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C2OU34 Coursera Inc Shs Unsponsored Brazilian Depositary Receipt Repr 0.5 Sh – Cotação Hoje

🌐 BDR

Coursera Inc Shs Unsponsored Brazilian Depositary Receipt Repr 0.5 Sh

Preço Atual
R$ 12,22
-18.48%
Cotação oficial B3 em tempo real

O ativo C2OU34 (Coursera Inc Shs Unsponsored Brazilian Depositary Receipt Repr 0.5 Sh) está sendo negociado hoje a R$ 12,22, acumulando uma variação de -18.48% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 12,22 e a máxima de R$ 31,11.

Abertura
R$ 12,39
Fec. Ant: R$ 12,22
Variação Dia
Min: R$ 12,22
Max: R$ 12,54
52 Semanas
Mín: R$ 12,22
Máx: R$ 31,11
Volume
1.236
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: C2OU34

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
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Indicadores de Valuation

R$ 0,00
R$ 0,00
Enterprise Value
R$ 6,94 Bi

Indicadores de Endividamento

Dívida Líquida
R$ 0,00 Mi

Sobre a C2OU34

Setor
Outros
Indústria / Segmento
Outros
Market Cap
R$ 6,94 Bi

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Empresas brasileiras dominam negociação de BDRs na B3
B3 •

