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Barcelona oficializa contratação do meio-campista Rodri, eleito melhor jogador da Copa do Mundo
Profundamente identificado com o ex-clube, ele mandou uma mensagem de despedida para os adeptos do time inglês. "Queridos torcedores do City, descobri que dizer adeus é uma das coisas mais difíceis da vida, mas vou tentar. É difícil encontrar palavras para expressar toda a gratidão, o carinho e o apoio que eu e minha família recebemos durante todos esses anos. Lembro de como me senti quando cheguei, assinando com um gigante como o Manchester City. Foi um momento de pura empolgação. Uau, vou jogar com Kevin, Agüero, Silva, Bernardo, John e tantos outros. Eu não conseguia parar de sorrir" Ele exaltou a fase vencedora pelo clube e o fato de ter trabalhado sob a orientação de Pep Guardiola e citou momentos especiais como o primeiro jogo, a marcação de gols importantes e, por fim, um agradecimento pela passagem marcante na agremiação azul. "Nunca vou esquecer de entrar em campo e ver aquele mar azul cantando 'nah, nah, nah, nah CITY'. Então, chegou a hora de dizer adeus. Obrigado ao clube, aos torcedores, aos funcionários e aos meus companheiros de equipe. Essa jornada jamais teria sido a mesma sem vocês. Meu coração será sempre azul." Revelado pelo Villarreal e com passagem também pelo Atlético de Madrid, o jogador desembarcou em Manchester em 2019. Sob o comando do técnico Pep Guardiola, ele foi uma das referências do elenco que colocou o City na mais alta prateleira. Com títulos de Champions League, quatro edições da Premier League e Mundial de clubes, enttre os mais importantes, Rodri ainda foi eleito o melhor jogador do mundo ao superar o brasileiro Vinícius Júnior em 2024. Na equipe catalã, ele vai se juntar a companheiros de seleção espanhola como Yamine Lamal, Dani Olmo, Eric García, Gavi e Joan García na expectativa de ampliar a sua coleção de títulos, agora defendendo as cores do Barcelona.
Casa mais inteligente: Echo Dot em três cores diferentes está em promoção na Amazon
Casa mais inteligente: Echo Dot em três cores diferentes está em promoção na Amazon Se você quer dar um upgrade na sua casa com tecnologia de voz, essa é uma boa hora para agir. A Amazon está com três versões do Echo Dot — o popular smart speaker com Alexa — em oferta, cada uma em uma cor diferente para combinar com qualquer ambiente. Confira as opções disponíveis e escolha a que mais combina com você. Echo Dot (Geração mais recente) | Cor Azul | Com Acesso Antecipado à Alexa+ O Echo Dot na versão azul traz som vibrante e potente para qualquer cômodo, com conectividade Wi-Fi e Bluetooth integrados. Compatível com a nova Alexa+, permite controlar dispositivos de casa inteligente, tocar músicas, configurar alarmes e muito mais apenas com a voz. Ver na Amazon → Echo Dot (Geração mais recente) | Cor Preta | Com Acesso Antecipado à Alexa+ Para quem prefere um visual mais sóbrio e elegante, o Echo Dot na cor preta é uma excelente pedida. Ele entrega a mesma qualidade de som e todas as funcionalidades da Alexa, incluindo o acesso antecipado à Alexa+, a versão aprimorada do assistente virtual da Amazon. Ver na Amazon → Echo Dot (Geração mais recente) | Cor Branca | Com Acesso Antecipado à Alexa+ A versão branca do Echo Dot é perfeita para ambientes claro e decorações minimalistas. Com Wi-Fi e Bluetooth, o dispositivo se conecta facilmente à sua rede doméstica e a outros aparelhos, colocando o poder da Alexa — incluindo os novos recursos da Alexa+ — na palma da sua mão, ou melhor, na ponta da sua língua. Ver na Amazon → As ofertas podem mudar a qualquer momento, então vale acessar os links agora mesmo para garantir a sua unidade antes que o estoque acabe ou as condições se alterem. O Echo Dot é uma das formas mais acessíveis de começar — ou expandir — a sua casa inteligente com tecnologia Alexa. Aviso: este artigo contém um ou mais links gerados a partir de um programa de afiliados. O valor não muda para você e o Olhar Digital poderá receber uma comissão. Nenhuma empresa participou da escolha para os links e não existiu aprovação prévia deste conteúdo, que segue independente como sempre foi.
