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RNEW3 Renova Energia S.A. – Cotação Hoje

Energia 📈 Ação B3

Renova Energia S.A.

CNPJ: 08534605000174

Preço Atual
R$ 0,75
+1.35%

O ativo RNEW3 (Renova Energia S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 0,75, acumulando uma variação de +1.35% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 0,72 e a máxima de R$ 1,35. A companhia está inserida no setor de Energia, atuando no segmento de Energia Elétrica. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de -1.91x e P/VP de 0.24x.

Abertura
R$ 0,75
Fec. Ant: R$ 0,75
Variação Dia
Min: R$ 0,74
Max: R$ 0,75
52 Semanas
Mín: R$ 0,72
Máx: R$ 1,35
Volume
14.400
Moeda: BRL

Oscilação dos Últimos 12 Meses

Carregando gráfico...

Indicadores de Valuation

-1.91
0.24
R$ -0,39
R$ 3,08
64.24
19.07
P/Receita (PSR)
0.53
P/FCO
1.91
P/FCL
23.43
EV/Receita Líq.
1.78
EV/FCO
6.42
EV/FCL
78.92
Earning Yield
1.56%
Enterprise Value
R$ 930,13 Mi
R$ 276,10 Mi

Indicadores de Endividamento

Dív. Líq./EBITDA
4.63
Dív. Líquida/PL
0.55
Dívida Líquida
R$ 654,03 Mi
Liq. Corrente
0.82
PL/Ativos
0.39
Passivos/Ativos
0.61
Liq. Seca
0.82
Liq. Imediata
0.25

Indicadores de Eficiência

Margem EBIT
2.77%

Indicadores de Rentabilidade

-12.55%
0.75%
-4.76%
Giro do Ativo
0.17

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
32.34%
CAGR Lucro
-13.92%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 0.05%
Margem EBITDA 27.05%
Margem Operacional 2.77%
Margem Líquida -27.65%
Fluxo de Caixa
FCO R$ 144,78 Mi
FCL R$ 11,79 Mi
Caixa Total R$ 83,41 Mi
Caixa/Ação R$ 0,22
Receita e Dívida
Receita Total R$ 522,27 Mi
Lucro Bruto R$ 0,26 Mi
EBITDA R$ 141,28 Mi
Dívida Total R$ 1,59 Bi
Crescimento
Receita 32.34%
Lucro -13.92%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 514,96 Mi R$ 259,23 Mi R$ 227,84 Mi R$ 206,40 Mi
Lucro Bruto R$ -24,32 Mi R$ -30,88 Mi R$ 173,45 Mi R$ 58,48 Mi
EBITDA R$ -2,15 Mi R$ 16,82 Mi R$ 200,31 Mi R$ 1.002,51 Mi
Lucro Líquido R$ -162,23 Mi R$ -117,07 Mi R$ -9,24 Mi R$ 777,12 Mi

Sobre a RNEW3

Setor
Energia
Indústria
Energia Elétrica
Funcionários
1.500
Market Cap
R$ 276,73 Mi
Descrição do Negócio

Renova Energia S.A. é uma empresa brasileira especializada em geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, incluindo energia hidrelétrica e eólica. A companhia opera usinas de geração de energia em diferentes regiões do Brasil, fornecendo energia para o mercado brasileiro. Renova Energia investe em projetos de energia renovável, contribuindo para a transição energética e sustentabilidade do setor elétrico. A empresa atua como geradora de energia, participando de leilões de energia e contratos de fornecimento de longo prazo.

