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PSSA3F Porto Seguro S.A. – Cotação Hoje

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Porto Seguro S.A.

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O ativo PSSA3F (Porto Seguro S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 46,59, acumulando uma variação de -2.49% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 44,45 e a máxima de R$ 55,71.

Abertura
R$ 47,80
Fec. Ant: R$ 46,59
Variação Dia
Min: R$ 46,47
Max: R$ 48,22
52 Semanas
Mín: R$ 44,45
Máx: R$ 55,71
Volume
37.494
Moeda: BRL

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'Leite em Pó', em Gramado, conquista com humor estranho e dor contida
UOL - Notícias 19/08/2026

'Leite em Pó', em Gramado, conquista com humor estranho e dor contida

Porto Alegre Leite em Pó Onde Em breve nos cinemas Em breve nos cinemas Elenco Vinicius de Oliveira, Zezita Matos, Antonio Pitanga Vinicius de Oliveira, Zezita Matos, Antonio Pitanga Produção Brasil, 2026 Brasil, 2026 Direção Carlos Segundo "Tu és pó e ao pó voltarás". A frase bíblica, do "Livro do Gênesis" parece nortear o longa potiguar "Leite em Pó", de Carlos Segundo, um filme de luto, segundo o diretor. E de música também. O filme foi exibido na competição nacional do 54º Festival de Cinema de Gramado. Na apresentação, o cineasta o anunciou como seu primeiro longa. Que diabos! Ele parece renegar o primeiro de fato, "Fendas", exibido em festivais brasileiros em 2019. Não é um filme para ser renegado. De todo modo, "Leite em Pó" é melhor. Revela uma mão mais segura para os tempos internos da narrativa, que são os mesmos do protagonista Vicente, vivido por Vinicius de Oliveira, o menino órfão de "Central do Brasil", agora adulto. Cena de 'Leite em Pó' - Divulgação Trata-se de um paulista que reside em Natal, RN, com sua avó. Pode-se dizer que sua vida é um tratado sobre o pó, desde a infância, quando só conseguia tomar leite se fosse com o pó diluído em água. Apaixonado por rock, tenta ganhar a vida fazendo covers de bandas brasileiras de rock, versões constrangedoras para sucessos do Ira!, do Biquini Cavadão ou dos Titãs. Aos poucos, por saudade, passa a ouvir também sambas, inicialmente os de Agepê, preferido da avó. Logo no começo, uma música toca na vitrola, até que algo a leva sempre a um ponto anterior da música. Percebemos que o disco está riscado, numa metáfora para a vida estagnada de Vicente, aos 38 anos. A avó, aliás, Zezita Matos, se enforca no lustre do quarto. Ele a mantém em cima da mesa da cozinha coberta de sal grosso, até que o simpático personagem de Antonio Pitanga, uma espécie de padrinho, o convence a buscar a cremação. Vicente atropela um cachorro por acidente e faz a mesma coisa com o animal. É um homem maduro só na idade, pois incapaz de largar as coisas que devem ser largadas. Se não leva uma dura do amigo e antigo companheiro de banda, vai sempre tentar se vender como um roqueiro de talento, o que claramente não é. Numa dessas tentativas, recebe uma contraproposta da fotógrafa que conheceu num evento: tentar vender uma série de álbuns antigos com fotografias de formatura. As pessoas, por algum motivo, não quiseram comprar essas lembranças, talvez porque seus sonhos de estudante não se concretizaram. A estagnação social, pessoal e profissional é um motivo do filme. Nesse novo emprego, acaba conhecendo novas pessoas e suas histórias, entre elas uma cabeleireira que sofre agressão do marido e não quer um álbum nem pintado de ouro, ou a senhora que aceita comprar o álbum, mas pede que ele a leve uma foto de cada vez, como se temesse uma overdose de lembranças. Com a vida num impasse, Vicente parece depender de alguma ação drástica que porventura consiga realizar para que sua vida finalmente saia do lugar. Uma espécie de ruptura com seu estado de torpor. Imagem do filme 'Leite em Pó', de Carlos Segundo - Divulgação Carlos Segundo filma de longe, procurando frequentemente um distanciamento crítico, o que não quer dizer que falte interesse no assunto ou nos personagens. Pelo contrário. O filme é bastante emotivo e pessoal, e talvez a estratégia seja justamente atenuar essa emoção com uma certa estranheza provocada pela distância. Vez ou outra, até um certo humor invade o relato, como na hora em que Vicente e seus novos amigos cheiram as cinzas da avó como se fosse cocaína. A cena em si é até boba. Mas o diálogo posterior entre os amigos depois que Vicente passa mal e vai para o hospital provocou risos fortes na plateia. Finalmente, o vício do protagonista em leite em pó, num dos sinais de sua apatia existencial, provoca outras experiências inusitadas, até um final que faz com que o filme cresça na memória. "Leite em Pó" homenageia a atriz potiguar Titina Medeiros, falecida em janeiro de 2026. Ela interpreta a fotógrafa Jane, que oferece a Vicente a oportunidade de vender os álbuns de formatura. Era uma boa atriz, que nos deixa ainda jovem, antes de completar 50 anos.