Como a expectativa de petróleo na Foz do Amazonas já está mudando o Oiapoque: 'É um bairro atrás do outro'
Como a expectativa de petróleo na Foz do Amazonas já está mudando o Oiapoque: 'É um bairro atrás do outro' Crédito, Uesclei Costa Legenda da foto, Área desmatada recebeu novas ocupações no Oiapoque, com moradores que chegam na esperança dos recursos do petróleo Author, Role, Da BBC News Brasil em São Paulo Published Há 13 minutos Tempo de leitura: 10 min Há 35 anos, a paraense Sheila Cals decidiu cruzar o rio Oiapoque, no extremo norte do Brasil, para poder oferecer uma vida melhor aos filhos, na Guiana Francesa, o território francês que faz fronteira com o Amapá. Mas em Caiena, a capital franco-guianense, a costureira de 69 anos começou a ouvir de amigos há cerca de dois anos que era a hora de voltar ao Brasil — mais especificamente à cidade de Oiapoque (AP). "Sempre foi meu sonho voltar ao Brasil. E agora ficamos na expectativa de acontecer aqui o que aconteceu na Guiana, no Suriname", diz Sheila, já em sua nova casa, em Oiapoque. Ela se refere ao boom econômico com a exploração de petróleo nos países vizinhos, uma esperança presente nos novos e velhos moradores dessa cidade do Amapá de 30 mil habitantes, ligada à capital, Macapá, por quase 600 quilômetros de estrada, 100 deles sem asfalto. Na ponta mais ao norte do Brasil, Oiapoque é o município mais próximo da chamada bacia da foz do rio Amazonas, na Margem Equatorial, onde a Petrobras acaba de encontrar petróleo em águas profundas, segundo anúncio feito na segunda-feira (17/08). Autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro após anos de expectativa e de embates dentro do próprio governo Lula sobre o impacto ambiental do projeto, a Petrobras segue com pesquisas para saber se a exploração de petróleo ali, a 175 quilômetros da costa, é economicamente viável. Após ter encontrado o petróleo, a estatal prevê novas perfurações para entender o potencial da região. Chambriard afirmou que estão previstos três novos poços na mesma área, além de outros cinco em áreas adjacentes. Em 6 de janeiro, a Petrobras havia interrompido a perfuração do poço após identificar vazamento de um fluido usado para limpar e lubrificar a broca que auxiliava na perfuração. Caso a exploração de petróleo se concretize, cidades litorâneas do Pará e Amapá, especialmente Oiapoque, devem receber os royalties, em um fluxo de dinheiro inédito ali. Os recursos são uma compensação financeira paga pelas empresas produtoras, no caso a Petrobras, como remuneração pela exploração de recursos não renováveis. A cidade que mais recebe royalties no Brasil, Maricá (RJ), arrecadou R$ 2,6 bilhões em 2025. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a exploração da Margem Equatorial pode elevar o PIB do Amapá em até 61,2%, além de gerar cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos. O Amapá é hoje o Estado com o terceiro menor PIB do Brasil, à frente apenas de Acre e Roraima. Em Oiapoque, pouco se cogita a possibilidade desses royalties não se concretizarem, e só a especulação já tem mudado a dinâmica da cidade e trazido migrantes de outros municípios, outros Estados e até outros países, como a própria Sheila. "Eu vim também pela melhoria que eu tenho certeza que o petróleo vai trazer para o município. É a expectativa de todos os moradores", diz a moradora do Belo Monte, bairro que está na zona de expansão da cidade movida pelos migrantes. Essa região, nos arredores do aeródromo de Oiapoque, sofreu uma transformação drástica nos últimos anos, com desmatamento e construção de centenas de casas em ocupações sem nenhuma estrutura. Nas contas de Zione de Paiva, conhecida como a Loira do Belo Monte, presidente da associação do bairro, mais de cem casas foram construídas só ali no último ano, chegando a 450. "São pessoas que estão vindo para Oiapoque atrás de um emprego, atrás de uma oportunidade", diz Loira. Além do Belo Monte, ocupações ainda mais recentes, como Areia Branca, Nova Conquista e Independência, tem visto, dia após o outro, novas construções subindo e novos moradores chegando. Crédito, Acervo pessoal Legenda da foto, Sheila Cals voltou da Guiana Francesa para morar em nova ocupação no Oiapoque A Prefeitura de Oiapoque, cujo comando está nas mãos de Delegado Inácio (PDT), eleito em abril de 2026 em uma eleição suplementar convocada após a cassação de Breno Almeida (PP) por compra de votos, não contabiliza os novos moradores que estão chegando. Mas alguns dados dão algumas pistas. Para 2026, havia 807 novos estudantes interessados em vagas nas escolas municipais, informou em ofício à BBC News Brasil a Secretaria de Educação do Oiapoque. O número representa um acréscimo de 16% de alunos