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CPFE3F CPFL Energia S.A. – Cotação Hoje

📈 Ação B3

CPFL Energia S.A.

Preço Atual
R$ 41,23
-0.07%

Resumo Fundamentalista de CPFE3F

O ativo CPFE3F (CPFL Energia S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 41,23, acumulando uma variação de -0.07% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 37,47 e a máxima de R$ 57,18.

Abertura
R$ 41,18
Fec. Ant: R$ 41,23
Variação Dia
Min: R$ 40,96
Max: R$ 41,52
52 Semanas
Mín: R$ 37,47
Máx: R$ 57,18
Volume
26.242
Moeda: BRL

Oscilação dos Últimos 12 Meses

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Indicadores de Valuation

Earning Yield
0.00%
Enterprise Value
R$ 47,23 Bi
R$ 47,23 Bi

Indicadores de Endividamento

Dívida Líquida
R$ 0,00 Mi

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Indicadores de Rentabilidade

Indicadores de Crescimento

Sobre a CPFE3F

Market Cap
R$ 47,23 Bi

Dividendos

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Bolsa chega à décima queda sob o peso da eleição e da fuga de estrangeiros
Selic 18/08/2026

Bolsa chega à décima queda sob o peso da eleição e da fuga de estrangeiros

A décima queda veio sem o alarde dos dias anteriores, mas confirmou que o ambiente na bolsa brasileira continua inspirando cautela. É verdade que uma atividade econômica mais fraca pode abrir espaço para novos cortes na taxa Selic, como parte do mercado vem apostando. Por outro lado, as expectativas de inflação seguem acima da meta, o petróleo voltou a rondar os US$ 90 e as incertezas políticas e fiscais continuam pesando sobre os ativos locais. O resultado? Um mercado preso em um cabo de guerra. O Ibovespa cedeu mais 0,09% nesta segunda-feira (17), encerrando aos 166.784 pontos, ampliando as perdas de agosto para 6,30%. O IBC-Br, considerado a prévia do PIB, recuou 0,64% em junho, puxado pela retração da indústria e dos serviços. O retrato é de uma economia que perdeu velocidade depois de um começo de ano mais aquecido - e essa perda de ritmo faz toda a diferença para o Banco Central. Afinal, se a atividade desacelera porque os juros altos finalmente começam a frear a demanda, abre-se brecha para novos cortes na Selic. Contudo, se essa desaceleração vier acompanhada de inflação persistente e expectativas desancoradas, a história muda. É justamente esses sinais trocados que o mercado tenta calibrar agora. “O IBC-Br mostra uma economia perdendo força, mas não necessariamente cria espaço imediato para uma política monetária mais expansionista”, afirma Fabio Louzada, planejador financeiro e fundador da B7 Business School. Durante evento nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, jogou luz sobre o outro lado da equação ao lembrar que o Brasil segue em situação de pleno emprego, com a demanda crescendo mais rápido do que a oferta. A fala ajuda a entender por que um dado fraco de atividade não dá ao BC, automaticamente, o passaporte para acelerar os cortes na Selic. O grande dilema é que a atividade perdeu fôlego, mas a inflação esperada não acompanhou o movimento. O Boletim Focus divulgado hoje