'Ele nos drogou e nos fez urinar na roupa': as acusações de mais de 200 mulheres contra ex-funcionário do governo francês
BBC Brasil 19/08/2026

'Ele nos drogou e nos fez urinar na roupa': as acusações de mais de 200 mulheres contra ex-funcionário do governo francês

'Ele nos drogou e nos fez urinar na roupa': as acusações de mais de 200 mulheres contra ex-funcionário do governo francês Legenda da foto, Anaïs de Vos suspeita que o café que Nègre lhe ofereceu estava adulterado com alguma droga Author, Nuala McGovern & Emma Ailes Reporting from, Paris and Strasbourg e Author, Amelia Butterly Role, Serviço Mundial da BBC Published Há 3 minutos Tempo de leitura: 9 min "Eu estava muito fraca, já não conseguia sentir direito as minhas pernas. Senti medo. Não sabia o que estava acontecendo", relata Anaïs de Vos. Era julho de 2011 e Anaïs, então com 27 anos, estava em uma entrevista para uma vaga no Ministério da Cultura da França, em Paris. Ela normalmente não tomava café, mas, quando o entrevistador, um funcionário público de alto escalão chamado Christian Nègre, lhe ofereceu um, ela aceitou por educação. Ele mesmo preparou o café, conta ela à BBC Global Women, mas "tinha um gosto ruim... então bebi metade". A reunião tinha começado no escritório, mas, depois de alguns minutos, Nègre sugeriu que eles saíssem. Enquanto caminhavam pelas ruas de Paris, Anaïs começou a sentir uma necessidade inexplicável e incontrolável de urinar. Ela se sentiu desconfortável em dizer a Nègre que queria voltar ao escritório para usar o banheiro e disse que estava com frio como desculpa para retornar ao prédio. Mas, segundo ela, ele continuou andando, conduzindo os dois em direção às margens do rio Sena. Então ela disse que precisava encontrar um banheiro com urgência. "Ele olhou no fundo dos meus olhos e disse: 'Ah, você precisa fazer xixi?'", lembra. "Eu me senti como uma criança. Achei muito estranho o jeito como ele olhou para mim, quase com satisfação." Ela afirma que ele a levou até a porta de um depósito sob uma ponte sobre o Sena e disse: "Você pode fazer aqui." Anaïs é uma das quase 250 mulheres que acreditam que Nègre as drogou em supostos incidentes ocorridos entre 2009 e 2018, submetendo-as ao que é conhecido como submissão química — situação em que drogas são utilizadas para obter controle sobre alguém. O conceito de submissão química ganhou destaque na França em 2024, quando o marido de Gisèle Pelicot foi condenado por sedá-la e convidar desconhecidos para estuprá-la enquanto ela estava inconsciente. "Comecei a entrar em pânico", continua Anaïs. "Imaginei que ele me empurraria para dentro da sala e fecharia a porta atrás de mim." Achando aquilo "estranho demais", ela insistiu para que continuassem andando. Eles caminharam até o Louvre para usar os banheiros, mas era preciso pagar um euro para entrar, e ela havia deixado a bolsa no escritório do ministério. Nègre disse que também não tinha dinheiro em espécie. Desesperada e sentindo dores por tentar segurar a urina, Anaïs encontrou um café que permitiu que ela usasse o banheiro. Naquele momento, "eu me sentia fisicamente muito fraca", diz ela. Ao se aproximar do banheiro, perdeu o controle e urinou em si mesma. Crédito, Grand Est Region & Bas-Rhin Prefect Legenda da foto, Aproximadamente 250 mulheres acusam Nègre de drogá-las entre 2009 e 2018 Ao se lembrar do episódio, Anaïs encontra algum consolo no fato de que, quando urinou, Nègre não estava olhando. "Pelo menos ele não me viu", diz ela. "Fiquei muito grata por estar usando apenas um vestido", acrescenta, explicando que isso tornou mais fácil esconder o que havia acontecido. Depois de três horas com Nègre, Anaïs conta que "se sentia tonta e exausta". Ela não conseguiu o emprego e ficou desconfiada do servidor público, mas nunca conseguiu entender exatamente o que havia provocado aquele desconforto. Segundo Anaïs, o caso prejudicou sua autoconfiança e, nos anos seguintes, ela acabou seguindo uma trajetória profissional menos ambiciosa. Até que em 2019 ela recebeu uma carta da polícia. Quando se encontrou com os investigadores, descobriu