USD/BRL
MoedaDólar Americano/Real Brasileiro
Atualizado: 2026-08-18 13:10:39
Resumo Cambial: Dólar Americano/Real Brasileiro
O câmbio de Dólar Americano/Real Brasileiro (USD/BRL) está cotado a R$ 5,2037 para compra e R$ 5,2043 para venda, registrando uma variação de +0.06% no pregão atual. Nas últimas horas de negociação, a moeda registrou a cotação mínima de R$ 5,1954 e a máxima de R$ 5,2073.
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O julgamento da Meta que pode mudar a forma como Facebook e Instagram funcionam para mais jovens
O julgamento que pode mudar como Facebook e Instagram funcionam para mais jovens Crédito, Getty Images Published Há 4 minutos Tempo de leitura: 6 min A empresa é acusada de ter desenvolvido deliberadamente plataformas viciantes para o público jovem e de ter violado leis de proteção à infância. Os Estados americanos que movem a ação pedem bilhões de dólares à Meta e querem que a empresa faça mudanças no funcionamento de suas plataformas. O procurador-geral do Kentucky, Russell Coleman, classificou o caso como "a maior ação de defesa do consumidor da história dos Estados Unidos". O julgamento ocorre no tribunal federal em Oakland, na Califórnia. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers é responsável pelo caso. Ela já presidiu outros processos envolvendo grandes empresas de tecnologia, incluindo uma disputa judicial entre Elon Musk e a OpenAI. O resultado pode ter consequências não apenas para a Meta, mas para a forma como empresas de tecnologia desenvolvem produtos voltados a crianças e adolescentes. Entenda a seguir o que está em jogo. O julgamento que começa nesta terça-feira é resultado de uma ação apresentada contra a Meta por uma coalizão de Estados americanos em outubro de 2023. Na ação, um grupo de procuradores-gerais acusou a empresa de usar recursos viciantes para "prender" os usuários em suas plataformas, além de esconder os riscos associados a seus produtos. Na época, a Meta já estava sob forte pressão depois que Frances Haugen, ex-gerente de produto do Facebook, depôs ao Congresso dos Estados Unidos e afirmou que a empresa sabia que seus produtos, especialmente o Instagram, estavam prejudicando jovens. As declarações de Haugen levaram procuradores de vários Estados a abrir investigações sobre as práticas da empresa. Essas investigações posteriormente serviram de base para a ação conjunta movida contra a Meta. A Meta tentou impedir o avanço do processo ou fazer com que ele fosse dividido em julgamentos menores, mas não conseguiu. Agora, quatro dos Estados que movem a ação — Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey — apresentam seus argumentos no julgamento. Crédito, Getty Images Legenda da foto, Frances Haugen testemunhou no Congresso dos EUA sobre as práticas de segurança da empresa De que a Meta é acusada? Um grupo de 29 Estados americanos acusa a Meta de cometer diversas violações de leis federais e estaduais criadas para proteger crianças e adolescentes. Entre elas está a suposta violação da Children's Online Privacy Protection Act (COPPA), lei federal americana que busca proteger crianças menores de 13 anos de práticas de empresas que atuam na internet. Os Estados afirmam que a Meta projetou o Facebook e o Instagram para serem viciantes para crianças e adolescentes, com recursos como reprodução automática de vídeos e os Stories do Instagram desenvolvidos para mantê-los nas plataformas pelo maior tempo possível. Segundo a acusação, a empresa também dificulta que os jovens reduzam o tempo de uso das plataformas por meio de recursos como notificações frequentes, que têm o objetivo de fazê-los voltar aos aplicativos. Os Estados afirmam ainda que a Meta induziu consumidores a erro sobre a segurança de suas plataformas para usuários jovens e coletou e utilizou de forma inadequada dados pessoais de crianças enquanto elas usavam seus serviços. O que os Estados querem? Crédito, Getty Images Os Estados americanos que movem a ação não estão apenas buscando uma indenização da Meta. Eles também exigem mudanças substanciais no funcionamento do Instagram e do Facebook, especialmente para usuários jovens. Segundo a acusação, diversos recursos das plataformas foram desenvolvidos para manter crianças e adolescentes conectados com a maior frequência e pelo maior tempo possível. Entre as mudanças exigidas estão: implementação da verificação dos pais ou responsáveis para usuários adolescentes; alteração dos algoritmos de recomendação, "capazes de estimular a liberação de dopamina"; retirada de diversos filtros de imagem que modificam a aparência das pessoas nas fotos; fim da reprodução automática de vídeos, Os Estados também querem que a Meta proíba a criação de múltiplas contas e elimine as postagens que desaparecem, como os Stories do Instagram. A Meta nega de forma