voltou a mostrar uma piora nas projeções do IPCA para os próximos anos, mantendo as expectativas bem acima da meta de 3%. Mas, apesar dessa pressão no horizonte, os juros futuros finalmente deram uma trégua hoje, após cinco sessões seguidas de forte alta em meio às incertezas eleitorais e à fuga do capital externo. O movimento foi lido no mercado como uma correção técnica necessária, impulsionada pelo recuo do dólar e pelo IBC-Br mais fraco do que o esperado. O alívio, contudo, não teve fôlego para devolver todo o prêmio acumulado na semana passada. A queda das taxas locais encontrou um freio no exterior. O avanço do petróleo Brent acima de US$ 90 reacendeu os temores inflacionários e fez os rendimentos dos títulos americanos (as Treasuries) dispararem. A taxa da T-bond de 30 anos ultrapassou a marca de 5,31%, atingindo seu maior nível desde 2007 e pesando sobre as curvas globais. Por aqui, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou para 13,77% (ante 13,775% no ajuste anterior), enquanto o DI de janeiro de 2028 cedeu de 14,035% para 14,00%; Já nos vértices mais longos, o DI de janeiro de 2029 caiu de 14,39% para 14,35%, e o de 2031 oscilou de 14,655% para 14,62%. Mesmo com o leve recuo pontual no pregão de hoje, Louzada afirma que a percepção de risco doméstico continua a exigir cautela. “A curva de juros reage principalmente à expectativa de inflação, à política fiscal, à atuação futura do Banco Central e ao prêmio de risco do país", explica. "Quando o mercado entende que a inflação pode permanecer resistente ou que o fiscal pode pressionar os preços e o câmbio, os investidores passam a exigir juros maiores nos vencimentos futuros”, completa. Esse ambiente de taxas ainda elevadas, e sem espaço para um alívio mais intenso no curto prazo, continua ditando a dinâmica dos ativos de risco e cobrando seu preço na economia real. As ações da Casas Bahia chegaram a despencar mais de 30% após a companhia registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre e protocolar pedido de recuperação judicial. A empresa declarou dívida de R$ 17,3 bilhões e patrimônio líquido negativo, além de anunciar medidas severas como fechamento de lojas e redução do quadro de funcionários. “Quando os juros longos sobem, o investidor passa a ter uma alternativa de renda fixa com retorno elevado e menor risco. Isso aumenta o custo de oportunidade de permanecer em ações", afirma Louzada. "E, para as próprias empresas, juros mais altos significam maior custo de capital, menor valor presente dos lucros futuros e, em muitos casos, menor capacidade de investimento”. O varejo é particularmente sensível à Selic porque juros altos encarecem o financiamento ao consumidor, reduzem a demanda e aumentam o custo da dívida corporativa. Esse ambiente acabou gerando um efeito de contágio e redistribuição nas prateleiras da B3. A crise na Casas Bahia contaminou a percepção de risco sobre todo o setor, pressionando papéis como C&A (-2%) e Lojas Renner (-1,7%). Na direção oposta, as ações do Magazine Luiza (+8,2%) operaram em disparada, amparadas pela aposta do