que eles suspeitavam que ela fosse uma das quase 200 mulheres que Nègre era acusado de drogar durante entrevistas de emprego, supostamente para cargos no ministério. "Fiquei chocada", diz ela. "Mas fiquei feliz por saber que não estava louca. Algo tinha acontecido naquele dia." Desde então, dezenas de outras supostas vítimas apareceram. A polícia acredita que Nègre usava diuréticos — medicamentos utilizados no tratamento de várias condições médicas, incluindo pressão alta — que fazem o organismo produzir uma quantidade excessiva de urina. Anaïs chegou a pensar, no dia em que encontrou Nègre, que ele pudesse ter colocado alguma coisa em sua bebida. Mas desconsiderou rapidamente essa ideia, dizendo a si mesma: "É o Ministério da Cultura. Isso não é possível." 'Experimentos P' Anaïs diz que a polícia contou a ela que encontrou no computador de Nègre uma planilha com as supostas vítimas, intitulada "Experiments P" ("Experimentos P"), e que foi assim que localizaram seu nome. Segundo ela, o documento registrava o horário em que as mulheres chegavam para as entrevistas, quando o diurético era administrado, quanto tempo levava até que urinassem e que tipo de roupa íntima estavam usando. Olhando pra trás, Anaïs está convencida de que o gosto estranho do café que Nègre preparou para ela era causado pelo diurético. A investigação contra Nègre começou em junho de 2018, quando ele foi flagrado por um colega tirando uma foto de uma mulher por baixo de uma mesa, segundo informou o Ministério Público em um comunicado divulgado em fevereiro deste ano. Inicialmente, ele foi suspenso do cargo de diretor regional de assuntos culturais antes de ser demitido pelo Ministério da Cultura em 2019. Os promotores disseram que, em 2018, ele contou aos investigadores que havia "submetido mulheres a situações humilhantes" durante entrevistas de emprego. Muitas das mulheres afirmam que só perceberam que poderiam ter sido vítimas quando a polícia entrou em contato com elas. Algumas se apresentaram depois de verem Anaïs e outras vítimas em reportagens da imprensa. Nègre, que está na casa dos 60 anos, encontra-se atualmente sob investigação formal por acusações que incluem drogagem, invasão de privacidade e agressão sexual. Ele aguarda julgamento. A BBC apresentou a Nègre, por meio de seu advogado, as acusações contidas nesta reportagem, mas ele se recusou a comentar. Crédito, Mohammed Badra/EPA/Shutterstock Legenda da foto, Anaïs and Nègre caminharam até o Louvre, onde ela esperava conseguir usar os banheiros públicos do local Outra pessoa mencionada nas anotações de Nègre era Marie-Hélène Brice. Ele a entrevistou para um emprego no Ministério da Cultura em 2016, em Estrasburgo, onde trabalhava na época. Ela conta que ele disse que ela parecia estressada e sugeriu que os dois saíssem para caminhar para que ela pudesse "se acalmar". Mas, enquanto caminhavam ao longo de um canal, Marie-Hélène, assim como Anaïs, sentiu uma necessidade incontrolável de urinar, que começou a provocar dor. Ela diz que Nègre afirmou conhecer um banheiro público próximo, mas, quando chegaram ao local, não havia banheiro. "Eu estava realmente começando a sofrer... as dores eram tão fortes que eu estava branca, pálida, com lágrimas escorrendo", diz ela. Marie-Hélène afirma que não teve escolha a não ser urinar em público. Segundo ela, Nègre ofereceu-se para cobri-la com o próprio casaco. "Fiquei terrivelmente constrangida", diz ela. "Ele não tirava os olhos de mim." Marie-Hélène diz que durante anos sentiu vergonha. Assim como Anaïs, ela também foi procurada pela polícia, que lhe informou que ela estava entre as supostas vítimas de Nègre. "Foi um choque muito grande", acrescenta. Submissão química Marie-Hélène diz que, além do sofrimento psicológico, ficou também com problemas urinários. Ela explica que, embora os acontecimentos possam não corresponder ao padrão que as pessoas normalmente associam a casos de agressão sexual, não tem dúvidas sobre o que aconteceu: "Fui atacada, fui intoxicada, fui envenenada, mas, para mim, foi uma agressão sexual, claramente." A questão da