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Atualizado: 2026-08-18 13:10:39
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Dólar e Ibovespa Hoje: Mercado Abre Atento a Commodities e Juros Globais
Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 18/08/2026 - 11:52 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Abertura dos negócios em São Paulo é marcada pela cautela dos investidores diante da volatilidade do petróleo no exterior e do peso da taxa Selic mantida em 14% ao ano. O que aconteceu Abertura em Monitoramento: O Ibovespa inicia os negócios desta terça-feira, 18 de agosto de 2026, buscando ritmo em meio ao cenário externo reticente e ao peso dos juros domésticos. Pressão no Câmbio: O dólar comercial registra oscilações frente ao real, reagindo à aversão global ao risco e ao movimento de busca por segurança nos mercados internacionais. Fator Commodities: A disparada das cotações do petróleo no exterior atua como vetor duplo, impulsionando petroleiras na B3, mas elevando o risco inflacionário global. Efeito Selic a 14%: O patamar elevado da taxa básica de juros continua atraindo capital para a renda fixa e limitando a liquidez no mercado de ações local. O Panorama da Abertura e o Comportamento do Câmbio Na manhã desta terça-feira, 18 de agosto de 2026, o mercado financeiro brasileiro iniciou suas operações sob um ambiente de clara seletividade. O índice Ibovespa abriu a sessão buscando ponto de equilíbrio, refletindo a postura defensiva adotada pelos agentes econômicos nas praças internacionais. O dólar comercial exibe flutuações nas primeiras horas de negócio, alinhando-se ao movimento do índice DXY, que mede a força da moeda norte-americana contra uma cesta de divisas globais. Em momentos de aumento das tensões geopolíticas e dúvidas sobre o ritmo da política monetária do Federal Reserve (Fed), o mercado tende a buscar liquidez na moeda americana, pressionando a cotação das moedas de países emergentes, como o real. Ademais, a curva de juros futuros no Brasil opera com ajuste de prêmios, acompanhando o relatório de projeções de inflação e a sinalização de firmeza do Banco Central na condução da política monetária. Commodities Globais e o Desafio da Renda Variável Local O desempenho das grandes empresas exportadoras listadas na B3 surge como o principal suporte do Ibovespa nas primeiras horas do dia. O avanço no preço do barril de petróleo no mercado internacional — impulsionado pelas instabilidades de oferta no Oriente Médio — atrai comprador para os papéis da Petrobras e de petroleiras juniores. Por outro lado, a oscilação do minério de ferro nas bolsas asiáticas dita o ritmo das ações da Vale e do setor siderúrgico. Entretanto, o apetite por risco do investidor doméstico continua travado pelo custo de oportunidade. Com a taxa Selic fixada em 14% ao ano, os títulos públicos atrelados ao CDI e à inflação continuam entregando retornos reais expressivos com baixo risco de crédito. Esse cenário de juros restritivos comprime o valuation das empresas voltadas ao consumo interno, varejo e construção civil, exigindo disciplina na alocação de capital na Bolsa de Valores. Guia do Investidor Em pregões marcados por ruídos externos e sensibilidade cambial, o investidor deve manter o foco na gestão de risco e na preservação de capital: Evite Reações Precipitadas na Abertura: Os primeiros 30 minutos de pregão costumam apresentar maior volatilidade devido ao ajuste de ordens pendentes. Aguarde a consolidação das tendências antes de alterar posições relevantes. Diversifique com Foco em Proteção (Hedge): Manter uma parcela do portfólio exposta ao dólar ou a empresas exportadoras ajuda a mitigar as perdas das ações focadas no mercado interno durante dias de estresse cambial. Aproveite a Renda Fixa de Alta Liquidez: Com a Selic a 14% ao ano, mantenha a reserva de oportunidade em ativos pós-fixados com liquidez diária (como Tesouro Selic ou CDEs de grandes bancos) para aportar no mercado acionário nos momentos de correção exagerada. Acompanhe a Curva de DI: Fique atento aos contratos de juros futuros de médio e longo prazo, pois eles indicam a