mercado de que a concorrente consiga absorver a fatia de clientes deixada pela rival. Das 78 ações que fazem parte da carteira do Ibovespa, 35 caíram e 39 subiram. As ações da Petrobras (PETR3) avançaram 1,3%, impulsionadas tanto pela alta do petróleo quanto pela notícia de investimentos na exploração de novas áreas de produção. A commodity mais cara, contudo, é uma faca de dois gumes: ajuda no resultado da estatal, mas renova o fantasma da inflação de combustíveis. “O conflito no Oriente Médio segue sendo um pilar relevante das incertezas, mantendo o Brent elevado, pressionando o mandato dos bancos centrais e contendo altas mais fortes dos ativos em meio ao ambiente de aversão ao risco”, analisa Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad. O giro financeiro do Ibovespa somou R$ 18,2 bilhões hoje, abaixo da média de agosto, de R$ 19,9 bilhões, e ligeiramente inferior à média dos últimos 12 meses, de R$ 18,7 bilhões. No câmbio, o movimento foi um pouco mais favorável. E parte desse alívio veio de fora. Dados mais fracos de atividade nos Estados Unidos reduziram as apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em setembro. “Uma perspectiva de juros americanos menos restritivos ajuda a reduzir a pressão sobre o dólar globalmente”, afirma Louzada. Por aqui, o Banco Central também voltou a atuar no mercado de câmbio, com leilões de venda de dólares com compromisso de recompra. Foi uma ajuda adicional para o real recuperar algum terreno depois da pressão da semana passada. Mas o movimento ainda parece mais uma acomodação do que uma mudança de rota, segundo Jaqueline Neo, especialista em câmbio e crédito da be.smart. “Ainda é cedo para interpretar isso como mudança de tendência. O câmbio tem incorporado um prêmio de risco maior e deve continuar apresentando volatilidade”, afirma. Depois de superar R$ 5,21 na semana passada, o dólar comercial recuou 0,36% nesta segunda-feira, para R$ 5,2006. Ações negociadas em 17/08/2026 Código Nome Abertura Mínima Média Máxima Fechamento Var. % MGLU3 MAGAZINE LUIZA ON 3,91 3,90 4,16 4,25 4,23 8,18 BEEF3 MINERVA ON 3,20 3,15 3,28 3,43 3,39 5,94 BRKM5 BRASKEM PNA 4,93 4,76 5,01 5,31 5,20 5,48 PRIO3 PETRORIO ON 58,71 58,71 60,85 61,91 61,58 5,03 UGPA3 ULTRAPAR ON 32,25 32,09 33,71 34,10 33,82 4,80 CMIN3 CSN MINERACAO ON 5,56 5,29 5,70 5,87 5,78 4,33 CURY3 CURY S/A ON 31,04 30,94 31,85 32,45 32,32 3,81 SLCE3 SLC AGRICOLA ON 13,37 13,33 13,64 13,78 13,74 2,84 DIRR3 DIRECIONAL ON 10,45 10,35 10,63 10,72 10,68 2,20 MRVE3 MRV ON 4,74 4,69 4,82 4,90 4,86 2,10 RECV3 PETRORECSA ON 10,51 10,42 10,61 10,79 10,73 2,09 PSSA3 PORTO SEGURO ON 47,55 46,98 47,55 48,00 47,52 2,02 CSNA3 SID NACIONAL ON 4,47 4,38 4,50 4,57 4,57 1,78 BRAV3 BRAVA ON 18,38 18,33 18,52 18,70 18,65 1,47 EMBJ3 EMBRAER ON 98,68 98,49 99,91 100,51 100,44 1,43 PETR3 PETROBRAS ON 47,13 46,55 47,28 47,59 47,46 1,35 TOTS3 TOTVS ON 30,07 30,03 30,44 30,73 30,57 1,23 WEGE3 WEG ON 47,50 47,49 47,97 48,40 47,99 1,03 BBSE3 BB SEGURIDADE ON 37,00 36,75 37,16 37,30 37,30 0,95 COGN3 COGNA ON 2,10 2,10 2,15 2,20 2,13 0,95 PETR4 PETROBRAS PN 42,35 