consistente as acusações de que não tenha protegido crianças e adolescentes. A empresa também rejeita a alegação de que tenha projetado deliberadamente suas plataformas para serem viciantes ou violado leis de proteção à privacidade infantil. Em nota, uma porta-voz da empresa afirmou que a Meta "discorda veementemente dessas acusações" e está confiante de que as evidências vão demonstrar seu "compromisso de longa data com o apoio aos jovens". A empresa afirma ter adotado diversas medidas para proteger usuários mais jovens, incluindo controles parentais, recursos de segurança e a configuração de contas de adolescentes como privadas por padrão. O que já aconteceu no primeiro dia de julgamento A acusação abriu o julgamento com uma série de alegações sobre o que a Meta sabia a respeito dos efeitos de suas plataformas sobre crianças e adolescentes. Megan O'Neill, procuradora-geral adjunta da Califórnia, afirmou que a empresa teria desenvolvido recursos para "fisgar" usuários, mantê-los nas plataformas, coletar seus dados e esconder os riscos do público. O'Neill disse que a Meta afirmava ao Congresso americano, aos usuários e aos pais que Instagram e Facebook eram seguros para crianças, enquanto, segundo ela, escondia os riscos que conhecia. Segundo a procuradora, o caso não é sobre acabar com o Instagram ou negar que as redes sociais possam ter benefícios, mas sobre determinar se a Meta enganou o público sobre os riscos para crianças, agiu de maneira injusta e violou a lei federal americana de proteção à privacidade infantil (COPPA). A acusação também apresentou documentos internos que, segundo O'Neill, mostram que a Meta sabia que crianças menores de 13 anos usavam Instagram e Facebook apesar das próprias regras da empresa. De acordo com um dos documentos citados, 20% das crianças de 11 anos e 30% das de 12 anos nos Estados Unidos estariam no Instagram. O'Neill também criticou as ferramentas criadas para limitar o tempo de uso, afirmando que elas serviam mais para "melhorar a imagem pública" da Meta e fazer os pais se sentirem melhor do que para reduzir efetivamente o uso. Depois da apresentação da acusação, a defesa começou a expor sua versão do caso. O advogado Paul Schmidt afirmou que a Meta já reconhecia publicamente preocupações relacionadas ao uso das redes sociais. Ele citou uma publicação de 2019 sobre usuários que consideravam problemático o uso das plataformas e disse que a empresa criou ferramentas para ajudar a administrar o tempo gasto nos aplicativos. A defesa também deverá apresentar documentos internos e testemunhas para argumentar que a Meta adotou medidas para melhorar a segurança e o bem-estar dos usuários. Quanto tempo deve durar o julgamento e quem deve testemunhar? Crédito, Getty Images Legenda da foto, Mark Zuckerberg é esperado para testemunhar no tribunal O julgamento deve durar de seis a oito semanas. Entre os principais nomes esperados para depor está Mark Zuckerberg, fundador e presidente-executivo da Meta. Também deve testemunhar Adam Mosseri, chefe do Instagram, que ocupa o cargo há oito anos e é um dos principais defensores da empresa. Outro nome importante é Arturo Béjar, ex-diretor de engenharia do Facebook e ex-funcionário responsável por questões relacionadas à integridade e ao bem-estar dos usuários. Béjar se tornou um denunciante da empresa e já testemunhou contra a Meta em outro processo. O que pode acontecer se a Meta perder Embora a Meta já tenha enfrentado outros processos relacionados à proteção de crianças e adolescentes, o caso é considerado uma das maiores ameaças às operações da empresa até agora. Uma eventual derrota poderia forçar mudanças significativas na maneira como milhões de jovens usam as redes sociais. Outros casos Além do julgamento que começa nesta terça-feira, a Meta enfrenta atualmente milhares de processos movidos por autoridades e famílias nos Estados Unidos relacionados à segurança de crianças e adolescentes. No início deste mês, um juiz do Novo México determinou que a empresa pagasse outros US$ 567 milhões por não ter alertado o público sobre os riscos que suas plataformas representavam para crianças. O valor se somou a US$ 375 milhões em multas que a Meta já havia sido condenada a pagar no mesmo caso. A decisão resultou na maior multa já aplicada à empresa por questões relacionadas à segurança infantil. Na ocasião, o juiz Bryan Biedscheid classificou a gigante das redes sociais como uma "perturbação pública" comparável à poluição do ar, e determinou que o dinheiro fosse destinado a um fundo para reduzir danos futuros. A Meta afirmou na época que discordava da decisão e que iria recorrer. Em março, a empresa também perdeu um processo considerado histórico em Los Angeles, no qual um júri concluiu que a Meta poderia ser responsabilizada por desenvolver plataformas viciantes.
