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FBI pode ter pista do hacker que roubou 1.082 BTC da Coldcard
Hacker 18/08/2026

FBI pode ter pista do hacker que roubou 1.082 BTC da Coldcard

Primeira onda do ataque à Coldcard drenou 1.082,65 BTC em endereço único Block identificou provedor de dados on-chain usado pelo atacante nas varreduras Bug de entropia de 2021 reduziu chaves privadas a 40 bits em modelos antigos A caçada ao responsável pelo maior roubo já registrado contra carteiras Coldcard ganhou um capítulo decisivo. Segundo investigação conduzida pela Block, empresa de Jack Dorsey por trás da carteira Bitkey, autoridades podem já ter em mãos a identidade de quem drenou 1.082,65 BTC na primeira e maior onda de saques ocorrida em julho de 2026. A pista veio de um detalhe operacional. Clay Garrett, líder de engenharia do Bitkey, publicou que a equipe rastreou padrões incomuns nas varreduras on-chain feitas pelo atacante. O caminho levou a uma conta paga em um provedor conhecido de dados de blockchain, cujos logs internos bateram com o fluxo do ataque com “especificidade extraordinária”, incluindo número, sequência e tempo entre requisições. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE 1.082 BTC parados em três endereços Os bitcoins da primeira onda seguem intocados. O montante está concentrado em três endereços monitorados por centenas de engenheiros e, provavelmente, pela FBI. O fato de o atacante não ter tentado lavar os recursos alimenta a expectativa de que um clawback possa ser tentado caso a identidade seja confirmada judicialmente. O quadro geral é mais amplo. Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy Research, cruzou análise on-chain com relatos voluntários de vítimas e estimou perdas confirmadas acima de 1.800 BTC distribuídos por mais de 5.000 endereços. Em dólares, o prejuízo passa de US$ 118 milhões — equivalente a aproximadamente R$ 614 milhões pela cotação atual do dólar em R$ 5,2074. Ondas posteriores, menores, sugerem que outros atores podem ter feito engenharia reversa do mesmo espaço fraco de sementes após a divulgação pública. Thorn afirmou publicamente que “a identidade do atacante da onda 1 pode ser conhecida pelas autoridades” e sinalizou que a segunda onda, com cerca de 76 BTC adicionais, apresenta padrão semelhante — potencialmente o mesmo operador. Bug de entropia de 2021 abriu o caminho A falha explorada nasceu em 1º de março de 2021, em um commit chamado “First pass w/ libNgU”. A alteração substituiu bibliotecas criptográficas herdadas da Trezor pela nova libngu e reconfigurou a geração de sementes. O objetivo era usar o gerador de números aleatórios verdadeiro do hardware STM32. O que aconteceu foi outra coisa: a chamada foi redirecionada para o PRNG por software Yasmarang do MicroPython. O resultado foi um colapso silencioso de entropia. Sementes em modelos mais antigos, como o MK2, ficaram com aproximadamente 40 bits de aleatoriedade — um espaço de busca ao alcance de hardware moderno. Modelos mais novos ficaram em torno de 72 bits. Firmware afetado circulou de 2021 até o patch de julho de 2026, deixando milhares de usuários vulneráveis por anos sem saber. Teoria do “retirement attack” perde força Parte da comunidade levantou a hipótese de inside job, alimentada por um post da própria Coinkite de 2021 definindo “retirement attack” como o cenário em que fabricantes plantam um bug de entropia para saque posterior. A investigação pública, porém, aponta em direção diferente. O commit foi assinado com a chave GPG pessoal de Peter D. Gray, cofundador e CTO da Coinkite — comportamento incompatível com um ataque premeditado de longo prazo. Além disso, os fundos foram concentrados em poucos endereços rastreáveis, e os fundadores da empresa seguem publicamente ativos, lançando firmware corrigido e assistindo migrações. No caso da QuadrigaCX, referência histórica de golpe interno na indústria, o fundador Gerald Cotten foi dado como morto na Índia em 2018, pouco depois do sumiço de quase 170 milhões de dólares canadenses. Para o investidor brasileiro que usa carteiras frias, o episódio reforça um ponto sensível. O ranking de cold wallets ganha peso conforme incidentes como este e as falhas recentes em firmware da BitBox se acumulam. Auditar firmware, rotacionar sementes geradas em versões suspeitas e considerar carteiras multi-fornecedor tornou-se prática defensiva básica — especialmente em um mercado onde 29 milhões de brasileiros já compraram cripto, segundo o Datafolha. O comunicado oficial da Coinkite orienta a migração imediata de fundos. A onda 3 do ataque continua ativa.

Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista)
UOL - Notícias 17/08/2026

Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista)

BBC Travel A pesquisa Expat Insider 2026, da InterNations (uma comunidade global de pessoas que moram e trabalham no exterior), avaliou 31 países, em termos de qualidade de vida, facilidade de adaptação, possibilidades de trabalho, finanças pessoais e as necessidades básicas do dia a dia, como moradia e serviços digitais. Entre os vencedores deste ano, as avaliações de cordialidade e custo de vida foram as que causaram maiores impactos. Sete dos dez primeiros destinos também ficaram entre os lugares mais fáceis para se estabelecer. E cinco eram os líderes mundiais no quesito de finanças pessoais. Brasil figura entre os melhores países para morar em 2026 - Getty Images via BBC A BBC conversou com expatriados dos cinco primeiros colocados, para saber por que eles se mudaram para aqueles países, como se adaptaram e o que os possíveis novos moradores devem saber antes de viajar. 1.PANAMÁ O Panamá ocupa a liderança da pesquisa pelo terceiro ano consecutivo. O país foi o primeiro colocado nos índices de Trabalho no Exterior e Finanças Pessoais. Dentre os imigrantes pesquisados residentes no país, 87% estão felizes com a vida no exterior, em comparação com a média global de 70%. E 90% afirmam que é fácil encontrar moradia. Ariel Barrionuevo se mudou da Argentina para o litoral panamenho do Caribe oito anos atrás. Ele passou rapidamente a ter um sono mais profundo, acordar descansado e se sentir mais presente. "Percebi que não era porque eu estava de férias, mas porque este lugar tem um ritmo próprio", conta Barrionuevo. Agora, ele é diretor do Hotel La Coralina Island House, na ilha Colón. Seu dia típico inclui uma parada à beira-mar, caminhar pelo jardim tropical e ouvir o canto dos pássaros. "É um ritual simples, mas me lembra, todos os dias, por que decidi morar aqui", ele conta. Barrionuevo acha o custo de vida no Panamá mais baixo que na Argentina e destaca a estabilidade econômica, que faz com que o planejamento e os negócios sejam mais previsíveis. Panamá é o único país da América Central entre os dez escolhidos para estrangeiros em 2026 - Getty Images via BBC Reza Motalebpour se mudou do Canadá para a Cidade do Panamá em 2026. Ela conta que o trabalho remoto é fácil, com internet confiável disponível em casa e nos espaços de co-working. Motalebpour também percebeu que os serviços bancários são simples, especialmente porque a economia do país é dolarizada. A taxa de câmbio pode inicialmente fazer os custos parecerem altos para os canadenses. Mas ela explica que as contas dos serviços essenciais, prêmios de seguro e impostos sobre imóveis no Panamá são relativamente baixos. Com isso, o custo de vida em geral ainda é favorável. A vida no Panamá também tem seus atropelos. Barrionuevo menciona as entregas demoradas e o clima, que pode reverter rapidamente os planos na ilha onde ele mora. Mas ele não se arrepende de ter escolhido um estilo de vida mais lento. E incentiva os visitantes ou possíveis imigrantes a tomar a mesma decisão. Barrionuevo recomenda visitar Bluff Beach, comprar frutas frescas em uma barraca à beira da estrada e passar a tarde observando os surfistas em Paunch Beach. "Cheguei pensando que estava me mudando para um destino bonito", ele conta. "Agora, na verdade, vejo que estava adotando uma forma de vida diferente, que valoriza o tempo e não a velocidade, as experiências e não as posses e a conexão, não a atividade constante." 