Empresas brasileiras dominam negociação de BDRs na B3

Empresas brasileiras dominam negociação de BDRs na B3 Nubank e Inter lideram negociação de BDRs na B3 em agosto, enquanto empresas brasileiras concentram 43% dos negócios com esses ativos. (Foto: divulgação) Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) permitem que investidores brasileiros tenham acesso a ações de empresas negociadas no exterior sem precisar abrir uma conta em uma corretora internacional. Apesar disso, empresas brasileiras listadas fora do país concentram boa parte das negociações desse mercado na B3. Em agosto, o BDR do Nubank (ROXO34) liderou o número de negócios, com 629.475 operações. Logo depois, apareceu o BDR do Inter (INBR32), com 583.851 negócios. A Nvidia (NVDC34), uma das principais empresas relacionadas ao avanço da inteligência artificial, ficou em quinto lugar, com 223.930 operações. O volume representa menos da metade do registrado pelo Nubank. Os dados fazem parte de levantamento exclusivo da Quantum. Empresas brasileiras dominam negociações Ao todo, BDRs de nove empresas de origem ou controle brasileiro movimentaram 2,11 milhões de negócios em agosto. O volume representa aproximadamente 43% dos 4,9 milhões de negócios registrados com BDRs no mês. O grupo inclui Nubank, Inter, Aura Minerals, XP, JBS, StoneCo, PagSeguro, VTEX e Afya. Por outro lado, as chamadas Sete Magníficas — Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla — somaram 823 mil negócios. Assim, as gigantes de tecnologia responderam por 16,8% do total. Além disso, apenas Nubank e Inter, juntos, registraram quase 50% mais negócios do que as sete empresas de tecnologia somadas. Entre os dez BDRs mais negociados em agosto, cinco pertencem a empresas brasileiras. Além de Nubank e Inter, aparecem Aura Minerals, com 353.422 negócios; XP, com 240.994; e JBS, com 201.836. A lista também inclui Nvidia, Mercado Livre, Microsoft, Tesla e Amazon. Familiaridade pesa nas escolhas O volume de negociações não acompanha necessariamente o desempenho dos ativos. Em 2026, até agosto, o BDR do Nubank acumulava queda de 19,4%. No mesmo período, o Inter recuava 38,6%, enquanto a StoneCo registrava baixa de 32,4%. Enquanto isso, alguns dos maiores ganhos do mercado vieram de empresas que aparecem pouco entre os BDRs mais negociados. A Moderna (M1RN34) acumulava alta de 327,8% no ano. Na sequência, apareciam Dell, com avanço de 241,1%; Micron, com 208,7%; e Seagate, com 170,6%. Apesar desses resultados, nenhuma delas figurava entre os BDRs mais negociados de agosto. A exceção era a Micron, que ocupava a 19ª posição. Segundo Fernando Siqueira, analista da Eleven, a familiaridade ajuda a explicar esse comportamento. Para ele, investidores tendem a escolher empresas que conhecem ou com as quais mantêm algum contato no cotidiano. Além disso, essa proximidade pode favorecer companhias como Nubank e XP, mesmo quando elas competem em volume de negociação com gigantes globais como Nvidia e Microsoft. O que é o viés doméstico Esse comportamento recebe o nome de viés doméstico, ou home bias. O conceito descreve a tendência dos investidores de concentrar recursos em empresas do próprio país ou de regiões que conhecem melhor. No entanto, o fenômeno não ocorre apenas no Brasil. Estudos citados por Siqueira indicam que investidores americanos também demonstram preferência por empresas localizadas em suas próprias cidades. Assim, moradores de Chicago tendem a negociar proporcionalmente mais ações de companhias sediadas na cidade. O mesmo padrão aparece entre investidores de Nova York. Ainda assim, algumas empresas conseguem romper essa barreira. Grandes companhias globais e ações com forte valorização costumam atrair investidores de diferentes mercados. A Aura Minerals é um exemplo. Além de ter controle brasileiro, o BDR da companhia avançou 