BNBR3F – Cotação Banco do Nordeste do Brasil S.A.
Banco do Nordeste do Brasil S.A.
Resumo Fundamentalista de BNBR3F
O ativo BNBR3F (Banco do Nordeste do Brasil S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 111,50, acumulando uma variação de -2.73% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 91,11 e a máxima de R$ 132,09.
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Ibovespa futuro, dólar, notícia da Braskem, Orizon e de outras companhias
Ibovespa futuro, dólar, notícia da Braskem, Orizon e de outras companhias Publicado às 9h31 – atualizado às 9h50 Ibovespa futuro O Ibovespa futuro (INDV26 contrato com vencimento para outubro de 2026) abriu em queda nesta terça-feira, 18. Às 9h50 caía 0,02% aos 169.975 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h. Dólar Às 9h49 o dólar comercial subia 0,16% cotado a R$ 5,209 na venda. Minério, petróleo, ouro e bitcoin (9h25) Petróleo Brent: +0,44% (US$ 91,2). O Brent é referência para a Petrobras. Bitcoin futuro: -0,17% (US$ 64.372) Ouro (contrato para agosto/26 – onça-troy): -0,51% (US$ 4.450) Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,85% a 714 iuanes (US$ 105,9). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. Futuros de ações em Nova York Às 9h24 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,10% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,44%. Nasdaq futuro caía 1,20%. Notícias corporativas desta manhã: Orizon anuncia aquisição de participação adicional na concessionária Ecourbis A Orizon (ORVR3) divulgou nesta terça-feira, 18, que sua controlada Vital Engenharia Ambiental fechou a aquisição de participação adicional de 5,85% no capital social da concessionária Ecourbis Ambiental (Ecourbis). Com a conclusão da transação, a participação da Vital na Ecourbis passa de 63,3% para aproximadamente 69,1%, permanecendo Marquise Ambiental e S/A Paulista como demais acionistas do ativo. A Ecourbis detém a concessão dos serviços de coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos urbanos na cidade de São Paulo — o maior contrato de gestão integrada de resíduos do Brasil, com vigência até 2044. A concessionária opera sob modelo de tarifa fixa mensal, da ordem de R$ 130 milhões, conferindo elevada previsibilidade de receita e de fluxo de caixa, além de receitas não tarifárias complementares. Em 2025, a Ecourbis registrou receita líquida de R$ 1,312 bilhões, Ebitda de R$ 542,7 milhões e lucro líquido de R$ 386,9 milhões, com posição de caixa líquido de R$ 442,1 milhões. O valor atribuído à participação adquirida é de R$ 69,2 milhões, pago de forma parcelada e corrigido pelo IPCA. “A transação insere-se na estratégia de simplificação da estrutura societária da OrizonVR e amplia a exposição da companhia a um de seus ativos mais relevantes — concessão de longa duração, receita contratada e alta previsibilidade”, afirmou a Orizon. A Braskem (BRKM5) informou nesta terça-feira, 18, que a Braskem Idesa alcançou um acordo abrangente e consensual de reestruturação com seus principais stakeholders, incluindo seus acionistas Braskem S.A., Braskem Netherlands B.V. e Etileno XXI, (veículo do Grupo Idesa definido como Idesa), a maioria substancial dos detentores de seus títulos de dívida e seu credor do empréstimo de longo prazo (term loan). A Braskem Idesa é uma empresa petroquímica conjunta (joint venture) formada entre a brasileira Braskem e o grupo mexicano Grupo Idesa. Em um fato relevante enviado ao mercado na manhã desta terça, a Braskem destaca que essa solução financeira consensual permitirá tanto a captação de novos recursos quanto uma redução significativa da alavancagem da Braskem Idesa, diminuindo sua dívida sênior de aproximadamente US$ 2,5 bilhões para aproximadamente US$ 1,6 bilhão. Para implementar a reestruturação da forma mais rápida possível, a Braskem Idesa iniciou um processo de reestruturação judicial “prepackaged” nos Estados Unidos, por meio do protocolo voluntário de pedidos sob o Chapter 11 perante o Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul do Texas, com expectativa de conclusão em aproximadamente 60 a 90 dias. Como parte da reestruturação, a Braskem, acionista controladora da Braskem Idesa, contribuirá com um total de US$ 476 milhões (dos quais o montante de aproximadamente US$ 126 milhões já foi disponibilizado antes do pedido de Chapter 11). “Após a conclusão do processo, a Braskem continuará detendo participação majoritária no capital social da Braskem Idesa”, afirmou a companhia brasileira, ressaltando que as operações da Braskem Idesa