expectativa do mercado para o custo do capital corporativo nos próximos trimestres. Leia mais Bitcoin Hoje: Vale a Pena Investir com a Selic a 14%? Dow Jones Futuro Recua com Disparada do Petróleo e Impasse Diplomático entre EUA e Irã Salário Mínimo Acima de R$ 1.870 em São Paulo? Quem Tem Direito e Como Funciona Estratégia de Renda: As ações que pagam mais de 14% e superam a barreira da Selic Mega-Sena hoje (18) com prêmio de 45 milhões: veja como jogar online e o valor do rendimento mensal do prêmio Lotofácil acumulou R$ 5 milhões e sorteia hoje (18); confira regras, custos e probabilidades IBC-Br cai 0,6% e mercado aposta em cortes da Selic Os tentáculos da Chery: conheça os alvos das novas marcas chinesas de carro que vêm ao Brasil Para compartilhar:
A eleição também começou no mercado: o que faz preço agora na Bolsa e no dólar
Guerra e eleições ameaçam desempenho do Ibovespa, diz Ágora 33:59 Expectativa de ajuste fiscal e temporada de balanços entram no radar, enquanto cenário externo segue como fonte de volatilidade, afirma Dalton Gardiman. Crédito: Marilia Almeida Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você Gerando resumo Abrir o resumo A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente no domingo (16), mas, no mercado financeiro, a disputa já chegou aos preços. Depois de meses em que o fluxo estrangeiro e o cenário internacional ajudaram a deixar a política doméstica em segundo plano, investidores voltam as atenções para as eleições — e, principalmente, para o que os candidatos sinalizam sobre o futuro das contas públicas. PUBLICIDADE A mudança ocorre em um momento de piora dos ativos brasileiros. O Ibovespa acumula 10 pregões consecutivos e mais de 6% de baixa em agosto, enquanto investidores estrangeiros já retiraram R$ 15,6 bilhões da B3 no mês. No câmbio, o dólar voltou à região de R$ 5,20, distante das mínimas próximas de R$ 4,90 vistas entre abril e maio. “O início oficial das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro reforça a percepção de que a volatilidade tende a permanecer elevada nos próximos meses, especialmente diante das dúvidas sobre o ajuste fiscal que será implementado pelo próximo governo”, diz Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora. “A eleição passa a ocupar espaço cada vez maior na precificação dos ativos.” Publicidade A palavra para os próximos meses, ao menos até outubro, deve ser volatilidade. Um levantamento da Economatica mostra que as eleições presidenciais de anos anteriores não seguiram um padrão de retorno. Em 2022, o Ibovespa subiu 0,90% no período entre o início da campanha eleitoral, em agosto, e o segundo turno das eleições, no fim de outubro. Em 2018, a alta foi de 11,59%. Em 2014, o índice caiu 11,14%. Saída dos estrangeiros evidencia mau humor doméstico Não é novidade que anos de eleições presidenciais no Brasil sejam marcados por grande oscilação nas cotações. Mas, em 2026, até pouco tempo, o tema era só um plano de fundo graças a um cenário macro global mais positivo. Publicidade Ao longo do primeiro e do início do segundo trimestre, o forte fluxo de capital estrangeiro que entrou na B3, incentivado por um movimento global de rotação dos portfólios para mercados além dos Estados Unidos e pela perspectiva de queda de juros, sustentou ganhos expressivos na Bolsa e certa valorização do real. Augusto Parente, especialista em Investimentos e fundador da AW Capital, lembra que o Ibovespa estava precificado bem abaixo dos pares e o bom desempenho fazia com que as eleições não fossem tão comentadas assim pelos investidores. Mas o cenário mudou. Lá fora, o capital internacional voltou a se direcionar de volta para os EUA, com foco nas teses de inteligência artificial. Publicidade Bolsa acumula sequência de pregões negativos, com saída de capital estrangeiro e aversão a risco no mercado local. (Imagem: Adobe Stock) Em agosto, a retirada de R$ 15,6 bilhões da B3 é a maior saída mensal desde janeiro de 2022. Sem o impulso externo, a postura mais cautelosa do investidor local ficou mais evidente. Para Parente, o humor por aqui piorou após a notícia de que