55,9% em agosto e acumulou alta de 61,1% no ano. Big techs continuam entre as mais conhecidas A familiaridade também ajuda a explicar a presença de algumas gigantes americanas entre os BDRs mais negociados. A Microsoft, por exemplo, faz parte do cotidiano de milhões de pessoas por meio do pacote Office. Da mesma forma, consumidores associam a Tesla ao mercado de automóveis e a Amazon ao comércio eletrônico. O cenário também favorece empresas como Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, e Alphabet, controladora do Google. Por outro lado, companhias ligadas a setores como data centers e biotecnologia têm menor presença no cotidiano dos brasileiros. Por isso, mesmo com fortes altas na bolsa, esses BDRs podem registrar menos negócios. A Moderna ilustra esse movimento. Embora tenha acumulado a maior valorização entre os BDRs em 2026, a companhia não aparece entre os 40 ativos mais negociados de agosto. Nvidia perde ritmo em agosto Entre as Sete Magníficas, a Nvidia continua como a BDR mais negociada em 2026. Até agosto, o ativo acumulava 2,07 milhões de negócios, mais que o dobro do volume registrado pela Microsoft, com 983.697 operações. Entretanto, o ritmo caiu em agosto. O BDR da Nvidia registrou 223.930 negócios no mês, volume 13,6% inferior à média mensal de 2026. No conjunto das Sete Magníficas, porém, agosto apresentou resultado diferente. A negociação dos BDRs ficou 4,7% acima da média mensal do ano, impulsionada principalmente por Meta, Amazon e Tesla. Segundo Siqueira, a alta da bolsa americana também mudou de perfil. O interesse dos investidores migrou parcialmente das grandes empresas voltadas ao consumidor para companhias de tecnologia que atuam nos bastidores da infraestrutura digital. Nesse grupo, aparecem fabricantes de chips e semicondutores como TSMC, Nvidia e Micron, além de empresas sul-coreanas. Em 2026, o BDR da Nvidia acumula alta de 12,2%. Já o ativo da Micron praticamente triplicou de valor no período. Tesla chama atenção entre as Magníficas A Tesla também apresentou um movimento relevante em agosto. O BDR da companhia avançou 21% no mês, maior alta entre as Sete Magníficas. Apesar disso, o ativo ainda acumula queda de 23,1% em 2026. Para Siqueira, a atenção renovada sobre Elon Musk, em meio às discussões envolvendo o IPO da SpaceX, pode ter contribuído para o interesse dos investidores. Ainda assim, o analista não apontou uma explicação específica para o aumento das negociações. SpaceX entra no radar dos investidores O BDR da SpaceX (SPCX34) também ganhou espaço na B3. O ativo estreou em 12 de junho, na mesma data do IPO da empresa na Nasdaq. Em agosto, o BDR registrou 111.801 negócios. Com isso, ficou na 11ª posição entre os mais negociados, à frente de Meta, Alphabet e Apple. Além disso, o ativo avançou 34,8% em agosto. Segundo Siqueira, a forte negociação após uma estreia costuma ocorrer porque o mercado ainda busca encontrar um equilíbrio entre o valor atribuído à empresa e a quantidade de ações disponíveis. Nesse caso, a forte oscilação também contribuiu para aumentar o número de operações. O BDR subiu rapidamente nos primeiros dias, depois recuou. Consequentemente, o movimento abriu espaço para mais operações especulativas. Para Malek Zein, analista da Suno Research, o marketing em torno do IPO também ajudou a impulsionar o interesse. Na avaliação do especialista, porém, a demanda tende a perder força no longo prazo. Assim, o desempenho dos BDRs na B3 mostra que o volume de negociação não depende apenas da valorização dos ativos. Familiaridade com as empresas, presença no cotidiano, tamanho global e movimentos recentes dos preços também influenciam as escolhas dos investidores. Saiba mais: Valorização dos bonds do Brasil reduz spread ao menor nível desde 2013 Estudo da FGV destaca importância de diversificar patrimônio no exterior

