano de governo do partido foi registrado na plataforma oficial do TSE. Lema: "O futuro é glorioso" O candidato do MIssão à Presidência da República, Renan Santos - Bruno Santos - 1º.ago.26/Folhapress Líder e um dos fundadores do MBL, o paulista Renan Santos, 42, disputa a eleição pelo recém-criado partido Missão, tendo como vice o coronel Aroldo Medina. Seu plano de governo, o "Livro Amarelo", propõe um ajuste nas contas públicas e a redução de até 70% dos municípios considerados fiscalmente inviáveis. Na segurança, defende o chamado "Direito Penal do Inimigo", com superpresídios e uso das Forças Armadas contra facções. O projeto prevê substituir o Bolsa Família por frentes de trabalho, erradicar favelas em dez anos, trocar cotas por bolsas de mérito, priorizar risco nas filas do SUS, explorar terras raras e inteligência artificial e buscar liderança do Sul Global no ciclo nuclear. Lema: "Plano implacável" Romeu Zema (Novo) na CNC (Confederação Nacional do Comercio, Bens Serviços e Turismo) - Gabriela Biló - 8.jul.2026/Folhapress Natural de Araxá (MG), o administrador e empresário Romeu Zema, 61, governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos (eleito em 2018 e 2022). Em sua primeira disputa nacional, concorre com o senador Eduardo Girão (CE) na vice. Seu plano de governo foca a redução do Estado através da privatização total de estatais, corte de gastos, redução de impostos e flexibilização das leis trabalhistas. Na segurança e na política, defende o endurecimento penal, o combate militarizado a facções e a limitação dos poderes do STF. Na área social e externa, propõe a integração do SUS à rede privada, a conversão de programas de renda em pontes temporárias para o emprego e a substituição do Brics pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Lema: "Nem A, nem B, C de Caiado" Ronaldo Caiado participa de conferência do Santander nesta segunda-feira (17), em São Paulo - Rafaela Araújo/Folhapress O médico e ruralista goiano Ronaldo Caiado, 76, possui longa trajetória legislativa como deputado e senador e governou Goiás por dois mandatos. Após deixar o União Brasil pelo PSD, forma chapa com o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. Seu plano prioriza a estabilização fiscal, contenção de despesas obrigatórias e a segurança pública, integração policial para asfixia de facções, agravamento de penas e maioridade penal aos 16 anos para crimes graves. Politicamente, defende o fim da reeleição no Executivo e o voto distrital misto. A pauta inclui a recomposição da aprendizagem básica, a modernização do agronegócio via seguro rural, a redução de filas do SUS e a transição para a autonomia financeira nos programas sociais. Rui Costa Pimenta (PCO) Lema: "Por salário, trabalho e terra" Rui Costa Pimenta, candidato pelo PCO - João Caproni Pimenta/PCO/Divulgação Jornalista e redator, o paulista Rui Costa Pimenta, 69, é fundador e presidente do PCO. Disputa a Presidência pela quarta vez e concorre em chapa "puro-sangue" com o professor Antônio Carlos Silva. O programa propõe uma revolução socialista, um governo operário e medidas estruturais anticapitalistas, como a estatização do sistema financeiro, o não pagamento da dívida pública, o cancelamento de privatizações e o imposto sobre grandes fortunas. Para os trabalhadores, exige salário mínimo de R$ 7.500, jornada de 35 horas e revogação das reformas recentes. O PCO também defende a extinção do STF, a dissolução das polícias militares, o fim dos vestibulares, a estatização total da saúde, ensino e mídia, e o armamento civil. Samara Martins (UP) Samara Martins, única mulher pré-candidata à Presidência da República - Wildally Souza/Divulgação UP Cirurgiã-dentista do SUS, a mineira Samara Martins, 38, é coordenadora de movimentos negro e de mulheres. Vice-presidente nacional da Unidade Popular, concorre em chapa 100% feminina com a paraense Raquel Brício. A UP propõe a construção de uma sociedade socialista, com estatização de bancos e empresas privatizadas, e a interrupção do pagamento da dívida pública. A candidata foca a defesa da classe trabalhadora, exigindo 100% de aumento no salário mínimo, fim da escala 6x1 e isenção de impostos para a categoria. Defende também punição a feminicidas, passe-livre nos transportes, educação superior sem vestibular e o rompimento de acordos sobre a base de Alcântara e terras raras. Wilson Grassi (Democrata) Wilson Grassi, candidato pelo Democrata - Wilson Grassi no Instagram Veterinário paulista de 56 anos e defensor da causa animal, Wilson Grassi concorre à presidência com a empresária Suêd Haidar, presidente de seu partido. O plano de governo se fundamenta em desburocratizar, desonerar e digitalizar o Estado. O eixo central é a criação do Imposto Único Federal (IUF) sobre transações financeiras, substituindo tributos sobre a folha e isentando de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos. O projeto destaca a "Saúde Única" (integração da saúde animal ao SUS), a portabilidade do aluguel para financiamento habitacional e a "PEC da Pesquisa" (transformar bolsistas em servidores). Na segurança, foca a asfixia de facções e em plebiscito nacional para a adoção de prisões de segurança máxima.
Perguntas Frequentes sobre SANB3
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