submissão química ganhou a atenção da deputada francesa Sandrine Josso. Ela se tornou uma das principais ativistas sobre o tema depois que o senador francês Joël Guerriau foi condenado este ano por colocar ecstasy na bebida dela com o objetivo de agredi-la sexualmente. Josso argumenta que, durante muito tempo, a França não fez o suficiente para apoiar mulheres que foram drogadas e para processar os responsáveis. Legenda da foto, Sandrine Josso se tornou uma das principais ativistas sobre a questão da submissão química Ela esteve por trás da criação, neste ano, de um programa-piloto segundo o qual mulheres que suspeitam ter sido drogadas podem levar amostras de sangue, urina ou cabelo a um laboratório para análise, sem precisar registrar formalmente uma denúncia na polícia. "As pessoas estão se mobilizando, as vítimas estão denunciando mais, registrando mais queixas, e isso é importante", disse Josso à BBC Global Women. Mas existem limitações. Anaïs, Marie-Hélène e muitas outras supostas vítimas de Nègre não suspeitaram que haviam sido drogadas — e, a menos que o teste seja realizado muito pouco tempo depois da administração da droga, as substâncias não aparecerão nas amostras de sangue e urina. As drogas podem permanecer detectáveis por mais tempo no cabelo, mas, com o passar do tempo, fica mais difícil determinar exatamente quando foram administradas. O uso de diuréticos dessa maneira é "muito incomum", segundo o professor Jean-Claude Alvarez, responsável pelo programa-piloto no Hospital Raymond-Poincaré, ligado à AP-HP. Ele afirma nunca ter visto algo parecido em seus 26 anos como toxicologista. O professor Jean-Claude Alvarez analisa amostras, incluindo cabelos, em busca de drogas no laboratório de toxicologia. O laboratório testa rotineiramente 400 substâncias e, acrescenta ele: "Agora, na França, estamos procurando diuréticos". Legenda da foto, O professor Jean-Claude Alvarez analisa amostras, incluindo cabelos, em busca de drogas no laboratório de toxicologia Já se passaram 15 anos desde o encontro de Anaïs com Nègre e sete anos desde que ela falou pela primeira vez com a polícia. Como muitas das outras vítimas, ela está frustrada com o tempo que o caso está levando para chegar aos tribunais. Enquanto isso, segundo a Fondation des Femmes — organização de defesa dos direitos das mulheres que apoia cerca de 30 das mulheres afetadas — o suposto autor continuou trabalhando na área de recursos humanos. "Tudo é perturbador, e estou revoltada com a forma como somos tratadas", diz Anaïs, que hoje tem 42 anos. Ela afirma que falou pela primeira vez com a polícia em 2019, mas depois não recebeu nenhuma notícia sobre o caso até 2023, apesar de ter enviado diversos e-mails. "Durante quatro anos, soube que era uma vítima, mas tive que lidar sozinha com isso. Eu não sabia o que fazer", diz ela. "Estou muito revoltada com o sistema de Justiça." Marie-Hélène descreve essa espera como "revitimização". "Como vítima, tenho que provar o impacto, consultar um psiquiatra, escrever relatos específicos", diz ela. A demora do processo tornou ainda mais difícil suportar o que aconteceu. "Não sentimos necessariamente que somos levadas completamente a sério", afirma Marie-Hélène. Kalliopi Mingeirou, da ONU Mulheres (UN Women), disse à BBC que governos, polícias e sistemas de Justiça precisam fazer mais para combater a violência sexual facilitada por drogas e que as autoridades enfrentam "desafios muito sérios". Segundo ela, atrasos em casos de suposto abuso estão "destruindo a vida das mulheres". A BBC pediu à polícia, ao Judiciário e ao governo franceses que respondessem às críticas sobre a condução do caso, mas não recebeu resposta. Durante muito tempo, Marie-Hélène permaneceu em silêncio, até deixar de sentir vergonha. "Eu não preciso me esconder — sou uma vítima", diz ela. "É importante para mim falar publicamente porque isso permitiu que algumas vítimas se reconhecessem, descobrissem que eram vítimas e, por sua vez, registrassem uma denúncia." "Falar é necessário no mundo em que vivemos. É importante falar sobre sexismo e violência sexual."