2.MÉXICO Em primeiro lugar no quesito Facilidade de Acomodação, o México ocupa o segundo lugar geral e segue sendo o país mais fácil do mundo para que os expatriados se sintam em casa. Fazer amigos locais é fácil para 73% dos pesquisados, bem acima da média global de 39%. O círculo social é majoritariamente local para duas vezes a média global dos expatriados. "Fiz amigos melhores no exterior do que eu tinha em Chicago", afirma Kirsten Raccuia, responsável pelo blog de expatriados Sand in My Curls. Ela e seu marido se mudaram dos Estados Unidos para Puerto Vallarta, no oeste do México, em 2022. Eles dizem que o senso de comunidade e o baixo custo de vida os mantiveram naquele local. Praia de Puerto Vallarta, no México, é um dos destinos naturais do país da América do Norte - Getty Images via BBC Raccuia conta que os tacos de rua custam cerca de um dólar (R$ 5,20) e uma recente cirurgia de emergência de retirada de apêndice, incluindo a internação hospitalar, custou menos de US$ 4 mil (R$ 20,8 mil), um valor inimaginável nos Estados Unidos. Para vivenciar melhor a cidade, Raccuia recomenda tomar café da manhã nos mercados locais e visitar a praia no domingo, quando as famílias se reúnem. "Sim, é coisa de turista, mas os moradores locais também fazem", segundo ela. Uma ressalva: o México ficou em 25° lugar em segurança entre os 31 países pesquisados, com 68% dos expatriados avaliando positivamente sua segurança pessoal. A média global é de 81%. 3.TAILÂNDIA Terceira colocada em geral, a Tailândia recebe os expatriados mais felizes do mundo —86% deles relatam satisfação com a vida no exterior. O país também recebeu a maior avaliação da pesquisa no quesito custo de vida, Foram 85% de opiniões positivas, mais que o dobro da média global. "Nós quatro comemos pelo equivalente a cerca de US$ 1,35" (R$ 7), conta Bethan Jeentipraphet, relembrando sua primeira refeição de rua na capital tailandesa, Bancoc. A britânica mãe de dois filhos se mudou de Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 2024, com seu marido tailandês. A intenção era ficar um ano, mas, "depois de duas semanas, eu sabia que não iria voltar". Jeentipraphet afirma que o sistema educacional da Tailândia transformou seu filho. "O respeito é enorme na cultura tailandesa e os estudantes, aqui, certamente têm o máximo respeito pela educação", ela conta. "Ele é uma criança totalmente nova." O custo de vida da Tailândia foi bem avaliado, com elogios também à comida, cultura e qualidade de vida do país - Getty Images via BBC Aaron Henry se mudou de Los Angeles, nos Estados Unidos, 11 anos atrás. Para ele, Bancoc se modernizou sem mudar sua cultura. "A cidade preservou os aspectos únicos da cultura tailandesa e, especialmente na última década, explodiu em termos de cozinha internacional, parques excepcionais, galerias de arte e shopping centers de luxo", descreve Henry. Ele recomenda caminhar pelos bairros que recebem menos turistas, como Ari e Phra Khanong, para observar a cidade como fazem os moradores. Jeentipraphet recomenda que os recém-chegados se esforcem para compreender e respeitar os costumes locais, retirando os sapatos antes de entrar nas casas e ouvindo de pé, respeitosamente, o hino nacional, executado em público todos os dias, às 8 e às 18 horas. "Para os expatriados dispostos a adotar a cultura tailandesa e incorporar as normas culturais, a Tailândia pode ser um lugar extremamente recompensador para se viver." 4.EMIRADOS ÁRABES UNIDOS Com altas notas em Perspectivas de Carreira e Necessidades Básicas para Expatriados (incluindo vistos e idioma), os moradores internacionais acomodam sua vida e constroem suas carreiras nos Emirados Árabes Unidos com facilidade. A InterNations realizou a pesquisa em fevereiro e março de 2026, pouco antes e depois do início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Por isso, os resultados refletem seus impactos apenas parcialmente. Mas os expatriados que continuam morando nos Emirados afirmam que, apesar de alguns ajustes, a vida continuou praticamente inalterada. "O dia a dia em Dubai parece normal", segundo a consultora de imagem Michelle Sterling. Ela divide seu tempo entre Dubai e os Estados Unidos, mas, atualmente, prefere os Emirados. "Para mim, Dubai oferece um estilo de vida que parece mais seguro, mais confortável e mais barato." Os mercados do