USD/BRL
MoedaDólar Americano/Real Brasileiro
Atualizado: 2026-09-17 13:56:46
Resumo Cambial: Dólar Americano/Real Brasileiro
O câmbio de Dólar Americano/Real Brasileiro (USD/BRL) está cotado a R$ 5,1536 para compra e R$ 5,1536 para venda, registrando uma variação de +0.08% no pregão atual. Nas últimas horas de negociação, a moeda registrou a cotação mínima de R$ 5,1227 e a máxima de R$ 5,1774.
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Dólar passa a subir com reação negativa após reajuste do Bolsa Família
Mercado também reage às novas pesquisas eleitorias e ao no corte da Selic, realizado ontem pelo Banco Central, baixnado a taxa para 13,75% O dólar zerou as perdas e na sequência passou a exibir ganhos ante o real nesta manhã de quinta-feira (17), com o mercado reagindo negativamente ao anúncio do governo de reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal para este ano e o próximo. Às 11h39, o dólar à vista subia 0,12%, aos R$ 5,1597 na venda. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta manhã um reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família, que já valerá para os pagamentos feitos em outubro, levando o piso do programa a R$ 691 por família, de R$600 antes. Em anúncio ao lado de Lula, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o custo da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. A reação negativa do mercado foi imediata, com o dólar ganhando força ante o real e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo passando a exibir altas. Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção justamente para o aumento das despesas, em um cenário que já é de dificuldades para o equilíbrio das contas públicas. Enquanto isso, o Ibovespa tinha uma alta modesta nos primeiros negócios nesta quinta-feira (17), com as ações da Embraer e da Vale entre os principais suportes, enquanto investidores repercutiam nova pesquisa eleitoral e decisão de política monetária do Banco Central na véspera. No mesmo horário, a principal referência do mercado acionário brasileiro, apresentava queda moderada de 0,32%, aos 184.951,72 pontos. O anúncio do governo também é mais um fator com potencial para impactar a disputa pela Presidência, em um momento em que Lula tem se enfraquecido nas pesquisas de opinião em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mais cedo, o dólar sustentava perdas após uma nova pesquisa eleitoral mostrar leve ampliação da vantagem numérica de Flávio sobre Lula, ainda que os dois permaneçam em empate técnico. A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%. Nas últimas semanas, o fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado “trade eleitoral”, que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Na noite de quarta-feira (16), o Banco Central cortou em 25 pontos-base a taxa básica Selic, para 13,75% ao ano, deixando em aberto o próximo passo na política monetária. A decisão foi anunciada à noite, com os mercados fechados e já após o Federal Reserve ter elevado em 25 pontos-base a taxa norte-americana, para a faixa de 3,75% a 4,00%. O estreitamento do diferencial de juros -- com o BC cortando a Selic no Brasil e o Fed elevando a taxa nos EUA -- é um fator altista para o dólar, mas profissionais ouvidos pela Reuters nas últimas semanas têm destacado a importância do “trade eleitoral” para a baixa das cotações. O estreitamento também já estava precificado pelos mercados, com ambas as decisões de juros tendo vindo em linha com o esperado. Ainda nesta quinta-feira o Datafolha divulga sua nova pesquisa eleitoral. No exterior, o petróleo Brent voltou a ceder nesta manhã, mas ainda permanece em níveis elevados, na faixa dos US$102 o barril. Às 11h03, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,14%, a 100,120. *Com informações da Reuters
Justiça dos EUA determina que Google compartilhe dados de publicidade com rivais
The New York Times Um tribunal federal dos Estados Unidos tornou pública nesta quarta-feira (16) uma decisão que determina que o Google permita que sua tecnologia de publicidade funcione com produtos de empresas concorrentes e compartilhe mais dados com seus clientes, em medidas destinadas a reduzir o domínio da companhia sobre o mercado de publicidade digital. Na prática, a decisão garante que os negócios da gigante de tecnologia continuarão em grande parte sem alterações. A juíza Leonie M. Brinkema, do tribunal distrital dos Estados Unidos para o distrito leste do estado da Virgínia, concluiu no ano passado que o Google violou a lei para proteger seu controle sobre tecnologias que exibem anúncios em páginas da internet. No início deste mês, a juíza disse ter decidido não obrigar o Google a vender parte de seu negócio de tecnologia de publicidade, medida exigida pelo Departamento de Justiça dos EUA. Os detalhes da decisão, porém, permaneceram sob sigilo até agora. O parecer, tornado público nesta quarta-feira (16), determina que o Google torne seus produtos interoperáveis com os de empresas concorrentes. A companhia também terá de compartilhar com os editores de sites dados sobre seus leilões de publicidade —grupo de clientes que administra páginas na internet e usa a tecnologia para vender espaços publicitários. Além disso, deverá nomear um monitor interno para acompanhar o cumprimento da decisão. Decisão ocorre após tribunal concluir que Google usou seu domínio para proteger monopólio em anúncios - Lisi Niesner - 16.set.26/Reuters Medidas para desmembrar o negócio de tecnologia de publicidade do Google seriam "nem realistas nem necessárias", afirmou Brinkema em seu parecer de 106 páginas. A decisão representa uma vitória para o Google, que foi considerado monopolista duas vezes por