continuarão normalmente e sem interrupções. Notícias corporativas da noite de segunda: A Positivo Tecnologia (POSI3) divulgou que é fornecedora do Grupo Casas Bahia (BHIA3). A Positivo também informou que o impacto em suas contas a receber decorrente do pedido de recuperação judicial das Casas Bahia não é considerado material pela administração. O saldo atual de contas a receber do Grupo Casas Bahia é de aproximadamente R$ 19 milhões. Segundo a Positivo, esse montante corresponde a 2,7% de todo o saldo líquido de contas a receber em 30/06/2026, conforme divulgado nas demonstrações financeiras do 2T26, como referência. “A totalidade dessa exposição está coberta por seguro de crédito, contratado junto a duas seguradoras relevantes neste mercado”, afirmou em um comunicado ao mercado. A companhia destacou que acompanha de perto a evolução da situação das Casas Bahia e adotou as medidas comerciais e administrativas cabíveis para mitigação de eventual impacto, incluindo a ativação dos mecanismos previstos na apólice de seguro de crédito vigente. “A administração não identifica, no momento, risco material para os resultados do exercício de 2026 decorrente dessa exposição”, ressaltou a Positivo. A Taesa (TAEE4, TAEE11) informou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu os termos de liberação relativos à energização do Compensador Síncrono da Subestação de Encruzo Novo na concessão Tangará Transmissora de Energia Elétrica. Com essa energização, Tangará passa a adicionar à sua Receita Anual Permitida (RAP) o montante aproximado de R$ 5,4 milhões (referente ao ciclo 2026-2027), já acrescida de PIS/COFINS, equivalente a 4,7% da RAP total do projeto, com efeitos retroativos à 3 de agosto de 2026. A Receita Anual Permitida (RAP) é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários. A Taesa destacou que o empreendimento de Tangará já se encontrava parcialmente operacional, com RAP habilitada de aproximadamente de R$ 104,5 milhões (referente ao ciclo 2026-2027), conforme comunicados divulgados em março, abril, maio e agosto de 2026. Com essa energização, esse montante totaliza aproximadamente R$ 109,8 milhões, já acrescida de PIS/COFINS, correspondente a 96,8% da RAP total do projeto. O empreendimento, localizado entre os estados do Maranhão e do Pará, reforça a malha de transmissão das regiões Norte e Nordeste, afirmou a transmissora. Com mais de 265 km de linhas de transmissão (72 km de circuito duplo) e a implantação simultânea de múltiplas subestações em diferentes níveis de tensão, o projeto envolveu desafios relevantes de logística, ressaltou a Taesa. O empreendimento foi parcialmente entregue entre 25 e 20 meses de antecipação em relação ao prazo regulatório estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em março 2028. Tangará é um empreendimento referente ao lote 3 do leilão de transmissão nº 02/2022, realizado em dezembro de 2022, 100% controlado pela Taesa. Tangará apresenta uma RAP total de R$ 113,4 milhões (referente ao ciclo 2026-2027), já acrescida de PIS/COFINS, e um Capex ANEEL de R$ 1,117 bilhão. A Axia Energia (AXIA3) informou que nesta terça-feira, 18 de agosto, será realizada a conversão de 10.259.192 ações preferenciais classe “C” (PNC) em ações ordinárias (ON) de emissão da companhia, na proporção de 1:1. A Axia também anunciou que efetuará, em 24 de agosto de 2026, o resgate e o cancelamento de 37.174.293 ações PNC, com liquidação financeira na mesma data. Os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) receberão o valor do resgate em até 7 dias úteis após o dia 24 de agosto de 2026. Após a conclusão da operação, o capital social da Axia passará a ser formado por 2,34 bilhões de ações ordinárias e 569 milhões de ações preferenciais classe C. A Brava Energia (BRAV3) divulgou que foram concluídas, nesta data, a liquidação da oferta pública para aquisição de controle da companhia pela Ecopetrol Investimentos do Brasil e a operação de aquisição privada de ações ordinárias de emissão da petroleira, correspondentes a aproximadamente 26% do capital social da Brava, informada em 23 de abril. Com a conclusão, a Ecopetrol Investimentos passa a ser acionista controladora da Brava, detendo 236.924.207 ações representativas de, aproximadamente, 51% do capital social da petroleira. A Ecopetrol Investimentos é controlada da colombiana Ecopetrol. O Itaú Unibanco (ITUB4) informou que recebeu do Office of the Comptroller of the Currency (OCC), autoridade responsável pela supervisão de bancos nos Estados Unidos, aprovação condicionada preliminar para