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Como os pilotos passaram as férias de agosto da F1
UOL - Esporte 19/08/2026

Como os pilotos passaram as férias de agosto da F1

A pausa obrigatória da Fórmula 1 em agosto proporcionou ao paddock uma oportunidade muito necessária para recarregar as energias antes do GP da Holanda. Agora que os pilotos estão voltando ao trabalho na preparação para a corrida em Zandvoort, eles compartilharam um pouco de como passaram suas férias. Gabriel Bortoleto Bortoleto teve férias divididas entre o descanso na beira do mar e compromissos com patrocinadores, incluindo um evento da KitKat do qual o Motorsport.com participou e o entrevistou de forma exclusiva. Além disso, o piloto paulista aproveitou o tempo no Brasil para correr de kart. Nico Hulkenberg Hulkenberg compartilhou fotos de suas férias em família nas quais aparece com sua esposa e filhos fazendo churrasco, observando o eclipse solar e passeando no mar. O alemão também passou parte da pausa com o companheiro de equipe Bortoleto e o brasileiro da Fórmula E Felipe Drugovich. Lewis Hamilton Hamilton deu as boas-vindas a um novo membro da família: seu filhote de golden retriever chamado Halo. O heptacampeão também passou um tempo com sua parceira, Kim Kardashian, na praia e jogando paintball. Ele também compartilhou fotos com a família e animais da fazenda, além de imagens praticando surfe. Kimi Antonelli Antonelli, atual líder do campeonato, foi um dos muitos pilotos que escolheram a Sardenha como destino de férias. O piloto italiano compartilhou fotos em que aparece relaxando com amigos, se divertindo em festas e se dedicando à fotografia. George Russell Parabéns de coração para Russell, que pediu em casamento sua parceira de longa data, Carmen Montero Mundt, durante um jantar privado à luz de velas na praia. George compartilhou uma série de fotos, incluindo uma em que Mundt aparece exibindo orgulhosamente seu anel de noivado. Charles Leclerc Leclerc e sua esposa Alexandra passaram um tempo em seu iate na Sardenha. O casal recebeu a visita da família de Charles e de seu amado cachorro, Leo. Embora ainda não tenham anunciado oficialmente nenhuma novidade, o casal alimentou rumores de que poderiam estar esperando seu primeiro filho. Lando Norris Norris ainda não compartilhou fotos de suas férias em seu Instagram, mas o piloto da McLaren foi visto se divertindo em Ibiza durante a pausa de agosto. Oscar Piastri Piastri, companheiro de equipe de Norris, compartilhou fotos de suas férias com sua namorada, Lily Zneimer. O piloto australiano também aproveitou o tempo para praticar ciclismo off-road e jogar o jogo de videogame do Campeonato Mundial de Rally (WRC). Max Verstappen Verstappen também aproveitou a vida em família. O holandês e sua parceira, Kelly Piquet, compartilharam fotos com a filha de 15 meses, Lily. O casal começou as férias comemorando o aniversário de sete anos de idade da filha de Kelly, Penelope, e também se juntou a Toto e Susie Wolff na Sardenha. Isack Hadjar Hadjar compartilhou fotos de suas férias com seus amigos e sua namorada, Lauren Fitzsimmons. Parece que o piloto da Red Bull passou a maior parte do tempo em um iate, jogando Uno e treinando. Pierre Gasly Piloto da Alpine, Gasly compartilhou fotos de sua viagem com a família, sua parceira, Francisca “Kika” Cerqueira Gomes, e seu cachorro, Simba. Franco Colapinto Colapinto compartilhou fotos de suas férias, nas quais aparece andando de bicicleta, curtindo o eclipse solar, dirigindo um Alpine A110 e tentando fazer confeitos em bolos. Esteban Ocon Ocon e sua namorada, Flavy Barla, deram início às férias de agosto participando da estreia do filme “Homem-Aranha: Um Novo Dia”. Além disso, o francês também postou fotos consertando um modelo miniatura de um barco. Alex Albon Albon passou um tempo no que parece ser as montanhas Dolomitas, na Itália, com sua noiva, Lily Muni He. O piloto da Williams também confirmou posteriormente a renovação de contrato com a equipe de Grove para 2027. Carlos Sainz Após uma corrida difícil no Hungaroring, Sainz reservou um tempo para recarregar as energias, relaxando com a família e treinando nas Ilhas Baleares. Ele foi visto em seu iate De Antonio D60, jogando golfe e correndo pelo mar em jet skis. Lance Stroll Stroll foi visto pilotando por Mônaco em um ultrarraro Aston Martin DBR22 Speedster. Quando não estava ao volante do carro de mais de R$ 21 milhões, ele passava o tempo com seus amigos e sua namorada, Yael Shelbia. Valtteri Bottas Bottas visitou o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, com sua namorada, Tiffany Cromwell. O piloto finlandês também se classificou em quinto lugar na sua categoria no UCI Gravel World Series, prova de ciclismo gravel de 131 km em Hlinsko, na República Tcheca. Sergio Pérez Pérez, companheiro de equipe de Bottas na Cadillac, compartilhou fotos de suas férias em família e dos treinos antes do retorno da F1 a Zandvoort. AULA de HELINHO: Tetra da Indy500, RIVALIDADES, o FLERTE com a F1 via Toyota, BORTOLETO e MUITO MAIS Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com: Your browser does not support the audio element. ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE: Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!