Bitcoin sobe acima de US$ 68 mil e Ethereum dispara 9% após ação do Tesouro dos EUA
Bitcoin 19/08/2026

Bitcoin sobe acima de US$ 68 mil e Ethereum dispara 9% após ação do Tesouro dos EUA

Bitcoin e Ethereum disparam após medida do Tesouro dos EUA aliviar juros longos e reacender a busca por ativos de risco O Bitcoin disparou nesta quarta-feira (19) e opera em US$ 68.614, alta de 5,8%, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar que vai dobrar o tamanho das recompras de títulos de dívida de longo prazo. A medida foi lida pelo mercado como uma tentativa de aliviar a pressão sobre os juros longos americanos, que vinham renovando máximas desde 2007. O movimento também impulsionou outros ativos vistos como reserva de valor. Depois do anúncio, o BTC chegou a tocar uma máxima intradiária próxima de US$ 69.700, antes de devolver parte dos ganhos e voltar para a região de US$ 68.500. O Ethereum dispara 9% e supera o nível de US$ 2 mil. Ouro e prata também avançaram mais de 3,5%, negociados perto de US$ 4.487 e US$ 65,60 a onça, respectivamente. A alta veio depois que o Tesouro americano informou que vai ao menos dobrar o tamanho das operações de recompra de títulos com vencimento entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A mudança começa em 9 de setembro e vale até 4 de novembro, segundo a Reuters. A justificativa oficial foi dar mais suporte de liquidez ao mercado de Treasuries de prazo mais longo. O anúncio ocorreu um dia depois de uma forte venda de títulos levar o rendimento do Treasury de 30 anos a 5,337%, maior nível desde 2007, em meio a preocupações com inflação, dívida pública elevada e tensões geopolíticas. Após a medida, os juros longos recuaram. Recompra é sinal de estresse na dívida Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, a alta do Bitcoin foi uma reação direta à percepção de que o mercado de dívida dos Estados Unidos precisou de suporte. “A partir de 9 de setembro, as recompras de títulos com vencimento entre 10 e 30 anos passarão de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A justificativa oficial é dar suporte de liquidez ao mercado de Treasuries após a forte alta dos juros longos”, afirma. Segundo ele, a leitura do mercado é simples: os juros longos subiram demais e o governo precisou agir. “Esse movimento não é um QE (Quantitative Easing) clássico, porque não é o Federal Reserve criando dinheiro para comprar títulos. Mas, para o mercado, a mensagem é parecida: quando o custo da dívida americana aperta demais, alguma forma de intervenção de liquidez aparece”, diz Fontes. A diferença para um programa tradicional de afrouxamento quantitativo é importante. No caso atual, a ação vem do Tesouro, não do Federal Reserve. Ainda assim, a reação dos ativos mostra que investidores interpretaram a medida como uma tentativa de estabilizar uma parte sensível do sistema financeiro. Esse tipo de ambiente costuma favorecer a narrativa do Bitcoin como ativo escasso. Se o maior mercado de dívida do mundo precisa de suporte para funcionar com mais estabilidade, cresce o interesse por ativos cuja oferta não depende da expansão da dívida pública ou de decisões de política monetária. “É justamente esse tipo de ambiente que fortalece a tese do Bitcoin. Se o maior mercado de dívida do mundo precisa de suporte para funcionar com mais estabilidade, cresce a busca por ativos escassos, previsíveis e fora da lógica de expansão da dívida pública”, afirma o analista do MB. A interpretação foi parecida entre outros nomes do mercado. Will Clemente escreveu que o Tesouro passou a atuar de formas incomuns no mercado de câmbio e agora também aumentou recompras na ponta longa