na rede municipal, que tinha cerca de 5 mil alunos. Segundo a secretaria, aberturas de anexos e utilização de estruturas estão sendo feitas para atender "a chegada massiva de moradores em busca de emprego, impulsionada pela expectativa de extração de petróleo na margem equatorial". Já a secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação informou verificar "um índice de crescimento considerável nos últimos anos", apesar de não ter uma contagem. Somente em 2025, foram emitidos cerca de 800 alvarás de construções e transferências, "reflexo direto do investimento em obras comerciais e residenciais" nos últimos anos. O geógrafo Edenilson Moura, professor na Universidade Federal do Amapá (Unifap), no campus Binacional de Oiapoque, tem fotografado as novas construções pelas ruas justamente para documentar as transformações na cidade. "A cidade está cheia de edificações sendo construídas. Não são prédios muito altos, como em outros padrões de verticalização de distintas realidades urbanas brasileiras, mas hoje já percebo edifícios de quatro, cinco pavimentos sendo erguidos. Isso por si só já demonstra um novo modelo de organização do espaço urbano de Oiapoque", diz Moura. Crédito, Edenilson Moura/Acervo pessoal Legenda da foto, Novas construções se espalham também na área central da cidade Com a prospecção de petróleo em andamento, Oiapoque tem sido base da Petrobras. A empresa reformou o aeroporto para receber voos fretados da Azul levando funcionários que chegam de Macapá e partem dali em helicópteros para plataformas em alto mar. Com a chegada de funcionários e de migrantes, também crescem os aluguéis. Uma moradora relatou que o valor pago subiu de R$ 1,2 mil para R$ 1,9 mil de um mês para o outro. Uma empresária que aluga um estacionamento diz que o valor cobrado dobrou no último ano. Mas, além do aumento da demanda, a cidade tem vivido um cenário de especulação, avalia a corretora de imóveis Ivete Sarmento. Segundo ela, no mercado está havendo um desequilíbrio entre os que cobram valores realistas e os que reajustam sem controle. "Você olha o valor e pensa: de onde a pessoa tirou isso, sabe?", ela diz. "Tem pessoas que estão usando do oportunismo desses boatos de que vai ganhar muito dinheiro muito rapidamente. Enfim, uma ilusão", diz Sarmento. Para a corretora, a disparada de preços de aluguéis na cidade pode ter efeito cascata até em alimentos, algo tradicionalmente caro na cidade fronteiriça. "A partir do momento que você aluga um imóvel caro, o empresário que alugou vai ter que colocar esse valor dentro do produto dele para poder vender", diz. Oiapoque está elaborando seu primeiro plano diretor, o que pode balizar o preço do metro quadrado. Novos bairros Crédito, Uesclei Costa Legenda da foto, Mesma região registrada em 2021 e em setembro de 2025, em fotografias que mostram o avanço de desmatamento e aumento da ocupação A região que simboliza a nova fase do Oiapoque é uma área que vai das margens da BR-156, antes da chegada ao centro da cidade, até perto da comunidade Vila Vitória. É um terreno com mais de três quilômetros de comprimento. O início dessa ocupação começa ainda nos anos 2000, em uma área que foi invadida perto do aeroporto da cidade, hoje chamado de bairro Infraero, o único em que algumas famílias possuem o título das suas propriedades. Em 2017, diante dessa primeira ocupação, a Aeronáutica, dona original da área, doou 213 hectares para a prefeitura, no intuito de regularização fundiária das famílias. "A prefeitura não se mobilizou para fazer um projeto, uma cidade planejada. Então, ela permitiu que as pessoas fossem invadindo de qualquer jeito", lembra a corretora Ivete Sarmento, há 23 anos na cidade. A expansão sobre o terreno de mata continuou especialmente a partir de 2020, sempre junto à expectativa de tempos melhores para Oiapoque. Surgiram ali na sequência as ocupações dos bairros de Belo Monte e Nova Conquista. Nos últimos três anos, vieram o Areia Branca, a Matinha e o Independência. Diante da expansão sem controle, a prefeitura entrou em 2025 com um processo de reintegração de posse de toda a área, mas o Tribunal de Justiça do Amapá determinou uma mediação, visto que há "traços típicos de um conflito fundiário coletivo de grande escala, envolvendo extensa área urbana ocupada há mais de uma década". A ideia é que sejam impedidas novas construções e uma organização da área ocupada. Para o professor Edenilson Moura, a história do Oiapoque e desses novos bairros revela uma cidade que vive de expectativas por ciclos econômicos, como a arrastada construção da Ponte Binacional que liga o Amapá à Guiana Francesa e promessa de facilidade de visto para transitar entre os dois territórios. "Mas às vezes