41,72 42,43 42,76 42,47 0,90 CPLE3 COPEL ON 13,69 13,60 13,76 13,80 13,79 0,73 GOAU4 GERDAU MET PN 10,96 10,92 11,05 11,11 11,07 0,73 AXIA3 AXIA ENERGIA ON 49,80 49,63 50,29 50,79 50,18 0,70 AZZA3 AZZAS 2154 ON 14,89 14,61 14,91 15,20 14,97 0,67 CYRE3 CYRELA REALT ON 21,30 21,30 21,53 21,77 21,47 0,66 USIM5 USIMINAS PNA 6,34 6,25 6,36 6,41 6,36 0,63 GGBR4 GERDAU PN 24,59 24,48 24,76 24,87 24,78 0,53 AURE3 AUREN ON 10,01 9,99 10,06 10,20 10,10 0,50 ASAI3 ASSAI ON 8,10 8,00 8,11 8,21 8,14 0,49 ENEV3 ENEVA ON 24,38 24,20 24,53 24,87 24,53 0,33 SMFT3 SMART FIT ON 17,15 16,88 17,16 17,37 17,16 0,23 ISAE4 ISA ENERGIA PN 25,49 25,43 25,59 25,78 25,60 0,20 TIMS3 TIM ON 18,13 17,94 18,14 18,31 18,15 0,17 VALE3 VALE ON 71,20 70,69 71,41 71,80 71,41 0,15 VBBR3 VIBRA ON 33,42 33,30 33,80 34,28 33,65 0,15 CXSE3 CAIXA SEGURI ON 17,93 17,80 17,92 18,03 17,93 0,11 EGIE3 ENGIE BRASIL ON 28,03 27,70 28,00 28,16 28,05 0,07 SBSP3 SABESP ON 23,80 23,66 23,86 24,27 23,80 0,04 MULT3 MULTIPLAN ON 26,61 26,54 26,72 26,88 26,73 0,00 VIVT3 TELEF BRASIL ON 29,64 29,55 29,76 30,01 29,74 0,00 VAMO3 VAMOS ON 2,80 2,78 2,82 2,85 2,80 0,00 YDUQ3 YDUQS PART ON 7,25 7,25 7,46 7,69 7,32 0,00 CMIG4 CEMIG PN 10,25 10,01 10,14 10,27 10,21 -0,20 RENT3 LOCALIZA ON 33,22 33,22 33,50 34,00 33,43 -0,24 POMO4 MARCOPOLO PN 4,12 4,05 4,10 4,17 4,10 -0,24 ENGI11 ENERGISA UNT 43,61 43,12 43,73 44,25 43,69 -0,25 RAIL3 RUMO S.A. ON 13,68 13,52 13,65 13,78 13,63 -0,29 BRAP4 BRADESPAR PN 20,17 20,06 20,23 20,32 20,19 -0,35 NATU3 NATURA ON 7,65 7,50 7,59 7,68 7,66 -0,39 TAEE11 TAESA UNIT 37,51 37,13 37,34 38,18 37,25 -0,41 MOTV3 MOTIVA SA ON NM 13,74 13,70 13,77 13,91 13,74 -0,43 FLRY3 FLEURY ON 18,15 18,00 18,17 18,28 18,14 -0,49 ABEV3 AMBEV S/A ON 14,74 14,59 14,66 14,88 14,67 -0,54 CPFE3 CPFL ENERGIA ON 41,20 40,76 40,99 41,53 40,99 -0,73 KLBN11 KLABIN S/A UNT 17,50 17,25 17,38 17,54 17,40 -0,85 VIVA3 VIVARA ON 20,86 20,57 20,71 21,15 20,69 -0,86 ALOS3 ALLOS ON 25,70 25,44 25,53 25,84 25,44 -0,97 ITSA4 ITAUSA PN 12,49 12,28 12,36 12,51 12,36 -1,04 SANB11 SANTANDER BR UNIT 29,90 29,55 29,77 30,16 29,60 -1,10 IGTI11 IGUATEMI S.A UNT 23,62 23,38 23,51 23,73 23,42 -1,31 RADL3 RAIA DROGASIL ON 17,44 17,27 17,40 17,69 17,27 -1,48 ITUB4 ITAU UNIBANCO PN 38,92 38,17 38,41 38,98 38,38 -1,59 MBRF3 MARFRIG ON 16,51 15,23 15,79 16,66 16,10 -1,59 BBDC3 BRADESCO ON 14,49 14,25 14,32 14,53 14,27 -1,65 LREN3 LOJAS RENNER ON 11,16 11,01 11,11 11,26 11,02 -1,69 RDOR3 REDE D OR ON 33,38 32,79 33,22 33,87 33,09 -1,69 B3SA3 B3 ON 14,60 14,41 14,54 14,94 14,41 -1,77 CSMG3 COPASA ON 55,62 54,32 54,83 56,67 54,78 -1,85 EQTL3 EQUATORIAL ON 34,76 34,10 34,36 35,03 34,23 -1,92 BBDC4 BRADESCO PN 16,49 16,18 16,28 16,54 16,22 -1,93 BPAC11 BTGP BANCO UNT 50,88 49,90 50,29 51,43 50,00 -1,96 CEAB3 CEA MODAS ON 7,97 7,81 7,89 8,08 7,84 -2,00 HAPV3 HAPVIDA ON 6,70 6,56 6,72 7,09 6,58 -2,23 BBAS3 BRASIL ON 18,40 17,95 18,14 18,48 17,95 -2,34 HYPE3 HYPERA ON 21,42 20,98 21,21 21,70 20,98 -2,46 CSAN3 COSAN ON 3,39 3,12 3,22 3,41 3,22 -2,72 SUZB3 SUZANO S.A. ON 41,99 40,45 41,09 42,14 40,58 -3,45 — Foto: Getty Images