a constituição de um banco com licença nacional no país, a ser denominado Itaú Bank, National Association (Itaú Bank). “A aprovação concedida constitui uma etapa importante no processo de estabelecimento do Itaú Bank, mas não representa autorização final para o início das suas atividades”, destacou o banco em um comunicado ao mercado. A abertura do Itaú Bank permanecerá sujeita ao cumprimento das condições regulatórias e operacionais aplicáveis, bem como à obtenção das aprovações necessárias junto às demais autoridades competentes, incluindo o Federal Reserve Board e a Federal Deposit Insurance Corporation. O conglomerado Itaú Unibanco possui operações nos Estados Unidos, ofertando produtos e serviços financeiros desde 1979. A constituição do Itaú Bank está alinhada à estratégia da companhia de ampliar sua capacidade de atender clientes nos Estados Unidos, fortalecendo sua proposta de valor por meio de uma oferta mais abrangente de produtos e serviços financeiros no mercado norte-americano. XP Inc. (XPBR31) reporta lucro líquido de R$ 1,38 bi no 2T26 A XP Inc. (B3:XPBR31) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,38 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta anual de 5%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 22,5%, uma expansão de 80 pontos-base frente ao trimestre anterior. A receita bruta atingiu R$ 5,056 bilhões no 2T26, alta de 8% na comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro antes dos tributos (EBT) ajustado chegou a R$ 1,565 bilhão, expansão de 15% em relação ao segundo trimestre de 2025. Os ativos em custódia atingiram R$ 1,53 trilhão, estáveis no trimestre, mas com alta de 12% em 12 meses. A XP Inc. anunciou também que seu conselho de administração aprovou o cancelamento de ações Class A mantidas em tesouraria. Foram canceladas, na data de hoje, 11.791.755 ações Class A (2,3% do total de ações). Como resultado do cancelamento, a quantidade total de ações foi reduzida de 520.292.030 para 508.500.275. Agenda de provento desta terça, 18: A Tegma paga nesta terça-feira, 18, dividendos intercalares e juros sobre capital próprio. O valor total é de R$ 1,14 por ação. Tem direito ao recebimento desses proventos todos os titulares de ações ordinárias da companhia no dia 6 de agosto de 2026 (data de corte), sendo que as ações da Tegma passaram a ser negociadas “ex- dividendos e ex-juros sobre capital próprio” desde 7 de agosto. A data de corte (data com) para ter direito ao dividendo da Log, anunciado em 6 de agosto, é nesta terça-feira, 18, A partir de quarta-feira, 19, as ações serão negociadas ex-dividendo. O pagamento no valor de R$ 0,15 por ação ordinária será realizado em 1° de outubro de 2026. A data de corte (data com) para ter direito ao dividendo da LWSA, anunciado em 13 de agosto, é nesta terça-feira, 18. A partir de quarta-feira, 19, as ações serão negociadas ex-dividendo. O pagamento no valor de R$ 0,04 por ação ordinária será em 31 de agosto de 2026. Siga o canal no Whatsapp de notícias de empresas: entre aqui
Site do Remo: ataques de hackers expõem desafios na segurança digital
O site oficial do Clube do Remo continua indisponível nesta terça-feira (18/08), após sofrer dois ataques cibernéticos em pouco mais de uma semana. A primeira invasão ocorreu no dia 8 de agosto, enquanto uma nova ação de hackers foi registrada no dia 15. Desde então, o clube trabalha para recuperar o portal e restabelecer completamente o acesso aos conteúdos institucionais. Atualmente, quem tenta acessar o site encontra apenas uma mensagem informando que a “página está em construção”. O conteúdo oficial ainda não foi totalmente restaurado. CONTEÚDOS RELACIONADOS O primeiro ataque aconteceu no dia 8 de agosto, dias após a derrota e eliminação na Copa do Brasil do Remo para o Santos e Neymar. Na ocasião, o clube informou que havia recuperado o controle do portal e trabalhava para normalizar o funcionamento. Poucos dias depois, porém, o site voltou a ser invadido. No sábado, 15 de agosto, a página chegou a exibir mensagens de cunho político e imagens de anime, conteúdos que não faziam parte da comunicação oficial do clube. As mensagens foram posteriormente retiradas, mas o portal permaneceu fora do ar. Sites de clubes estão mais expostos A repetição das invasões levanta uma questão: por que sites de clubes de futebol são alvos de ataques e o que pode explicar a ocorrência de uma nova invasão poucos dias depois da primeira? Para o professor universitário e mestre em Novas Tecnologias, José Fonteles, um dos principais fatores está na falta