juízes federais após grandes processos movidos pelo governo americano sobre seu domínio nos mercados de buscas e tecnologia de publicidade. Os tribunais, porém, rejeitaram duas vezes a possibilidade de obrigar a gigante de tecnologia a desmembrar seus negócios. Em vez disso, os juízes determinaram mudanças pontuais nas práticas do Google, permitindo que a companhia avance na corrida pela IA (inteligência artificial) sem grandes alterações em sua estrutura de negócios. A empresa tem investido bilhões de dólares em IA enquanto tenta conter concorrentes como OpenAI e Anthropic, incorporando a tecnologia a seu mecanismo de busca e a outros produtos. Brinkema reconheceu em sua decisão que a IA ainda não transformou o setor de tecnologia de publicidade da mesma maneira que alterou o mercado de buscas. Mas afirmou que o longo prazo necessário para desmembrar a companhia poderia ser ultrapassado por mudanças, incluindo "disrupções iminentes no setor provocadas pela IA". O procurador-geral associado Stanley E. Woodward Jr. afirmou em comunicado que a decisão "representa uma vitória significativa" para os esforços do Departamento de Justiça de "proteger e restaurar a concorrência". "Continuaremos analisando o parecer para avaliar as opções do Departamento", disse. "Estamos muito satisfeitos que o tribunal tenha rejeitado a proposta do Departamento de Justiça de desmembrar ferramentas que ajudam pequenas empresas a alcançar novos clientes e crescer", afirmou Lee-Anne Mulholland, chefe global de assuntos regulatórios do Google. Os tribunais têm demonstrado relutância em desmembrar empresas, disse Nikhil Lai, analista principal da Forrester. Em vez disso, têm preferido penalidades que podem facilitar a competição de outras empresas com o Google. "A inovação pode precisar ser uma força mais competitiva do que o litígio", disse Lai. As mudanças determinadas pelo tribunal foram desenhadas para permitir que outras plataformas de publicidade cresçam. Ainda assim, executivos de empresas de tecnologia de publicidade e de veículos de comunicação disseram que as medidas não foram suficientes. Milhões de anunciantes usam as ferramentas do Google para veicular publicidade na internet. O Departamento de Justiça conseguiu demonstrar que a empresa usou seu controle sobre a tecnologia de publicidade para ficar com uma parcela maior das receitas de anúncios do que poderia obter em um mercado competitivo. Esses anúncios são exibidos em páginas, como sites de notícias ou de receitas, e vendidos pelo sistema do Google à medida que as páginas são carregadas. O negócio de tecnologia de publicidade do Google gerou US$ 30 bilhões (R$ 154,7 bilhões) no ano passado, cerca de 8% da receita de sua controladora, a Alphabet. A receita da área de publicidade tecnológica caiu por 16 trimestres consecutivos, e analistas estimam que ela responda por menos de 1% do lucro da companhia. As mudanças apresentadas por Brinkema nesta quarta-feira (16) estavam, em grande parte, alinhadas às recomendações apresentadas tanto pelo Google quanto pelo Departamento de Justiça para corrigir o comportamento monopolista da empresa, segundo o parecer. O Google havia argumentado em uma audiência em maio que não poderia desmembrar suas ferramentas de leilão de publicidade on-line, que são fortemente integradas a outras partes de seus negócios. Em vez disso, a companhia propôs tornar mais transparentes para anunciantes e empresas concorrentes seus preços de publicidade e nomear um administrador para supervisionar as mudanças. "Estamos decepcionados que o tribunal não tenha ido além e determinado o desmembramento, depois de concluir que o Google monopolizou ilegalmente e integrou de forma indevida várias partes do mercado de publicidade digital", afirmou Jason Kint, presidente-executivo da Digital Content Next, após a decisão do tribunal no início deste mês. "O Google tem uma capacidade extraordinária de manipular mercados e transformar restrições em vantagem", disse Kint.
Clarity Act dificilmente será aprovado neste Congresso, diz regulador da Flórida
“Não parece que haverá tempo neste Congresso para voltar e aprovar o Clarity Act”, após o projeto não conseguir avançar no Senado americano na última terça-feira (15), afirmou Jason Holloway, diretor de políticas para fintechs do Escritório de Regulação Financeira da Flórida, durante o Digital Assets Conference Brazil 2026 nesta quarta (16). A proposta não alcançou os 60 votos necessários em uma votação para dar continuidade à tramitação. O placar foi de 49 votos a favor e 50 contra. O Clarity Act é um projeto que busca estabelecer uma estrutura federal para o mercado de ativos digitais nos Estados Unidos, incluindo a divisão de atribuições regulatórias e regras para prestadores de serviços do setor. Segundo Holloway, uma das mudanças seria permitir que determinadas empresas hoje sujeitas a licenças estaduais operassem sob uma estrutura federal. “Se ele fosse aprovado, acho que veríamos empresas de fora chegando aos Estados Unidos muito mais rapidamente”, afirmou o diretor. Mesmo sem o avanço do projeto, Holloway destacou que a regulamentação de criptoativos nos Estados Unidos continua sendo desenvolvida por outras frentes. Ele citou iniciativas recentes da Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários americana, para esclarecer a aplicação das regras de valores mobiliários aos ativos digitais e o trabalho de órgãos federais na implementação do Genius Act. Aprovado em 2025, o Genius Act estabeleceu um marco específico para stablecoins, moedas digitais pareadas a um ativo real, como o dólar, com exigências relacionadas a reservas, resgates, segregação patrimonial, capital e prevenção à lavagem de dinheiro.