'Gato solar' vira nova frente de guerra no setor elétrico
UOL - Notícias 16/08/2026

'Gato solar' vira nova frente de guerra no setor elétrico

São Paulo Uma nova forma de burlar o sistema de energia em troca de vantagem financeira vem acendendo o alerta no setor elétrico brasileiro. A expansão irregular de sistemas fotovoltaicos próprios ganhou apelido, entrou no radar do governo e inaugurou frente na guerra entre geração centralizada e distribuída. Geração distribuída (GD) é a modalidade em que o próprio consumidor residencial ou empresarial produz sua energia e pode vender o excedente para o sistema. No Brasil, o tipo mais comum é com energia solar. O chamado "gato solar" nada mais é do que o aumento da potência instalada em uma casa, comércio ou pequena usina sem autorização da distribuidora local. Essa ampliação pode ser feita com a aquisição de mais painéis solares ou alterações em equipamentos. Painéis fotovoltaicos em telhado de casa em Salvador - Rafaela Araújo - 4.mar.24/Folhapress Isso se tornou um desafio para o setor porque, além de ser uma forma de usufruir de subsídios irregularmente —bancados pela conta de luz dos demais consumidores—, a injeção de energia extra sem o devido planejamento põe em risco a estabilidade e a segurança do sistema elétrico. Mas o que ainda não está claro é o tamanho do problema. Nesse ponto, as estimativas divergem: enquanto algumas apontam que as placas fotovoltaicas irregulares somam a mesma potência instalada da usina de Itaipu (14 gigawatts), outros cálculos sugerem que os "gatos solares" não chegam a 1% disso (88 megawatts). Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Carregando... Integrantes do setor de geração distribuída desconfiam das projeções elevadas e dizem que o tema está sendo instrumentalizado para atacar a modalidade, já imersa em polêmicas. Beneficiada por subsídios, a GD viveu uma expansão acelerada nos últimos anos e passou a ser responsabilizada por encarecer a conta de luz e agravar problemas do sistema elétrico, como o "curtailment" (o corte em fontes renováveis). Distribuidoras de energia, por sua vez, dizem estar preocupadas com a proliferação desses "gatos". Na versão de integrantes desse setor, há muitos casos, já impactam a conta de luz e arriscam a estabilidade e a segurança do fornecimento. O termo oficial do "gato solar" é alteração à revelia da micro e minigeração distribuída (MMGD). Um estudo feito pelo Instituto Acende ajuda a entender a complexidade por trás do problema. O documento lembra que a expansão acelerada da geração distribuída —que saltou de menos de 1 GW em 2018 para mais de 50 GW agora— ocorreu em sua maioria devido ao subsídio embutido no arranjo tarifário. Quem tem painéis solares abate da conta de luz não só o custo da energia que ele substitui com a própria produção, mas também todos os outros componentes da tarifa que custeiam o uso das redes de transmissão e distribuição, encargos e tributos. A lei garante às instalações mais antigas (classificadas como "GD 1") manter subsídios originais até 2045. Já os sistemas mais recentes (GD 2) entram em uma regra de transição que reduz gradualmente os benefícios. Uma das lógicas de quem faz o "gato solar" é conseguir aumentar o valor do crédito na conta de luz sem arriscar perder os subsídios. O problema, segundo o Instituto Acende, é que a injeção de energia extra também altera os padrões nas redes de distribuição e transmissão, o que desafia a segurança e a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Na prática, os gatos obrigam o sistema a operar com mais potência do que estava preparado. Uma das primeiras estimativas sobre o tamanho do problema veio de um relatório do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) de abril deste ano. Ao observar o comportamento do sistema no meio do dia, o órgão estimou uma potência irregular que poderia variar de 11,8 GW a 14,6 GW (cerca de 30% de toda a geração distribuída regular hoje). Após esse levantamento, a Aneel (agência reguladora do setor elétrico) determinou que as distribuidoras fizessem uma inspeção para identificar os casos. Foram recebidos dados das 19 maiores concessionárias do país, que atendem a 43 milhões de unidades consumidoras. Ainda assim, apesar do alto índice de confirmação (59% das inspeções constataram problemas), a potência irregular encontrada foi de só 88 MW, o que equivale a 0,1% de toda a geração distribuída regular hoje —e 0,6% da estimativa feita pelo ONS. Em nota, o ONS disse que a avaliação feita sugere a hipótese da existência de uma parcela adicional não medida, mas ressaltou que isso não pressupõe, de partida, uma causa única. "Tampouco implica atribuição automática e integral à MMGD não registrada", afirmou. "O ONS reafirma que a existência dessa capacidade adicional ainda deve ser tratada como uma hipótese técnica, sem comprovação causal definitiva", acrescentou. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Carregando... Patrícia Audi, presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), diz estar preocupada com os impactos financeiros e operacionais da geração não registrada. Segundo ela, os cálculos internos da associação estão alinhados com os divulgados pelo ONS. "As distribuidoras vêm sendo surpreendidas com um volume 20% maior de energia", diz. "Nós estimamos que são duas as origens do problema. Uma é a falta de conhecimento; as pessoas instalam os painéis sem saber as regras. E a outra questão é a má-fé." A Abradee diz que os gatos já impactam a conta de luz dos consumidores brasileiros. Pelos cálculos da entidade, o custo hoje dessa injeção irregular está entre R$ 3,3 bilhões e R$ 4 bilhões, o que representaria algo entre 1,1% e 1,3% da tarifa. Em Minas Gerais, um dos estados com maior quantidade de geração distribuída, a Cemig diz ter feito 2.400 inspeções em clientes suspeitos nos últimos dois anos, e identificado 1.636 casos irregulares, que somam cerca de 12 MW. Outros 15 mil casos serão objeto de análise. Saad do Carmo, gerente de recuperação de energia da Cemig, diz que a companhia estruturou uma operação de inteligência para lidar com os casos. Segundo ele, a principal motivação para os gatos é a tentativa de obter conexões mais rápidas e baratas na baixa tensão, o que leva à omissão da potência real para evitar os custos da média tensão. "Estamos com um projeto de pesquisa para usar imagens de satélite e melhorar ainda mais o índice de acerto dos nossos alvos", afirma. A CPFL (que atua em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul) também diz atuar com tecnologia, inteligência de dados e fiscalização direcionada para identificar os casos. Na inspeção a pedido da Aneel, a companhia relatou 25 MW de geração à revelia. A Neoenergia, que atua em 18 estados e no DF, diz ter identificado "gatos solares" em todas as distribuidoras do grupo, e acompanha os casos com preocupação. À Aneel, a empresa relatou 45,7 MW irregulares. GERAÇÃO DISTRIBUÍDA FALA EM NARRATIVA CONTRA O SETOR Rodrigo Marcolino, conselheiro da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída), contesta o tamanho do problema e diz que as irregularidades que existem são fruto principalmente de burocracia e questões práticas, não de fraudes generalizadas. Segundo ele, o próprio termo "gato solar" carrega um tom pejorativo que serve a interesses de setores que tentam desarticular o avanço da geração distribuída. Marcolino afirma que muitos casos são de consumidores de boa-fé, que se perdem nas dificuldades e nos erros de cadastro das distribuidoras. Outras situações seriam resultado da atualização de projetos de micro e minigeração; clientes que compram painéis solares mais recentes, cuja potência diverge da indicada anteriormente. "O que temos aqui é a clássica briga do inovador disruptivo contra o incumbente. É natural existir uma resistência daquele que teve todo o arcabouço desenhado em torno de uma realidade tecnológica de 30, 40 anos atrás", afirma. Bárbara Rubim, presidente do conselho de administração da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), adota postura semelhante. Ela defende a punição das irregularidades, mas questiona a magnitude do problema. "É importante que o tema não seja usado de forma oportunística, para passar uma imagem de que o setor de geração própria de energia é um setor de irregularidades." GOVERNO ACOMPANHA O TEMA Procurada pela Folha, a Aneel disse que acompanha o assunto de forma contínua, mas que não tem uma estimativa sobre a abrangência do problema e seu eventual impacto tarifário. "Essas informações poderão ser melhor avaliadas ao longo do processo de fiscalização em andamento", disse em nota. Segundo a Aneel, estão em discussão propostas de prevenção, identificação e aperfeiçoamento do sistema. Uma decisão final da diretoria está prevista para o segundo semestre deste ano. O Ministério de Minas e Energia afirmou que o tema é acompanhado em articulação com o órgão regulador e um diagnóstico preliminar será apresentado ao CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) ainda em 2026. Bruna de Barros Correia, sócia do BMA Advogados, diz que uma das principais fragilidades que permitiram o avanço do "gato solar" está relacionada à dificuldade de acompanhar, na mesma velocidade, a expansão acelerada da geração distribuída. "O desafio regulatório é coibir irregularidades sem comprometer a continuidade da expansão da fonte solar, que segue desempenhando papel relevante na transição energética brasileira."