de investimentos adequados em segurança da informação por parte de alguns clubes. Segundo ele, instituições esportivas podem ter grande audiência e visibilidade, mas nem sempre destinam recursos suficientes para proteger seus canais digitais. “Os sites oficiais dos clubes acabam sendo alvos dos hackers porque, primeiro, muitos clubes pelo Brasil todo não têm um investimento significativo em segurança da informação, nessa parte de TI, nessa parte digital. Então, a gente tem clubes no Brasil muito antigos, como o caso de Remo, Paysandu e outros clubes do Nordeste que têm muita torcida, muita audiência, muita visibilidade, mas a gente sabe que o investimento em comunicação, em marketing, nos seus próprios canais de comunicação, como o site, não são investimentos muito adequados", apontou ele. Por que os sites dos clubes despertam interesse dos hackers? De acordo com o especialista, a combinação entre grande audiência e possíveis fragilidades de segurança torna os portais de clubes um alvo interessante. Mesmo quando o objetivo do invasor não é obter informações sigilosas, a invasão pode servir para alcançar milhares de pessoas por meio de um canal oficial. No caso de um clube de futebol, o site funciona como uma espécie de vitrine digital da instituição. É por meio dele que torcedores procuram informações sobre jogos, ingressos, notícias, serviços e outras atividades. Por isso, qualquer alteração não autorizada pode ganhar repercussão rapidamente. Fonteles explica que os ataques nem sempre têm como objetivo principal roubar dados. Em muitos casos, a motivação pode estar relacionada à provocação entre torcidas, à divulgação de mensagens ou simplesmente à utilização da visibilidade do portal. “Na maioria das vezes, os hackers invadem os sites muito mais por um objetivo de comunicar algo. Às vezes, tirar sarro, uma brincadeira, uma questão de torcida. Muitas vezes eles fazem nesse sentido, uma coisa banal. Porém, a gente sabe que, por trás disso, existem outras coisas. Às vezes existe o roubo de dados", alerta o especialista. O professor ressalta, entretanto, que não é possível afirmar que os ataques ao Remo tiveram como objetivo o roubo de informações. Até o momento, não há informação oficial sobre eventual vazamento de dados de torcedores ou funcionários relacionado às invasões. Segundo ataque pode indicar falha não corrigida Um dos pontos que chamam atenção no caso do site do Remo é a proximidade entre as duas invasões. O primeiro ataque ocorreu em 8 de agosto e, pouco mais de uma semana depois, o portal voltou a ser comprometido. Para Fonteles, ainda é necessário identificar tecnicamente se os dois episódios foram realizados pela mesma pessoa ou pelo mesmo grupo. No entanto, uma nova invasão em curto espaço de tempo pode ocorrer quando a vulnerabilidade responsável pelo primeiro ataque não é completamente eliminada. Isso significa que recuperar o controle visual do site não necessariamente encerra o problema. Depois de uma invasão, é necessário investigar como o acesso ocorreu, revisar credenciais, permissões, arquivos e sistemas e verificar se não existem outras portas de entrada ou mecanismos deixados pelo invasor. “Nesse caso, por exemplo, o site do Clube do Remo, que foi invadido duas vezes, a gente só consegue afirmar melhor quando se descobre se foi a mesma pessoa, o mesmo grupo que invadiu. Mas isso acontece basicamente, na maioria das vezes, porque o problema não foi corrigido, o investimento não foi feito ali para que aquela plataforma se tornasse mais segura", reforçou Fonteles. O especialista destaca ainda a importância de mecanismos de proteção e autenticação para impedir novos acessos indevidos. “Esses sites necessitam de certificados, de autenticadores, coisas que acabam tornando-o mais seguro, não só para a invasão, mas também para os dados dos usuários, dados de sócios, torcedores. Então, muito provavelmente, ele foi invadido novamente porque não foi corrigido o problema, não foi melhorado o problema ali por trás dele", alerta ele. Ataque ao site significa necessariamente vazamento de dados? Fonteles explica que, em muitos casos, a página pública do clube e os sistemas responsáveis pelo cadastro e pelos dados dos sócios-torcedores estão hospedados ou administrados em plataformas diferentes. Essa separação pode limitar o alcance de uma invasão. Um hacker pode conseguir alterar a aparência ou o conteúdo apresentado no site sem necessariamente obter acesso ao banco de dados utilizado para armazenar informações pessoais. Ainda assim, a existência de sistemas