da curva, enquanto juros pagos e dívida como percentual do PIB estão em níveis recordes. “Todos os caminhos eventualmente levam ao Bitcoin”, afirmou. Quinn Thompson, CIO da Lekkar Capital, disse no X que a medida reforça a necessidade de possuir ativos reais e proteção contra inflação. Peter Schiff, conhecido crítico do Bitcoin e defensor do ouro, afirmou que o Tesouro está comprando títulos longos que investidores privados não querem mais manter e que isso ajuda a explicar a alta do ouro. Marty Bent resumiu o movimento como uma espécie de “controle implícito da curva de juros”. Liquidações passam de US$ 1,3 bilhão A disparada também provocou uma onda de liquidações no mercado de derivativos. Dados da CoinGlass mostram que mais de US$ 1,3 bilhão em posições alavancadas foram liquidadas em apenas uma hora, entre 14h50 e 15h50 UTC. Mais da metade ocorreu em pares ligados ao Bitcoin. O Ethereum também foi atingido, com cerca de US$ 430 milhões em liquidações, depois que a alta surpreendeu traders que estavam vendidos perto das resistências anteriores de US$ 65 mil para o BTC e US$ 1.970 para o ETH. Movimentos desse tipo costumam acelerar a alta porque posições vendidas forçadas a fechar precisam recomprar o ativo no mercado. Do ponto de vista técnico, o rompimento da região dos US$ 65 mil mudou o tom de curto prazo. Segundo Fontes, o Bitcoin agora se aproxima da parte superior da resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil. Se superar os US$ 67 mil com força, o próximo alvo natural passa a ser a região dos US$ 70 mil. Geoff Kendrick, do Standard Chartered, também apontou a região de US$ 65.500 como nível-chave para o mercado. Segundo ele, investidores deveriam se posicionar para um movimento em direção a US$ 100 mil até o fim de 2026, embora a projeção dependa da sustentação da alta e de melhora no ambiente macro. A reação desta quarta reforça como o Bitcoin continua sensível a sinais de liquidez global. Nas últimas semanas, o BTC vinha pressionado por juros longos elevados, petróleo em alta e cautela com ativos de risco. O anúncio do Tesouro mudou temporariamente essa dinâmica ao aliviar a pressão na ponta longa da curva e reacender a busca por proteção contra desequilíbrios fiscais e monetários. Para Fontes, a alta de hoje não deve ser vista apenas como um repique de preço. “É uma reação direta à percepção de que o sistema financeiro tradicional está exigindo cada vez mais suporte para lidar com dívida, juros e liquidez. E esse é exatamente o tipo de cenário em que a tese do BTC como ativo escasso ganha força”, afirma. O próximo teste será a capacidade do Bitcoin de sustentar o rompimento. Se o BTC se mantiver acima da antiga resistência e voltar a buscar os US$ 70 mil, a alta pode ganhar tração. Mas, se os juros longos voltarem a subir ou o mercado entender que a recompra do Tesouro é insuficiente para estabilizar os Treasuries, parte do movimento pode ser devolvida rapidamente. A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!

Perguntas Frequentes sobre PSSA3F

Qual é a cotação de PSSA3F hoje na B3?
A cotação de PSSA3F hoje está em R$ 46,59. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 46,47 e máxima de R$ 48,22.
Quanto a PSSA3F paga de dividendos?
Atualmente não há registros de proventos recentes para o ticker PSSA3F. Consulte os relatórios trimestrais e fatos relevantes para atualizações.
Como calcular o Preço Teto de PSSA3F?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de PSSA3F para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de PSSA3F?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

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