IPCA+ Pagando Até 11%: Vale a Pena Investir com a Selic em 14%?
Selic 19/08/2026

IPCA+ Pagando Até 11%: Vale a Pena Investir com a Selic em 14%?

Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 19/08/2026 - 11:23 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Com a taxa básica de juros cravada em dois dígitos e a projeção inflacionária estourando o teto da meta em 2026, especialistas recomendam crédito privado e debêntures incentivadas de energia e infraestrutura como o refúgio mais rentável da temporada. O que aconteceu Retorno ao Equilíbrio: Após a volatilidade registrada no primeiro semestre, os prêmios dos títulos corporativos se estabilizaram em patamares atraentes, reabrindo a janela de oportunidades para investidores de renda fixa. Hegemonia de Energia e Infraestrutura: As carteiras recomendadas de grandes bancos estão massivamente concentradas nos setores elétrico e de concessões, ativos blindados por contratos com receita regulada e indexada à inflação. O Peso Macroeconômico Atual: A recente manutenção do ciclo monetário restritivo, com a Selic a 14,00% em agosto de 2026 e o IPCA projetado em 5,02%, renova a urgência de manter títulos IPCA+ como âncoras na proteção do patrimônio. Alerta Vermelho para Risco: Gestores recomendam rigor analítico, limitando a concentração a 5% por emissor e evitando correr atrás apenas das maiores taxas (como as que superam 11%), devido ao aumento do risco de crédito atrelado a elas. No xadrez financeiro do segundo semestre de 2026, o investidor brasileiro encontra-se novamente no centro de uma encruzilhada macroeconômica. Com o Banco Central reduzindo a Selic para 14,00% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto, e o mercado cravando as expectativas de inflação em 5,02% até o final do ano — índice que excede o teto da meta —, garantir ganho real (acima da inflação) é a estratégia obrigatória de sobrevivência e expansão de carteira. Após uma abertura abrupta de prêmios de crédito corporativo entre março e abril, ditada não por deterioração financeira das companhias, mas por resgates em fundos de investimento e marcação a mercado, a assimetria corrigiu-se. O risco e o retorno voltaram ao prumo. Nesse contexto, a elite dos bancos de investimento e corretoras de São Paulo tem voltado suas atenções para papéis atrelados ao IPCA, mas com um direcionamento cirúrgico em relação aos setores. O investidor que perscruta o mercado encontrará uma convergência impressionante entre os principais “stock pickers” e analistas de renda fixa das instituições. De um cardápio atualizado das recomendações mais fortes, o destaque recai, quase integralmente, para a segurança do serviço essencial. A atratividade não é acidental: companhias de transmissão, distribuição de energia, saneamento e rodovias possuem previsibilidade contábil e contratos que repassam automaticamente os índices de inflação. Essa blindagem setorial transformou debêntures e notas desses segmentos no porto seguro do crédito privado. Entre as principais indicações correntes (cujas taxas balizadoras refletem a primeira quinzena de agosto de 2026, sujeitas à flutuação diária), as emissões com maior solidez e classificação por agências de rating (S&P, Fitch, Moody’s) são: Águas do Rio 4 (Aegea) – Saneamento: Vencimento para setembro de 2034. É o papel de maior retorno indicativo, oferecendo impressionantes IPCA + 11,24%. Voltada apenas para investidores qualificados e com um rating brA, reflete a premissa de que a alta taxa embutida traz junto um grau maior de risco. Ecovias Raposo Castelo (Ecorodovias) – Concessão: Vencimento para março de 2029. Oferece taxas estimadas em IPCA + 8,07% (equivalente a 10,2% bruto), voltada a qualificados. Energisa – Energia Elétrica: Vencimento para setembro de 2033. Retorno projetado de IPCA + 7,87% (isento, equivale a 9,68% com impostos). Suzano – Papel e Celulose (CPR): Vencimento para março de 2036. Rendimento indicativo de IPCA + 7,51%, também para perfil qualificado. Debêntures