Ibovespa encerra semana em queda e ações têm desempenho misto
B3 15/08/2026

Ibovespa encerra semana em queda e ações têm desempenho misto

Reuters – O Ibovespa reduziu as perdas no fim do pregão, mas ainda fechou em queda nesta sexta-feira (14), a nona seguida, em meio à saída de estrangeiros da bolsa paulista, com o último pregão da semana também marcado por vencimento de opções sobre ações e repercussão de balanços. O movimento recente mais negativo tem como pano de fundo preocupações com o efeito do nível elevado de juros na atividade econômica e a perspectiva fiscal do país, além de incertezas eleitorais e geopolíticas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,1%, a 166.934,20 pontos, acumulando uma perda de 3,23% na semana. Na mínima do dia, chegou a 164.835,38 pontos. Na máxima, a 167.099,46 pontos. Com tal desempenho, o Ibovespa completou a maior série de perdas desde as 13 quedas seguidas de 1º a 17 de agosto de 2023. Na atual sequência de nove baixas, acumulou um declínio de 6,22%, que reduziu ainda mais a alta no ano, agora para 3,61% O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$30,08 bilhões. O movimento dos estrangeiros tem sido determinante para o ajuste negativo. Após saldo positivo em julho, dados da B3 mostram uma saída líquida de R$13,56 bilhões em capital externo da bolsa em agosto até o dia 12. De acordo com o especialista em mercado de capitais Josias Bento, sócio da GT Capital, o estrangeiro segue tirando dinheiro da bolsa e voltando para mercados mais maduros como EUA, com alocações mais voltadas para tecnologia e inteligência artificial. Ele ressaltou, contudo, que a eleição presidencial no país também está no radar, trazendo muita volatilidade para o Ibovespa, “além do fiscal, que segue indefinido e sem um plano de contingência para os próximos anos”. “Tudo isso está fazendo o Ibovespa entregar praticamente toda a alta de 2026”, acrescentou, lembrando que o Ibovespa chegou a se aproximar dos 200 mil pontos mais cedo no ano. Em meados de abril, superou 199 mil pontos pela primeira vez no intradia. No exterior, o S&P 500 fechou com um declínio de 0,17%, um dia após renovar recorde, enquanto o barril do petróleo sob o contrato Brent encerrou com elevação de 1,67%, a US$88,52. DESTAQUES • BRASKEM PNA fechou em queda de 7,68%, revertendo os ganhos do começo do pregão, um dia após a petroquímica reportar um lucro líquido de R$3,33 bilhões no segundo trimestre de 2026, revertendo prejuízo de R$267 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na teleconferência com analistas nesta sexta-feira, executivos da companhia afirmaram que os próximos anos serão de ambiente desafiador e destacaram que a prioridade é avançar em estrutura de capital sustentável. Também afirmaram que a negociação com bancos e detentores de dívida está “avançando bem” com conversas “construtivas”. • YDUQS ON recuou 5,18%, após o grupo de educação reportar lucro líquido ajustado de R$14 milhões no segundo trimestre, queda de 54,2% e abaixo do esperado por analistas. Na teleconferência sobre o resultado, o CEO afirmou ver trajetória positiva após a Copa do Mundo e citou perspectiva positiva para 2027. De acordo com analistas do Citi, a mensagem da administração foi bastante otimista em relação às perspectivas para os próximos meses. “No entanto, os resultados recentes foram fracos e o cenário econômico continua desafiador. Por isso, é compreensível que os investidores ainda estejam cautelosos, o que provavelmente explica a queda das ações observada hoje”, afirmaram em relatório a clientes. • CPFL ENERGIA ON cedeu 4,49%, tendo também no radar o balanço, que mostrou lucro líquido de R$1,44 bilhão no segundo trimestre, 21,3% maior