o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) teria negociado milhões de reais com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. “Desde o mês de abril, quando o Ibovespa renovou a máxima histórica em 199 mil pontos, o cenário mudou. E, desde a notícia do Flavio Bolsonaro e o Daniel Vorcaro, o mercado começou a reprecificar as eleições”, destaca Parente. Publicidade Foco no fiscal PUBLICIDADE Na Faria Lima, a candidatura de Flávio Bolsonaro é vista com maior incerteza ao longo dos meses. As pesquisas de intenção de voto mostram alguma vantagem do atual presidente Lula (PT) no primeiro e no segundo turno – uma chance de reeleição que, entre os economistas, é vista com maior cautela. Leia também Como ministros de Lula 3 sinalizam ao mercado propostas de Lula 4 para enfrentar problema fiscal Mercado vê ‘guerra fria’ entre Durigan e Moretti, que apontam caminhos distintos para ajuste fiscal O tema primordial, explica o especialista, é o ajuste fiscal - a necessidade do País em reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública, promovendo reformas e reduzindo os gastos. Publicidade “Esse é o ponto central de toda eleição e da comunicação dos candidatos”, diz Parente. “Conforme apresentam soluções viáveis e convencem o mercado de que possuem um plano robusto para ajustar a trajetória da dívida pública, tanto Ibovespa quanto dólar e juros tendem a ter uma performance positiva. Isso porque o juro de longo prazo está indexado à capacidade de ajuste fiscal que o governo pode fazer.” Como mostramos aqui, o ajuste fiscal após as eleições será determinante para que o Brasil avance no rating soberano e reconquiste o grau de investimentos pelo Moody’s. Esse é o tema que mais deve fazer preço no mercado este ano, diz Daniel Abrahão, economista do Grupo Fatorial. Na sua visão, a atenção dos investidores está concentrada na condução das contas públicas. Publicidade Nesse sentido, qualquer medida ou promessa de campanha relacionada a gastos, arrecadação e reformas estruturais tende a impactar mais os ativos de investimento do que outros pontos da disputa eleitoral. “Para 2026, importa menos quem vence e mais o que sinaliza sobre gestão fiscal e reforma estrutural.” afirma Abrahão ‘A presidência está enfraquecida’, diz Marcos Lisboa sobre crise fiscal no Brasil 2:20 Estadão discute os desafios econômicos do Brasil a partir de 2027, quando terá início um novo mandato presidencial. Crédito: TV Estadão Maior volatilidade na Bolsa e no dólar Com a saída do capital internacional e as eleições ganhando espaço no radar, o índice da B3 já está perto de apagar todos os ganhos vistos nos primeiros meses do ano. Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, explica que a tendência de curto prazo segue incerta, com tendência de maior cautela com a Bolsa e o real, enquanto os juros longos permanecem pressionados pelo risco fiscal e eleitoral. Publicidade “A queda recente do Ibovespa e a valorização do dólar indicam que parte desse risco já está sendo incorporada aos preços, mas o ambiente ainda favorece movimentos bruscos e seletividade nos ativos domésticos”, diz. Além da Bolsa, outro ativo que deve deixar ilustrar essa dinâmica é o câmbio. Desde junho, o dólar voltou a superar a casa dos R$ 5,20 e segue oscilando neste patamar desde então. A cotação ainda tem queda perto de 5% no acumulado do ano, mas já está longe da mínima, de R$ 4,90, registrada entre abril e maio. Se naqueles meses era possível ver parte do mercado acreditando que o câmbio encerraria 2026 abaixo dos R$ 5, hoje a projeção tornou-se incomum. Publicidade O Goldman Sachs é um exemplo. O banco revisou na última semana suas estimativas para a taxa de câmbio no curto prazo, justificando que a proximidade das eleições presidenciais deve adicionar volatilidade ao real, ainda que o alto nível de juros no País dê espaço para uma apreciação da moeda. A projeção do Goldman para o dólar em três meses passou de R$ 4,90 para R$ 5,20, enquanto a expectativa para seis meses subiu de R$ 5,00 para R$ 5,10. “Esperamos que o real seja sensível não apenas às probabilidades implícitas de diferentes resultados eleitorais, mas também