Triple A (BB Investimentos e BTG Pactual): Sem divulgação explícita de taxa fixa em relatórios, mas ancoradas na nota máxima (AAA). Entre as opções de excelência estão a Equatorial Goiás (vencimento 2037 e 2038), Celpe (2040), Engie (2038), MRS Logística (2039) e Autopista Litoral Sul (2031). Embora o fascínio por retornos de dois dígitos reais — caso do IPCA + 11% — seja inevitável, no mundo do crédito privado, “almoço grátis” não existe. Economistas e gestores batem na mesma tecla: o prêmio alto é, invariavelmente, uma compensação pelo risco maior de calote ou de liquidez no secundário. Instituições tradicionais, como o BB Investimentos, reiteram que a postura deve ser cautelosa, focada em “emissores de maior qualidade e estruturas robustas”. O investidor não pode apostar todas as suas fichas na dívida de empresas. O Tesouro IPCA+ entra na carteira como o componente livre de risco (risco soberano) para equilibrar a equação corporativa. A duration ideal, defendida por casas de análise atualmente, paira em torno de seis anos, pois vértices muito longos deixam o dinheiro mais exposto aos ruídos políticos sem prêmios justos correspondentes. Os ativos públicos mais citados são: Tesouro IPCA+ 2032 (com juros semestrais): Taxa na faixa de IPCA + 7,65%, com duration média de 4,95 anos e distribuição de cupons em fevereiro e agosto. Tesouro IPCA+ 2035 (Principal): Com rendimento consolidado de IPCA + 7,45%, paga tudo na data do vencimento (duration longa, de 8,7 anos). Diferente das debêntures de infraestrutura (que contam com isenção fiscal pela lei 12.431), os rendimentos dos títulos públicos sofrem a tributação de Imposto de Renda (tabela regressiva, até o piso de 15%). Guia do Investidor Para blindar seu portfólio diante da Selic atual de 14% e lucrar com os títulos listados sem assumir riscos irreparáveis, obedeça às quatro regras de ouro do crédito corporativo em 2026: Teto de Concentração (Regra dos 5% e 20%): Nunca coloque todo o capital na mesma empresa. Limite a alocação de crédito privado a, no máximo, 20% da sua carteira total de investimentos, estipulando um teto rigoroso de apenas 5% do patrimônio investido na emissão de uma única companhia. Cuidado com a Escala de Rating: Não tome decisões olhando apenas para a coluna da taxa de juros da corretora. Verifique o rating da empresa. Papéis avaliados como AAA (Triplo A) têm probabilidade de default mínima, enquanto classificações como A (com perspectiva negativa) pagam mais exatamente porque carregam incertezas de fluxo de caixa da empresa emissora. Diferenciação Tributária: Lembre-se de que Debêntures Incentivadas , CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (do Agronegócio) são isentos de Imposto de Renda. Para comparar de forma justa com um Tesouro IPCA ou um CDB de banco, utilize o cálculo de taxa bruta equivalente . Sem Rede de Proteção (FGC): Tenha plena clareza de que Debêntures, CRIs e CRAs não possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se a empresa entrar em colapso, não há repasse de socorro de R$ 250 mil por CPF como em CDBs e LCIs/LCAs. Olho na Liquidez: Papéis atrelados à inflação longa (2035, 2040) carregam o risco da “marcação a mercado”. Se precisar sacar o dinheiro de forma antecipada e a taxa de juros do dia estiver mais alta que a da compra, você poderá amargar fortes prejuízos na venda secundária. Invista dinheiro que você, de fato, só utilizará no vencimento estipulado. Leia mais Auxílio Aluguel SP: Quem Tem Direito e Como Pedir o Benefício para Vítimas de Violência Banco Master na CVM: Julgamento de Suposta Fraude em FII Tem Data Marcada Como o impulso fiscal explica a disparada dos juros longos no Brasil, segundo o BTG Dólar e Euro hoje: entenda a alta das moedas e o impacto da Selic a 14% Chilli Beans Avança em Fintech: Rede Lança Maquininha Própria e Prepara Oferta de Crédito para Franqueados Os tentáculos da Chery: conheça os alvos das novas marcas chinesas de carro que vêm ao Brasil Para compartilhar:

Como a previsível crise do modelo econômico da China afetará o Brasil?
China 19/08/2026

Como a previsível crise do modelo econômico da China afetará o Brasil?

Seu navegador não suporta esse video. Desenvolvimento chinês está umbilicalmente ligado ao seu modelo político e econômico Durante quase meio século, a China realizou uma transformação econômica sem paralelo histórico. Primeiro, tornou-se o chão de fábrica do mundo. Depois, passou a produzir boa parte das máquinas que equipam a indústria mundial. Agora, começa a descobrir um problema menos glorioso: quem vai comprar tudo isso. Por décadas, o modelo garantiu crescimento ininterrupto. Exportações, investimentos, infraestrutura, crédito subsidiado e mão de obra abundante permitiram que a China construísse uma capacidade industrial sem equivalente histórico. continua após a publicidade Nas últimas duas décadas, porém, o modelo sofreu uma mutação. O crescimento passou a depender cada vez mais não apenas da eficiência exportadora, mas da manutenção de capacidade produtiva muito superior à demanda. Porto de Xangai, na China: país precisa encontrar cada vez mais compradores para seu excesso de produção Foto: CN-STR/AFP A explicação, como quase sempre na China, começa pela política interna. Para o Partido Comunista, uma fábrica produz empregos, arrecadação local, estabilidade social e, sobretudo, legitimidade política. Fechar uma empresa, mesmo inviável, significa, para um secretário provincial do Partido, desemprego, queda da arrecadação e algumas perguntas desagradáveis de Pequim. continua após a publicidade Daí emerge um sistema em que governos locais sustentam empresas deficitárias (30% da indústria hoje); bancos estatais refinanciam dívidas de empresas; governos provinciais competem para preservar suas bases industriais. O resultado aparece nas estatísticas. Em 2025, o superávit comercial chinês de bens atingiu aproximadamente US$ 1,19 trilhão, contra US$ 992 bilhões no ano anterior. As exportações cresceram 5,5%, enquanto as importações permaneceram estagnadas, refletindo também a fraqueza da demanda doméstica. Há ainda o outro lado da equação: consumo doméstico relativamente baixo, elevada poupança das famílias, rede de proteção social limitada, crise imobiliária, endividamento dos governos locais e um modelo que historicamente privilegiou investimento e produção em relação ao consumo. A China precisa encontrar compradores externos para uma parcela crescente da produção que sua própria economia não consegue absorver. Mas a capacidade de absorção do restante do mundo não é infinita. E quando fabricantes estrangeiros perdem participação, investimentos são cancelados, fábricas fecham e empregos industriais desaparecem, a economia encontra a política. continua após a publicidade Esta reação já se viu em Washington ainda no primeiro governo Donald Trump. Joe Biden preservou boa parte das tarifas contra produtos chineses e acrescentou política industrial e subsídios. Trump voltou ao poder ampliando drasticamente a utilização do comércio como instrumento de segurança econômica, conceito admiravelmente elástico. A Europa enfrenta dilema semelhante. Em 2025, a União Europeia importou € 559,4 bilhões em produtos chineses, crescimento de 6,4% sobre o ano anterior. A China respondeu por mais de 22% das importações extrabloco. A Alemanha, locomotiva do bloco, oferece um retrato ainda mais dramático. Em 2025, as exportações alemãs para o mercado chinês caíram quase 10%. O déficit bilateral alemão chegou a € 89,3 bilhões. Para um país cuja identidade econômica foi construída sobre automóveis, máquinas e exportações industriais, não se trata de detalhe estatístico. continua após a publicidade Por isso, a