separados não elimina a necessidade de investigação. Caso o invasor tenha conseguido acessar uma área protegida, é necessário verificar exatamente quais permissões estavam disponíveis e se houve algum comprometimento além da página pública. “Muitas das vezes, o que acontece é que a plataforma do site é uma e a plataforma do sócio-torcedor é outra. Então, o invasor acessa a plataforma do site, aquele front-end ali, aquela cara, mas acaba não acessando o banco de dados do sócio-torcedor porque ele fica em outra plataforma, geralmente mais segura", explica o especialista. Principal prejuízo é para a imagem do clube Embora um ataque possa envolver riscos relacionados a dados, o impacto mais imediato apontado pelo especialista é reputacional. Quando o torcedor entra no site oficial e encontra mensagens publicadas por invasores, imagens ou conteúdos que não pertencem ao clube, a credibilidade da instituição pode ser afetada. Afinal, o portal é um dos canais oficiais de comunicação e representa digitalmente a organização. Além disso, a indisponibilidade prolongada prejudica o acesso dos torcedores a informações e serviços oferecidos pelo clube. “O principal prejuízo é a imagem mesmo. Porque, muitas das vezes, o sócio-torcedor fica em outra plataforma, o site fica a cara do site em outro lugar, e é isso que normalmente eles invadem. Geralmente é isso que acontece, e o principal prejuízo mesmo é a imagem, é a chacota, a brincadeira", detalha ele. Para Fonteles, uma invasão também pode transmitir ao público a percepção de que a instituição não trata a segurança digital com a importância necessária. O que os clubes devem fazer para evitar novos ataques? Segundo o especialista, a segurança do site precisa ser encarada como parte do investimento necessário para manter um canal oficial de comunicação, e não como uma etapa secundária. Isso envolve não apenas criar um portal visualmente atrativo e fácil de navegar, mas também manter uma estrutura técnica capaz de identificar vulnerabilidades, controlar acessos e proteger os sistemas utilizados pelo clube. A adoção de mecanismos de autenticação, certificados, controle de permissões, atualização das plataformas e acompanhamento especializado são algumas das medidas que podem fazer parte dessa estrutura. Fonteles também destaca que os clubes podem contar com empresas especializadas para cuidar da infraestrutura de tecnologia e da proteção dos sistemas. “A principal coisa que um clube deve fazer para evitar que isso volte a acontecer é, de fato, investir nos seus canais de comunicação. Nesse caso, a gente está falando de um canal de comunicação oficial do clube. Assim como as redes sociais são canais oficiais de comunicação, o site também é um canal oficial de comunicação do clube", diz ele. O especialista reforça que o investimento não deve se limitar à aparência ou ao funcionamento do portal. “Necessita de investimento não só para deixá-lo bonito, navegável e tudo mais, mas investimento também no sentido de segurança, porque a gente sabe que hoje em dia existem muitas plataformas, existem empresas de TI que fazem todo esse back office e todo esse backstage para deixá-lo mais seguro, protegido, para passar uma credibilidade maior", recomenda. Recuperação exige mais do que colocar o site novamente no ar Após uma invasão, a simples retirada das mensagens deixadas pelos hackers não significa necessariamente que o sistema esteja seguro. Antes de restabelecer completamente o portal, a equipe responsável precisa identificar a origem do acesso e verificar se o ambiente foi comprometido. Também é importante revisar credenciais, permissões e arquivos, além de procurar alterações realizadas durante o período em que os invasores tiveram acesso. Dependendo do caso, pode ser necessário restaurar sistemas a partir de cópias seguras e atualizar componentes utilizados pelo site. No caso do Remo, ainda não foram divulgados detalhes técnicos sobre a origem das duas invasões ou sobre eventual comprometimento de dados. Por isso, não é possível afirmar publicamente se os dois ataques foram realizados pelo mesmo grupo ou se houve vazamento de informações. Enquanto o portal não é totalmente restabelecido, o episódio chama atenção para uma questão que vai além do próprio Remo: clubes com grande número de torcedores precisam tratar a segurança digital como parte estratégica de sua comunicação. Para o especialista, investir nessa área significa proteger não apenas o funcionamento do site, mas também a confiança do público que utiliza os canais oficiais da instituição.