Eleição: 3 cestas de ações para diferentes resultados nas urnas, segundo Bradesco BBI
B3 •

Eleição: 3 cestas de ações para diferentes resultados nas urnas, segundo Bradesco BBI

Banco monta cestas ligadas ao atual governo e ao desafiante e seleciona ações resilientes a qualquer resultado; cenário mais otimista prevê alta de 76% para o MSCI Brazil Publicidade A poucos dias do primeiro turno das eleições, o Bradesco BBI montou três cestas de ações para ajudar investidores a navegar diferentes resultados nas urnas. De um lado estão papéis que historicamente se beneficiaram da melhora das chances de reeleição do atual governo. De outro, aqueles que reagiram positivamente ao fortalecimento do desafiante. Para quem não deseja olhar para um resultado específico, há ainda uma terceira carteira, de ações consideradas mais resilientes à volatilidade eleitoral. O exercício foi elaborado pelos estrategistas Pedro Grimaldi e Ben Laidler, que analisaram mais de 220 ações do Ibovespa e índices de small caps, além de empresas relacionadas ao Brasil negociadas nos Estados Unidos e de companhias mexicanas e chilenas. O objetivo foi identificar como ações e setores reagiram às mudanças nas expectativas para a eleição. Mas o banco vai além de tentar escolher os vencedores de cada resultado eleitoral. O Bradesco BBI permanece overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) em Brasil e mantém o país como sua principal preferência na América Latina, diante do valuation baixo e de uma relação entre potencial de alta e baixa que considera bastante assimétrica. Cenário 1 – manutenção do atual governo A primeira carteira, batizada de”Incumbent”, reúne 15 ações relacionadas ao Brasil que apresentaram desempenho superior ao mercado quando aumentaram as chances eleitorais do atual governo e ficaram para trás quando essas probabilidades diminuíram. A cesta é formada por Andina, CPFL Energia (CPFE3), Copasa (CSMG3), Caixa Seguridade (CXSE3), Equatorial (EQTL3), Hidrovias do Brasil (HBSA3), Iguatemi (IGTI11), Itaú Unibanco (ITUB4), Mercado Livre (BDR: MELI34), Multiplan (MULT3), Iochpe-Maxion (MYPK3), Porto Seguro (PSSA3), Taesa (TAEE11), Tenda (TEND3) e Vivara (VIVA3). O destaque é a concentração em seguradoras, utilities, shopping centers e incorporadoras de baixa renda, além de exportadoras e empresas negociadas no exterior com exposição relevante ao Brasil. Continua depois da publicidade Entre as seguradoras aparecem Caixa Seguridade e Porto Seguro, embora o BBI tenha uma visão fundamentalista neutra para o segmento diante dos valuations considerados justos. Já entre as utilities, o estudo cita nomes como Copasa, CPFL e Taesa, enquanto Multiplan e Iguatemi representam o setor de shopping centers. A Tenda aparece como representante das incorporadoras de baixa renda. O banco destaca que o backlog funciona como um importante colchão para os resultados da companhia. Cenário 2 – Petrobras, BB, B3 e XP aparecem na cesta do desafiante A composição muda significativamente quando o Bradesco BBI olha para as ações que apresentaram melhor desempenho nos períodos em que cresceram as chances do candidato desafiante. Continua depois da publicidade A cesta”Challenger” é formada por União Pet, ou PetzCobasi (AUAU3), B3 (B3SA3), Banco do Brasil (BBAS3), Bemobi (BMOB3), Frasle Mobility (FRAS3), Grupo Mateus (GMAT3), Hypera (HYPE3), Intelbras (INTB3), MRV (MRVE3), Petrobras (PETR3; PETR4), Panvel (PNVL3), RD Saúde (RADL3), Vamos (VAMO3), Vitru e XP (BDR: XPBR31). Quatro grupos ganham destaque nessa carteira: empresas ligadas ao mercado de capitais, estatais, papéis sensíveis aos juros e small caps. No mercado de capitais, aparecem XP e B3, com o mercado de capitais sendo segmento preferido do analista financeiro do banco Marcelo Mizrahi. Continua depois da publicidade Entre as estatais estão Banco do Brasil e Petrobras. O banco ressalta que o mercado brasileiro possui peso maior de empresas influenciadas pelo Estado em seus índices do que qualquer outro grande mercado acionário global. A Petrobras também aparece bem posicionada na matriz eleitoral de petróleo e gás do BBI. MRV e Vamos são exemplos de papéis sensíveis aos juros. O cenário econômico utilizado pelo banco prevê que a Selic cairá dos atuais 13,75% para 11% ao final de 2027, o que ajuda a explicar a sensibilidade desses papéis a cenários percebidos como mais favoráveis pelo mercado. Small caps têm “dupla alavancagem” As small caps recebem atenção especial na cesta ligada ao “desafiante”. O Bradesco BBI chama essa exposição de”dupla alavancagem”. O primeiro fator é o desconto de valuation das empresas menores em relação às grandes companhias, próximo de níveis recordes. O segundo é a possibilidade de interrupção das saídas de recursos dos fundos de ações locais, tradicionalmente compradores relevantes desses papéis. Continua depois da publicidade O relatório cita União Pet, Grupo Mateus e Vitru entre os exemplos de small caps que aparecem com destaque nessa seleção. Apesar da