do que o apurado um ano atrás, com o crescimento do mercado da distribuição de energia apoiado pela demanda residencial e de data centers. • LOJAS RENNER ON perdeu 2,61%, tendo como pano de fundo relatório do UBS BB cortando a recomendação dos papéis da varejista para neutra, bem como o preço-alvo de R$18 para R$13,50. De acordo com os analistas do banco, embora a Lojas Renner tenha uma posição financeira sólida, com bastante dinheiro em caixa e recompense seus acionistas por meio de dividendos e recompra de ações, “ainda não há sinais convincentes de que a empresa conseguirá ganhar participação de mercado de forma mais acelerada e continuar tendo um desempenho superior ao restante do setor”. • MINERVA ON avançou 5,26%, em pregão de ajustes, após queda de 7,6% na véspera, em meio à repercussão do balanço do segundo trimestre. Divulgado na noite de quarta-feira, o balanço da maior exportadora de carne bovina da América do Sul mostrou lucro líquido de R$197 milhões, queda de 57% em relação ao mesmo período do ano anterior. Analistas da XP avaliaram que a Minerva entregou um trimestre sólido, mas destacaram que a visibilidade para segundo semestre segue limitada e nível de endividamento “dificilmente” deve reduzir as preocupações no curto prazo. • HAPVIDA ON subiu 4,99%, também buscando uma recuperação, após o tombo de 33% no pregão anterior. Na quarta-feira, a companhia divulgou um recuo de 95,8% no lucro do segundo trimestre ano a ano, enquanto o Ebitda ajustado somou R$504,4 milhões, queda de 44,3%. Analistas do Itaú BBA destacaram que a frustração no Ebitda e a reaceleração dos novos depósitos judiciais aumentam significativamente a dificuldade de avaliar um nível normalizado de rentabilidade daqui para frente. • EMBRAER ON avançou 2,43%, mantendo a trajetória positiva em agosto, quando fabricante de aviões já soma uma alta de quase 14%. A companhia informou na noite de quinta-feira que o seu conselho de administração declarou o pagamento de juros sobre o capital próprio referentes ao terceiro trimestre no montante total de R$154 milhões. Ainda no radar, analistas do JPMorgan elevaram o preço-alvo dos papéis para R$135 ante R$98 e reiteraram recomendação “overweight”, destacando que ainda veem as ações em níveis atrativos. • PETROBRAS PN valorizou-se 0,45%, endossada pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional. • VALE ON perdeu 0,83%, em linha com outras mineradoras no exterior. Na China, contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 0,42%, a 710,5 iuanes (US$105,36) por tonelada, reduzindo sua perda semanal para 0,77%. • ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,8%, revertendo as perdas de parte do pregão e encerrando uma série de seis pregões com fechamento negativo. No setor, BTG PACTUAL UNIT avançou 1,51%, BANCO DO BRASIL ON fechou em alta de 0,93% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizou-se 0,34%. BRADESCO PN caiu 0,72%. NUBANK, que é listada nos EUA, saltou 9,33%, após registrar lucro líquido trimestral acima de US$1 bilhão pela primeira vez, superando as estimativas de analistas. A receita total cresceu 39%. O custo do crédito, que pesou sobre as ações no trimestre passado após subir a US$1,79 bilhão, recuou para US$1,69 bilhão, ainda que com alta de 60% na comparação anual.

Perguntas Frequentes sobre CPFE3F

Qual é a cotação de CPFE3F hoje na B3?
A cotação de CPFE3F hoje está em R$ 41,23. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 40,96 e máxima de R$ 41,52.
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O que significa o P/L e o P/VP de CPFE3F?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

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