disputa entre China e Europa sobre capacidade excedente provavelmente será um dos grandes conflitos comerciais dos próximos anos. Veículos elétricos foram apenas a primeira batalha visível. Máquinas, produtos químicos, aço, baterias, equipamentos de energia renovável e outras manufaturas certamente se seguirão. Quando Estados Unidos e Europa fecham progressivamente suas portas, os contêineres chineses não desaparecem. Direcionam-se a mercados médios, como Brasil, México, Argentina, Turquia e Índia. E suas indústrias dispõem de menos capacidade política, financeira e tecnológica para responder à avalanche de importações do que Estados Unidos ou União Europeia. continua após a publicidade Para o Brasil, o problema não termina na concorrência dentro do mercado nacional. Empresas brasileiras também disputam com fabricantes chineses seus mercados da América Latina. Uma tarifa antidumping aqui, uma elevação tarifária acolá e uma investigação de subsídios podem aliviar determinados setores. Mas medidas pontuais dificilmente conterão um fenômeno dessa dimensão. Obviamente, confundir toda competitividade com subsídio seria intelectualmente preguiçoso e juridicamente perigoso. O problema é outro: distinguir eficiência, escala, subsídio, planejamento estatal e ambição geopolítica quando frequentemente chegam no mesmo contêiner. continua após a publicidade Mas existe uma segunda pergunta, igualmente importante. O que acontecerá com o Brasil se, ou quando, a própria economia chinesa enfrentar uma crise séria? A China é o principal destino das exportações brasileiras e responsável por parcela decisiva do superávit comercial brasileiro. Uma desaceleração mais profunda atingiria justamente commodities que sustentam boa parte da relação bilateral. Menor atividade industrial significa menor demanda por minério de ferro. Problemas no setor imobiliário afetam aço e minerais. Menor crescimento e menor confiança podem alterar consumo e importações de alimentos. Nesse cenário, o Brasil descobrirá rapidamente o custo de ter concentrado sua relação com a China na exportação de commodities e na importação de manufaturados. Daí a necessidade de antecipação. Diversificação de mercados, acordos comerciais, financiamento às exportações, defesa comercial robusta e uma política industrial concentrada em setores nos quais o Brasil tenha vantagens estratégicas. Em artigo recente, o ex-USTR Michael Froman advertiu que a capacidade mundial de absorver o excesso produtivo chinês se aproxima de um ponto de ruptura. Curiosamente, pouco disso aparece no debate eleitoral. Discute-se muito quem ofendeu mais ou se indignou menos. Seria útil reservar alguns minutos para questões menos viralizantes: quais mercados substituirão a China numa crise? Que política industrial serve ao Brasil? Como financiar sua transformação? Como responder ao desvio das exportações chinesas para a América Latina? São perguntas menos divertidas do que as ofensas recíprocas. Também são as perguntas que continuarão existindo depois da eleição e comprometerão a próxima geração de brasileiros.

Perguntas Frequentes sobre RNEW3

Qual é a cotação de RNEW3 hoje na B3?
A cotação de RNEW3 hoje está em R$ 0,75. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 0,74 e máxima de R$ 0,75.
Quanto a RNEW3 paga de dividendos?
Atualmente não há registros de proventos recentes para o ticker RNEW3. Consulte os relatórios trimestrais e fatos relevantes para atualizações.
Como calcular o Preço Teto de RNEW3?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de RNEW3 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de RNEW3?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.

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