divisão entre as cestas, o banco chama atenção para um ponto importante: houve pouca diferença de desempenho entre as duas carteiras no último ano. O estudo, portanto, funciona como uma maneira de mapear sensibilidades observadas nas cotações, e não como uma previsão automática de como cada papel necessariamente se comportará depois das urnas. Cenário 3 – quais ações comprar independentemente da eleição? Para investidores que preferem não olhar especificamente para um resultado eleitoral, o banco atualizou sua carteira “All-Weather”, ou resiliente. Ela reúne Ambev (ABEV3), B3 (B3SA3), BTG Pactual (BPAC11), Cyrela (CYRE3), Embraer (EMBJ3), Itaú (ITUB4), Mercado Livre, Nu (ROXO34), RD Saúde (RADL3), Localiza (RENT3), Sabesp (SBSP3), TIM (TIMS3), Totvs (TOTS3), Vivo (VIVT3) e WEG (WEGE3). Para selecionar esses papéis, os estrategistas adotaram três pilares: qualidade, capacidade de crescimento composto e margem de segurança. No primeiro grupo, o BBI busca empresas com rentabilidade elevada e estável e vantagens competitivas amplas, citando Vivo, WEG e TIM. Entre os chamados compounders, capazes de combinar crescimento e reinvestimentos com retorno elevado sobre o capital, aparecem RD Saúde, Embraer e Sabesp. Já o Nu é citado como exemplo de ação com margem de segurança, medida pelo potencial de valorização até o valor intrínseco estimado. WEG lidera ranking de ações resilientes Dentro dessa estratégia, a WEG aparece com a maior pontuação total do BBI, 79 pontos em 100, seguida por RD Saúde, com 77, e Vivo e Totvs, ambas com 78 pontos na tabela do banco. O levantamento também inclui Nu, TIM, Embraer, Sabesp, Itaú, Ambev, B3, Mercado Livre, Cyrela, BTG Pactual e Localiza entre as ações mais bem classificadas pelos três critérios utilizados. Cenários para Bolsa vão de queda de 44% a alta de 76% Apesar da proximidade das eleições, o Bradesco BBI continua otimista com o mercado brasileiro. O ponto que chama mais atenção é a assimetria entre os cenários extremos projetados pelo banco para o MSCI Brazil. No cenário mais otimista, com reformas, o banco calcula potencial de valorização de 76%. A projeção considera uma forte reprecificação do mercado, com o múltiplo preço/lucro convergindo para cerca de 11 vezes, próximo da média histórica de longo prazo, acompanhada de redução próxima a 3 pontos percentuais nos juros reais das NTN-Bs. No extremo oposto, um cenário sem reformas produziria potencial de queda de 44%. Nessa hipótese, o real voltaria a enfraquecer para níveis observados durante o episódio de preocupação com “dominância fiscal” no quarto trimestre de 2025. Leia mais: Lula versus Flávio Bolsonaro: quais ações devem ganhar em cada cenário das eleições? Entre esses extremos, o estudo apresenta outros cenários: queda de 17% sob determinadas premissas para investidores locais, alta de 31% considerando o custo de capital dos estrangeiros e valorização de 25% em um cenário de consolidação fiscal. O resultado é uma relação de aproximadamente dois para um entre o potencial de valorização do melhor cenário e a perda no pior caso, uma das principais razões pelas quais o BBI mantém exposição acima da média ao Brasil. Câmbio concentra perdas, juros podem comandar ganhos A análise também mostra que diferentes ativos seriam responsáveis pelos movimentos nos extremos. No pior cenário, é o real que absorve a maior parte das perdas, o que, segundo os estrategistas, ajuda a explicar a procura dos investidores por ações que funcionem como proteção cambial. O banco observa que a moeda respondeu por metade dos retornos de longo prazo da Bolsa brasileira quando medidos em moeda forte. Nos cenários favoráveis, por outro lado, a redução dos juros reais das NTN-Bs é o principal vetor da valorização. Daí o interesse por ações de longa duração, entre elas empresas de utilities e concessões rodoviárias. Por que o BBI ainda prefere Brasil? Outros elementos sustentando a recomendação positiva, aponta o BBI. O MSCI Brazil negocia a 8,7 vezes o lucro, colocando o Brasil entre os mercados de menor múltiplo globalmente, segundo o banco. Ao mesmo tempo, o sentimento permanece deprimido, com R$ 5 bilhões em saídas líquidas de investidores institucionais no mês considerado pelo relatório. A curva de juros também é um elemento-chave. Enquanto ela não precifica cortes da Selic no período de um ano analisado pelo relatório, o Bradesco trabalha com redução de 1,75 ponto percentual. Assim, mesmo diante da volatilidade esperada para as eleições, o banco mantém uma estratégia ofensiva em formato de “barbell”, concentrada em companhias ligadas ao mercado de capitais, estatais e ações sensíveis aos juros. A história das cinco eleições anteriores reforça a necessidade de cautela com movimentos de curto prazo. Segundo os estrategistas, eleições brasileiras são normalmente acompanhadas por forte volatilidade das pesquisas e das ações, reações expressivas depois do primeiro turno e exageros de preço no segundo turno antes de uma posterior reversão à média.