Ibovespa Futuro Recua e Dólar Supera R$ 5,20 com Disparada dos Treasuries nos EUA
Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 18/08/2026 - 15:35 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Abertura dos negócios é marcada pela fuga de capital dos mercados emergentes e busca por proteção na renda fixa americana, pressionando os ativos locais. O que aconteceu Bolsa sob Pressão: O Ibovespa futuro engatou nova trajetória de baixa nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, acompanhando o movimento de venda nos mercados acionários mundiais. Câmbio Aquecido: O dólar comercial acelerou ganhos frente ao real e rompeu o patamar de R$ 5,20, refletindo a demanda global por liquidez em moeda americana. Treasuries nas Máximas: Os rendimentos dos títulos de dívida do Tesouro dos EUA atingiram picos recentes, aumentando a atratividade da renda fixa norte-americana livre de risco. Desafio para a Selic: A alta simultânea do dólar e das commodities internacionais eleva os riscos de inflação importada no Brasil, mantendo o ambiente de taxa Selic a 14% ao ano por tempo prolongado. A Força das Treasuries e a Drenagem de Liquidez dos Emergentes O estresse nos mercados globais ganhou tração nas primeiras horas de negócio deste dia 18 de agosto de 2026. O contrato futuro do Ibovespa recuou firme na B3, enquanto o dólar comercial renovou máximas ao ser negociado acima do patamar de R$ 5,20. O motor central desse ajuste é a disparada nos rendimentos dos Treasuries — os títulos públicos do governo dos Estados Unidos. Com as taxas das Treasuries atingindo seus níveis mais altos do ano, o custo de oportunidade global sofre uma forte recalibragem. Grandes fundos de investimento e alocadores institucionais reduzem a exposição a ativos de maior risco em países emergentes, como o Brasil, para garantir retornos expressivos e seguros em dólar na renda fixa americana. Esse fluxo de saída de capital estrangeiro pressiona diretamente o real. A desvalorização da moeda brasileira eleva o custo de insumos importados para a indústria nacional, reacendendo o alerta sobre o repasse inflacionário nos preços ao consumidor final. O ambiente de aversão externa ao risco encontra um mercado doméstico já bastante sensível ao nível das taxas de juros. Com a taxa Selic mantida no nível de 14% ao ano pelo Banco Central do Brasil para conter as expectativas inflacionárias, o crédito para as companhias locais segue custoso, comprimindo margens operacionais e desacelerando investimentos produtivos. No pregão da B3, o recuo do Ibovespa futuro afeta principalmente empresas do setor de consumo, varejo e tecnologia, cujas avaliações de mercado (valuations) são mais penalizadas pela alta da curva de juros futuros. Em contrapartida, empresas exportadoras de commodities e geradoras de receita em dólar encontram relativo suporte nas cotações, amenizando um recuo ainda mais severo do índice de referência. Guia do Investidor Para proteger a carteira de investimentos e gerenciar o risco em momentos de alta do dólar e recuo das ações, considere as seguintes estratégias: Mantenha Proteção Cambial (Hedge): Alocações em ativos atrelados ao dólar ou em fundos internacionais ajudam a mitigar as perdas da parcela de renda variável doméstica em momentos de desvalorização do real. Aproveite a Liquidez Pós-Fixada: Diante da manutenção da Selic a 14% ao ano, mantenha a reserva de oportunidade em títulos pós-fixados de alta liquidez (como Tesouro Selic) para realizar aportes táticos em ações durante fortes correções do mercado. Priorize Empresas Exportadoras e Desalavancadas: Companhias com receita atrelada a moedas fortes e baixos níveis de endividamento em CDI enfrentam ciclos de instabilidade global com maior resiliência de caixa. Evite Giro Excessivo de Carteira: Movimentos bruscos impulsionados por ruídos de curto prazo costumam gerar perdas definitivas de capital. Avalie a qualidade dos fundamentos das empresas antes de tomar decisões de venda. Leia mais Pix Mais Rígido: As Regras do Banco Central que Impõem Limites e Aumentam a Segurança em 2026 Reforma Tributária: O Novo Papel do Contador e ERP na Transição do IVA Dual em 2026 Liquidação Global de Títulos: Por Que a Alta dos Juros nos EUA e Japão Ameaça os Mercados em 2026 Chilli Beans Avança em Fintech: Rede Lança Maquininha Própria e Prepara Oferta de Crédito para Franqueados 99 Amplia Benefícios e Lança Financiamento de Veículos Elétricos para Motoristas em 2026 Dólar e Ibovespa Hoje: Mercado Abre Atento a Commodities e Juros Globais Mega-Sena hoje (18) com prêmio de 45 milhões: veja como jogar online e o valor do rendimento mensal do prêmio Os tentáculos da Chery: conheça os alvos das novas marcas chinesas de carro que vêm ao Brasil Para compartilhar:
B3 tem segundo pior desempenho em agosto entre bolsas estrangeiras
A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) teve o pior desempenho em dólares em agosto dentre 21 bolsas internacionais , conforme levantamento feito pela consultoria Elos Ayta divulgado, nesta terça-feira (18/8), com base no fechamento até ontem. De acordo com a consultoria, o Índice Bovespa (IBovespa), principal indicador da B3, acumulava queda em dólares de 8,54% em agosto até segunda-feira (17/8), ficando à frente apenas do Índice Merval, da Argentina, que recuou 10,47% no mesmo período. Por volta das 13h55 de hoje, a B3 recuava 0,07%, aos 166.660 pontos. De acordo com o sócio fundador da Elos Ayta, Einar Rivero, o resultado do levantamento coloca o mercado acionário brasileiro entre os destaques negativos do mês no cenário internacional. A conversão dos resultados para dólares amplia a dimensão da queda do mercado brasileiro. “No período, o dólar registra valorização de 2,44% frente ao real, enquanto o IBovespa acumula queda de 6,30% em moeda brasileira. Assim, além da desvalorização das ações, o investidor estrangeiro enfrenta o efeito cambial, que aprofunda a perda registrada pelo principal índice da bolsa brasileira”, informou. A consultoria informou ainda que, entre os quatro piores desempenhos da amostra, dois são de mercados latino-americanos: o Merval argentino, com queda de 10,47%, e o IBovespa, com recuo de 8,54%. Na sequência aparecem o FTSE China 50, da China, com baixa de 2,55%, e o IPC México, que recuou 2,29%. O comportamento negativo, portanto, é particularmente concentrado nos mercados latino-americanos de maior porte. Por outro lado, os mercados europeus e asiáticos apresentaram os melhores resultados em agosto. O Euro Stoxx 50 liderou a amostra, com alta de 7,02%, seguido pelo Índice Nikkei 225, do Japão, com avanço de 6,77%. O Índice Nasdaq, a bolsa das empresas de tecnologia dos Estados Unidos, apresentou valorização de 5,01%. Entre os mercados latino-americanos, Colômbia e Peru destoam do movimento negativo, com altas de 2,68% e 2,65%, respectivamente. Fuga de dólares Vale lembrar que a debandada de investidores estrangeiros na B3 está sendo forte no mês de agosto, apesar do forte fluxo de entrada que ocorreu no começo do ano. Até o dia 13, a saída de capital estrangeiro somou R$ 15,63 bilhões, segundo o levantamento da Elos Ayta. O resultado representa a maior retirada mensal registrada pela série histórica acompanhada pela consultoria desde janeiro de 2022, superando inclusive o saldo negativo de R$ 13,28 bilhões observado em maio deste ano, segundo Rivero. A saída de capital estrangeiro da B3 nas últimas semanas não tem uma causa única, mas é resultado a soma de vários fatores, alguns estruturais, de acordo com Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos. “No pano de fundo, seguem a guerra entre Irã e EUA, sem prazo definido para acabar, elevando a aversão a risco global e fortalecendo o dólar frente a moedas emergentes. Os juros brasileiros, que mesmo com perspectiva de cortes futuros permanecem em patamar elevado, a combinação entre preocupação fiscal e uma eleição, que segue acirrada, o mercado precifica que a atual gestão carrega um histórico de política fiscal voltada a gasto público, o que soma incerteza à indefinição eleitoral”, explicou. Segundo o analista, um fator que tem pesado para a debandada é a inflação norte-americana que ficou abaixo do esperado no mês passado, fazendo o capital acabar sendo direcionado para as empresas dos EUA, e fez as bolsas norte-americanas baterem recordes seguidos em agosto. “Com isso, cresce a perspectiva de que o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) mantenha os juros estáveis até setembro e abra espaço para corte no quarto trimestre, o que torna os ativos americanos ainda mais atrativos frente aos emergentes”, acrescentou Minotto.