o desenvolvimento social não chega da forma que as pessoas imaginam", diz Moura. A ponte ligando Oiapoque a Saint-Georges foi inaugurada em 2017, mas a cobrança dos franceses de mais de 60 euros (R$ 376) em visto e taxas de seguro por carro nunca fez o tráfego deslanchar. A travessia em pequenos barcos, que escapam da fiscalização, segue sendo a mais utilizada. Ainda sem o petróleo, a economia da cidade é baseada no comércio fronteiriço, especialmente de franceses que viajam para comprar produtos mais baratos, além da pesca e da agricultura. Os bairros mais novos, em geral, estão sendo ocupados com casas muito simples, de madeira, em ruas de terra e até sem acesso à água. Segundo relatos feitos à reportagem, além dos que chegaram pela necessidade de moradia, outro grupo ocupou vários lotes, na expectativa de revenderem mais na frente, se a fartura do petróleo chegar. "Os órgãos fizeram vista grossa e foram deixando", diz a bióloga Joessy de Cássia, que começou a construir sua casa em 2024 na recém-criada ocupação do Independência e virou a presidente da associação dos moradores. Segundo ela, inicialmente a ocupação surgiu porque a cidade inchada não tinha mais para onde crescer. Oiapoque fica às margens de um rio, cercada por áreas militares e de preservação. Mas que agora, com o início da prospecção da Petrobras, toda a ocupação acelerou. "Bastou as pessoas fazerem a primeira derrubada de árvores para o povo se proliferar", diz Joessy. Crédito, Joessy de Cássia/Acervo pessoal Legenda da foto, Ocupação Independência foi uma das últimas a surgir Mesmo com a falta de estrutura urbana, novos moradores seguem construindo suas casas para um futuro que consideram promissor. Elis Pereira, de 47 anos, vive há 25 na Guiana Francesa, onde trabalha no ramo alimentício junto ao marido. Ela começou a construir uma casa no Oiapoque para uma nova fase na vida. "Decidi voltar às minhas raízes. A França vem sofrendo uma crise há anos e, com isso, os impostos são altíssimos, o custo de vida é alto, tudo é caro", diz Elis. "Oiapoque é um dos melhores lugares para se viver no momento. Com a entrada da Petrobras, valorizou demais. Com qualquer empreendimento, você ganha dinheiro." Como funcionários da Petrobras têm se instalado na cidade, o comércio tem se aquecido com os novos consumidores. Além da subida nos aluguéis, hotéis também estão com alta procura. Em nota à BBC News Brasil, a Petrobras disse que gera "impactos positivos" com sua presença na região, como geração de emprego e aumento de arrecadação, diante da maior demanda por serviços na cidade. Mas a empresa disse que não é sua função realizar obras de urbanização e infraestrutura no município. A Petrobras disse que mantém projetos sociais e ambientais ativos na Margem Equatorial, área que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá. Não foi especificado quantos atendem especificamente a população de Oiapoque. Crédito, Joessy de Cássia/Acervo pessoal Legenda da foto, Novos bairros de Oiapoque não contam com nenhuma infraestrutura urbana Enquanto as promessas de regularização e urbanização não se concretizam e os royalties ainda não chegam, as presidentes das associações de moradores dizem que já não há mais espaço para novos residentes, pois todos os terrenos, mesmo sem casas, já foram ocupados. Elas esperam agora que a região passe para uma nova etapa, com mais organização e infraestrutura, diante dos recursos prometidos que chegarão ao município. "Mas olha, vou te dizer, Oiapoque está crescendo em população, mas não em desenvolvimento", define Sheila Cals, recém-chegada à cidade. Os moradores, novos e velhos, também acompanham atentos o que está acontecendo em alto mar, no poço da Petrobras. Será que vai ter petróleo viável para ser explorado ali? Quando esses recursos chegarão? E o que acontece se o petróleo vazar — motivo de preocupação entre os ambientalistas críticos ao projeto? Para Sheila, que apostou suas fichas na mudança a Oiapoque, o projeto precisa andar. "Até a data de hoje, eu não soube de nenhum acidente com a Petrobras na exploração de petróleo. Essa conversa para não liberar petróleo é coisa política", avalia. Já para Loira, presidente da associação de moradores do Belo Monte, há uma preocupação generalizada, mesmo entre os que estão torcendo pelo projeto. "A gente tem receio, sim, porque se houver vazamento de petróleo, vai afetar muitas famílias que vivem da pesca e dependem desse rio", avalia. "Mas, para muita gente que depende de emprego, a expectativa é maior do que o receio", ela conclui. Mapa feito por Caroline Souza, da equipe de jornalismo visual da BBC News Brasil
Perguntas Frequentes sobre AZUL99
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