Negociação de BDR de empresas brasileiras supera IA e big techs na B3
B3 •

Negociação de BDR de empresas brasileiras supera IA e big techs na B3

Os recibos de ativos negociados no exterior (BDRs, na sigla em inglês) dão ao investidor brasileiro acesso a empresas de outras latitudes, sem obrigá-lo a abrir conta em corretora internacional. Mas, no fim, são as empresas brasileiras listadas lá fora que dominam a negociação de BDRs na B3. Em agosto, o BDR do Nubank (ROXO34) registrou o maior número de operações, com 629.475 negócios, seguido pelo do Inter (INBR32), com 583.851. A Nvidia (NVDC34), empresa associada à corrida da inteligência artificial, ficou apenas em quinto lugar, com 223.930 negócios, menos da metade do registrado pelo primeiro colocado. Os dados são de levantamento exclusivo da Quantum. Somados, os BDRs de nove empresas de origem ou controle brasileiro (Nubank, Inter, Aura Minerals, XP, JBS, StoneCo, PagSeguro, VTEX e Afya) responderam por 2,11 milhões dos 4,9 milhões de negócios com BDRs no mês, o equivalente a 43% do total. As chamadas Sete Magníficas (Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla) ficaram com 823 mil negócios, ou 16,8%. Apenas Nubank e Inter, juntos, tiveram quase 50% mais negócios que as sete gigantes de tecnologia somadas. Entre os dez BDRs mais negociados de agosto, cinco são de empresas brasileiras: além de Nubank e Inter, aparecem Aura Minerals (353.422 negócios), XP (240.994) e JBS (201.836). Completam a lista Nvidia, Mercado Livre (fundado na Argentina, mas cujo principal mercado é o Brasil), Microsoft, Tesla e Amazon. Familiaridade pesa mais que desempenho O dado chama atenção porque o resultado recente não explica sozinho a preferência. O BDR do Nubank acumula queda de 19,4% em 2026 até agosto, o do Inter recua 38,6% e o da StoneCo, 32,4%. No mesmo período, a maior alta entre os BDRs foi a da farmacêutica americana Moderna (M1RN34), de 327,8%. Na sequência aparecem empresas ligadas a chips, servidores e armazenamento de dados, como Dell (241,1%), Micron (208,7%) e Seagate (170,6%). Nenhuma delas está entre as mais negociadas, com exceção da Micron, na 19ª posição. Para Fernando Siqueira, analista da Eleven, a explicação está na familiaridade. "É difícil investir numa empresa que você nunca ouviu falar. Então muita gente acaba investindo em empresas que estão mais próximas, ou que você conhece por conta do dia a dia, que você já é cliente", disse. Segundo ele, é por isso que empresas como Nubank e XP conseguem disputar atenção com companhias muito maiores, como Nvidia e Microsoft. Malek Zein, analista da Suno Research, avaliou que o comportamento faz sentido. "É muito natural que as pessoas invistam naquilo que elas conhecem, que convivem", afirmou. Ele citou como exemplo alguém que trabalha no setor de saneamento e monta uma carteira concentrada em biotecnologia nos Estados Unidos, área sobre a qual não entende nada. "Muito mais fácil uma pessoa que trabalha com IA nessas empresas de alta tecnologia investir nelas, porque já conhece o setor, do que um brasileiro que não convive com isso." O que é o 'viés doméstico' A tendência de concentrar investimentos em empresas do próprio país, ou mesmo da própria região, é conhecida como viés doméstico (home bias, em inglês) e não é exclusividade brasileira. Siqueira lembrou que estudos nos Estados Unidos mostram que a tendência de "jogar em casa" aparece até no âmbito das grandes cidades. Por exemplo, moradores de Chicago negociam relativamente mais ações de empresas sediadas em Chicago, e o mesmo ocorre com investidores de Nova York, de acordo com um desses estudos. Há exceções. Segundo Siqueira, empresas muito grandes e conhecidas