De loja popular a gigante do varejo em crise: veja a trajetória da Casas Bahia
São Paulo Crédito facilitado, pagamentos a longo prazo e foco no setor popular estão entre as principais marcas do Grupo Casas Bahia, que atravessa crise financeira e pediu recuperação judicial neste domingo (16), para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Presente em 22 estados e no Distrito Federal, o grupo Casas Bahia foi fundado pelo polonês Samuel Klein (1923-2014). De família judia, Samuel passou dois anos no campo de concentração de Madjanek durante a Segunda Guerra Mundial. Terminada a guerra, juntou o dinheiro que ganhava vendendo vodca e cigarro a soldados russos e americanos e deixou a Alemanha. Em 1951, partiu para a América do Sul com a mulher, Anna, e Michael, o primeiro de quatro filhos. Chegaram ao Brasil em 1952 e se estabeleceram em São Caetano do Sul (SP). Loja Casas Bahia no Shopping Interlagos em São Paulo - Léo Burgos/Folhapress Começou, então, a revender cobertores e toalhas aos nordestinos que chegavam à região do ABC para trabalhar na indústria automobilística. Os fregueses foram a inspiração para o nome da primeira loja, inaugurada em 1957. Quem vinha do Nordeste para São Paulo era chamado de baiano. Baseado nisso, Samuel Klein decidiu batizar seu negócio de Casa Bahia. Nas seis décadas seguintes, a empresa se consolidou como vendedora de móveis e eletrodomésticos voltada ao setor popular. Famosa por slogans como "compre agora, pague depois" e "dedicação total a você", a loja se notabilizou por oferecer maiores prazos de pagamento e melhores condições de crédito aos clientes. Nos anos 1990 ocorreu o momento de maior expansão. Com a redução da hiperinflação, consolidada após o plano Real, o poder de compra da população cresceu. Isso aumentou o consumo e a segurança de comprar produtos em mais parcelas. Em 2009, foi anunciada a fusão com o Ponto Frio, que pertencia ao Grupo Pão de Açúcar. Antes concorrentes, as empresas passaram a fazer parte do mesmo grupo econômico, posteriormente batizado de Via Varejo. A oferta de produtos foi ampliada com a expansão do marketplace, mas reduzida com o início da crise financeira da empresa. Artigos para festa, decoração, perfumaria e cosméticos, pet shop, alimentos e bebidas deixaram de ser vendidos diretamente pelas Casas Bahia e o centro do negócio voltou a ser a venda de móveis e eletrodomésticos. Em abril de 2024, entrou em recuperação extrajudicial para negociar R$ 4,1 bilhões em dívidas. Antes da renegociação, a empresa teria de desembolsar R$ 4,8 bilhões até 2027. O acordo, à época, reduziu o valor para cerca de R$ 500 milhões no mesmo prazo, com início de pagamento a partir de 2026. Segundo o documento apresentado pelo grupo com o pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia possui mais de 700 lojas físicas, e o Ponto Frio, mais de 65. O grupo também engloba o site Extra.com.br, a fabricante de móveis Bartira e o banco digital Casas Bahia PaPay, além de subsidiárias de logística e tecnologia. Após a fusão com o Pão de Açúcar, a família Klein perdeu o controle acionário da companhia. Com cerca de 10% de participação, Michael Klein, filho Samuel e presidente do conselho administrativo até 2020, tenta recuperar espaço na empresa. Em dezembro de 2025, disse à Folha ter a pretensão de comprar mais ações, caso Mapa Capital, atual controladora, tenha intenção de vendê-las. Raphael Klein, filho de Michael e ex-CEO do grupo, representa a família na atual composição do conselho. Os herdeiros de Samuel Klein brigam pela herança do pai há anos e trocam acusações mútuas em público e na Justiça. Além de Michael, Saul e Eva Klein também são filhos do fundador da Casas Bahia. Saul Klein se tornou, em maio deste ano, réu sob acusação de exploração sexual, tráfico de pessoas e organização criminosa. À época, a defesa do empresário afirmou, em nota, que "permanece confiante de que, ao final do processo, todas as acusações serão integralmente rejeitadas". A representação de Saul também afirmou que a relação com as mulheres que o denunciaram era consensual e destacou a rejeição, pela Justiça, das acusações de estupro e cárcere privado. O patriarca da família, morto em 2014, foi acusado por supostas vítimas de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A reportagem tentou contato com a defesa de Samuel Klein nesta segunda-feira (17) desde o início da tarde, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
Perguntas Frequentes sobre BNBR3F
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