ao que isso significaria para a política fiscal”, afirma o banco. “É difícil que a taxa de câmbio volte a ficar abaixo de R$ 5, a menos que haja clareza sobre a consolidação fiscal pós-eleição.” Para Jaqueline Neo, especialista em câmbio da be.smart, novas informações sobre as eleições e sobre o fiscal vão continuar gerando impacto relevante na moeda. “O câmbio tem incorporado um prêmio de risco maior e, por isso, deve continuar apresentando volatilidade.” O que o investidor deve fazer (ou não fazer) Se os próximos meses prometem volatilidade, por parte dos investidores é preciso ampliar a cautela. Especialistas têm apontado dificuldade em fazer projeções graças à binariedade do cenário futuro – que não tem a ver com a vitória de um candidato ou outro, mas sim com a chance de o País realizar ou não o ajuste fiscal. Augusto Parente, da AW Capital, destaca que é importante que o investidor não faça alocações que não estejam em linha com o seu perfil de risco, justamente por causa da volatilidade mais elevada. “Uma alocação muito grande em um único ativo pode desbalancear a carteira e prejudicar os retornos”, diz. Essa também é a opinião de Daniel Abrahão, do Grupo Fatorial. Para o economista, a principal cautela para o investidor neste semestre é evitar mudanças bruscas de carteira motivadas pelo noticiário político. Ele defende que a estratégia deve continuar baseada em perfil de risco, horizonte de investimento e objetivos financeiros. “Quem tem necessidade de liquidez no curto prazo não deveria estar exposto a essa volatilidade, independentemente do momento de mercado”, afirma. “Um investidor com planejamento sólido, carteira diversificada e horizonte adequado não precisa se preocupar com ciclos eleitorais. A estratégia fundamental não muda, e os ajustes, quando houver, devem ser apenas táticos.”
Dólar hoje sobe com tensão no Oriente Médio e juros no radar
Combinação de incertezas geopolíticas e expectativas para a política monetária mantém os investidores mais cautelosos Publicidade O dólar à vista opera em alta ante o real nesta terça-feira (18), em meio à cautela dos investidores com a possibilidade de uma escalada da guerra no Oriente Médio e aos efeitos do conflito sobre os preços do petróleo e a inflação. Ao mesmo tempo, o mercado reduz suas apostas em aumentos de juros. A combinação de incertezas geopolíticas e expectativas para a política monetária mantém os investidores mais cautelosos nesta sessão. Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial Qual foi a cotação do dólar hoje? Às 9h07, o dólar à vista operava em alta de 0,13%, aos R$ 5,208 na venda. O contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,04% na B3, aos R$ 5,224. Dólar comercial Compra: R$ 5,208 Venda: R$ 5,208 O que acontece com dólar? Os dados das últimas semanas apontam para uma economia americana mais fraca, incluindo perdas inesperadas de empregos no mês passado e índices de inflação moderados, levando os investidores a reduzir as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve dos EUA. Segundo a ferramenta FedWatch da CME, os investidores esperam uma probabilidade de 35% de aumento da taxa de juros na reunião de setembro do Fed, em comparação com 52% na semana passada. No entanto, os analistas permanecem cautelosos quanto à trajetória da inflação, com o Estreito de Ormuz, de importância crucial, ainda praticamente fechado e o conflito entre EUA e Irã em ebulição. O Irã afirmou que passará a adotar uma postura militar “totalmente ofensiva” porque os esforços para negociar um fim permanente à guerra estagnaram, disse à Reuters um alto funcionário iraniano, enquanto Washington descartava a possibilidade de estender o acordo de cessar-fogo firmado em junho. O conflito, que já dura mais de cinco meses, alimentou preocupações inflacionárias e alterou drasticamente as perspectivas para as taxas de juros globais. O aumento das preocupações na terça-feira ajudou a conter parte das perdas do dólar por meio da busca por ativos de refúgio, com o índice do dólar, que mede a moeda americana em relação a outras moedas, sendo negociado 0,1% mais alto, a 99,62. (Com Reuters)