furam essa barreira, assim como ações com desempenho forte. "Pouquíssimas pessoas aqui no Brasil são clientes diretamente da Nvidia, mas é uma ação que negocia muito porque ela estava subindo muito rápido", disse. O caso da Aura Minerals ilustra as duas forças ao mesmo tempo: além do controle brasileiro, o BDR da mineradora de ouro subiu 55,9% só em agosto e acumula alta de 61,1% no ano. Para Zein, parte das big techs também entra na categoria do que é familiar. "A Microsoft, há mais de 20 anos todo mundo usa o pacote Office. A Tesla, as pessoas conseguem associar com empresa de carros. A Amazon já está no dia a dia de todo mundo", afirmou. O mesmo vale para Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, e para o Google. Já áreas como data centers e biotecnologia, segundo ele, praticamente não têm presença no cotidiano do brasileiro. Não por acaso, a Moderna, maior alta do ano entre os BDRs, não aparece nem entre os 40 mais negociados de agosto. Nvidia perde fôlego Entre as Sete Magníficas, a Nvidia segue como a mais negociada, com 2,07 milhões de negócios em 2026 até agosto, mais que o dobro da Microsoft (983.697). Mas o ritmo desacelerou: os 223.930 negócios de agosto ficaram 13,6% abaixo da média mensal do ano. No grupo como um todo, porém, a negociação de agosto ficou 4,7% acima da média mensal de 2026, puxada por Meta, Amazon e Tesla. Siqueira explicou que a alta da bolsa americana mudou de cara. Segundo ele, a liderança saiu das Sete Magníficas, mais voltadas ao consumidor, e foi para empresas de tecnologia "quase de back office", principalmente fabricantes de chips e semicondutores, como TSMC, Nvidia e Micron, além de empresas da Coreia do Sul. "As Sete Magníficas ainda são muito relevantes, muito grandes, mas perderam um pouco da atenção dos investidores", disse. Em 2026, o BDR da Nvidia sobe 12,2%, enquanto o da Micron triplicou de valor. A Tesla é outro caso que chama atenção: o BDR subiu 21% em agosto, o melhor desempenho do grupo no mês, mas ainda acumula queda de 23,1% no ano. Siqueira citou a atenção renovada sobre Elon Musk com o IPO da SpaceX, mas disse não ter uma explicação mais detalhada para o interesse. SpaceX ainda no radar O BDR da SpaceX (SPCX34), que estreou na B3 em 12 de junho, no mesmo dia do IPO da empresa na Nasdaq, ainda teve 111.801 negócios em agosto. Ficou na 11ª posição, à frente de Meta, Alphabet e Apple, e subiu 34,8% no mês. Para Siqueira, é normal que ações recém listadas sejam muito negociadas logo após a estreia, até que se encontre um equilíbrio entre o valor da empresa e a quantidade de ações em circulação. A forte oscilação também contribuiu. "Foi uma ação que subiu muito nos primeiros dias, depois caiu muito. Isso acaba gerando mais especulação, mais negócio", afirmou. Zein atribuiu o movimento sobretudo ao marketing, que classificou como talvez o maior da história dos IPOs. "Não acredito que vai seguir com uma demanda tão grande no longo prazo. Criou-se uma expectativa muito grande em cima desse IPO", disse.

Perguntas Frequentes sobre C2OU34

Qual é a cotação de C2OU34 hoje na B3?
A cotação de C2OU34 hoje está em R$ 12,22. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 12,22 e máxima de R$ 12,54.
Quanto a C2OU34 paga de dividendos?
Atualmente não há registros de proventos recentes para o ticker C2OU34. Consulte os relatórios trimestrais e fatos relevantes para atualizações.
Como calcular o Preço Teto de C2OU34?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de C2OU34 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significa o P/L e o P/VP de C2OU34?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.

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