bairro tradicional de Bur Dubai e seus restaurantes mostram melhor o dia a dia da cidade aos visitantes - Getty Images via BBC Nikita Oruganty se mudou de Londres para Dubai no início deste ano, para trabalhar em comunicações. Ela conta que o ambiente acolhedor continua fazendo dos Emirados Árabes Unidos um país atraente. "Outros países estão dificultando as regras de imigração, mas os EAU sempre receberam bem os expatriados", afirma ela. Oruganty reconhece como as autoridades do país tratam da segurança e das comunicações durante períodos de incerteza. "Esta sensação de estabilidade é muito importante quando se vive no exterior, sem a proximidade da sua família", ela conta. Para observar como os moradores realmente vivem, Oruganty recomenda passar pelo menos um dia longe da versão de luxo da cidade, andar de metrô na hora do rush, caminhar pelos bairros tradicionais de Bur Dubai e Deira, cruzar Dubai Creek de abra (a balsa de madeira tradicional) e comer em um pequeno restaurante indiano, filipino ou libanês. "É ali que você observa o dia a dia de Dubai, muito mais comum do que sugere sua imagem internacional", explica ela. Além de Dubai, a expatriada britânica Sharon Mckernan mora em Ras Al Khaimah há oito anos e nunca pensou em voltar. "Gosto do ritmo de vida simples e prático", segundo ela. "Não existe a correria constante, o tráfego é menor e, geralmente, há menos complicações diárias, o que nos oferece mais tempo com a família para ir à piscina, à praia ou visitar as montanhas por aqui." Mckernan também destaca que a assistência médica é rápida e eficiente e que fez amigos com facilidade, com pessoas de todo o mundo. Para os visitantes, ela sugere observar o pôr do sol em Jebel Jais, a montanha mais alta dos Emirados Árabes Unidos, ou visitar a aldeia histórica de Al Jazirah Al Hamra. "Ela oferece um lado dos Emirados que é diferente e relativamente desconhecido da maioria", segundo ela. 5. BRASIL O Brasil aparece pela primeira vez entre os cinco primeiros, após ocupar a 15ª posição no ano passado. O país contou com altas avaliações de felicidade, facilidade de acomodação, cordialidade e cultura local. E muitos expatriados afirmam que o calor humano das pessoas faz com que eles se sintam em casa. "Você pode encontrar alguém pela primeira vez na quinta-feira e ir à casa daquela pessoa no sábado comer churrasco", conta Clint Manning. Ele se mudou de Barbados para São Paulo para abrir o seu negócio. "Como vim de Barbados, onde tive um estilo de vida similar, parece muito com a minha casa, mas em escala muito maior." O Ibirapuera, em São Paulo, é um dos maiores parques urbanos da América Latina - Getty Images via BBC Manning relembra que nem todas as pessoas falam inglês no Brasil, o que ele considera uma vantagem. "Para alguém realmente interessado em aprender o idioma, é uma experiência fantástica, pois você é forçado a se comunicar em português por necessidade", conta ele. "Fiquei fluente com muito mais rapidez do que se estivesse tentando aprender dinamarquês ou alemão, na Dinamarca ou na Alemanha." Em São Paulo, Manning recomenda aos estrangeiros visitar os bares e padarias da Vila Madalena e da Bela Vista, comer sushi no bairro japonês da Liberdade e praticar atividades físicas no parque do Ibirapuera, um dos maiores da América Latina. Mas, mais do que qualquer local ou cenário, os expatriados afirmam que os moradores locais criam a melhor sensação de pertencimento. "Eles são verdadeiramente interessados e curiosos para me conhecer e fazer com que eu me sinta incluído desde o princípio", conta Chris Kohl, que morou em São Paulo por 12 anos. "Em vez de fazerem com que eu me sentisse um estrangeiro, os brasileiros me fizeram sentir pertencimento." Os 10 melhores países para estrangeiros morarem em 2026 são Panamá, México, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, Brasil, Espanha, Singapura, Portugal, Malásia e Luxemburgo Texto publicado originalmente aqui.

Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista)
BBC Brasil 17/08/2026

Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista)

Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista) Crédito, Reuters Author, Lindsey Galloway Role, BBC Travel Published 17 agosto 2026, 16:59 -03 Atualizado Há 7 minutos Tempo de leitura: 9 min A pesquisa Expat Insider 2026, da InterNations (uma comunidade global de pessoas que moram e trabalham no exterior), avaliou 31 países, em termos de qualidade de vida, facilidade de adaptação, possibilidades de trabalho, finanças pessoais e as necessidades básicas do dia a dia, como moradia e serviços digitais. Entre os vencedores deste ano, as avaliações de cordialidade e custo de vida foram as que causaram maiores impactos. Sete dos 10 primeiros destinos também ficaram entre os lugares mais fáceis para se estabelecer. E cinco eram os líderes mundiais no quesito finanças pessoais. A BBC conversou com expatriados dos cinco primeiros colocados, para saber por que eles se mudaram para aqueles países, como se adaptaram e o que os possíveis novos moradores devem saber antes de viajar. 1. Panamá O Panamá ocupa a liderança da pesquisa pelo terceiro ano consecutivo. O país foi o primeiro colocado nos índices de Trabalho no Exterior e Finanças Pessoais. Dentre os imigrantes pesquisados residentes no país, 87% estão felizes com a vida no exterior, em comparação com a média global de 70%. E 90% afirmam que é fácil encontrar moradia. Ariel Barrionuevo se mudou da Argentina para o litoral panamenho do Caribe oito anos atrás. Ele passou rapidamente a ter um sono mais profundo, acordar descansado e se sentir mais presente. "Percebi que não era porque eu estava de férias, mas porque este lugar tem um ritmo próprio", conta Barrionuevo. Agora, ele é diretor do Hotel La Coralina Island House, na ilha Colón. Seu dia típico inclui uma parada à beira-mar, caminhar pelo jardim tropical e ouvir o canto dos pássaros. "É um ritual simples, mas me lembra, todos os dias, por que decidi morar aqui", ele conta. Barrionuevo acha o custo de vida no Panamá mais baixo que na Argentina e destaca a estabilidade econômica, que faz com que o planejamento e os negócios sejam mais previsíveis. Crédito, Getty Images Legenda da foto, Reza Motalebpour elogia a facilidade de trabalhar remotamente na Cidade do Panamá Reza Motalebpour se mudou do Canadá para a Cidade do Panamá em 2026. Ela conta que o trabalho remoto é fácil, com internet confiável disponível em casa e nos espaços de co-working. Motalebpour também percebeu que os serviços bancários são simples, especialmente porque a economia do país é dolarizada. A taxa de câmbio pode inicialmente fazer os custos parecerem altos para os canadenses. Mas ela explica que as contas dos serviços essenciais, prêmios de seguro e impostos sobre imóveis no Panamá são relativamente baixos. Com isso, o custo de vida em geral ainda é favorável. A vida no Panamá também tem seus atropelos. Barrionuevo menciona as entregas demoradas e o clima, que pode reverter rapidamente os planos na ilha onde ele mora. Mas ele não se arrepende de ter escolhido um estilo de vida mais lento. E incentiva os visitantes ou possíveis imigrantes a tomar a mesma decisão. Barrionuevo recomenda visitar Bluff Beach, comprar frutas frescas em uma barraca à beira da estrada e passar a tarde observando os surfistas em Paunch Beach. "Cheguei pensando que estava me mudando para um destino bonito", ele conta. "Agora, na verdade, vejo que estava adotando uma forma de vida diferente, que valoriza o tempo e não a velocidade, as experiências e não as posses e a conexão, não a atividade constante." 2. México Em primeiro lugar no quesito Facilidade de Acomodação, o México ocupa o segundo lugar geral e segue sendo o país mais fácil do mundo para que os expatriados se sintam em casa. Fazer amigos locais é fácil para 73% dos pesquisados, bem acima da média global de 39%. O círculo social é majoritariamente local para duas vezes a média global dos expatriados. "Fiz amigos melhores no exterior do que eu tinha em Chicago", afirma Kirsten Raccuia, responsável pelo blog de expatriados Sand in My Curls. Ela e seu marido se mudaram dos Estados Unidos para Puerto Vallarta, no oeste do México, em 2022. Eles dizem que o senso de comunidade e o baixo custo de vida os mantiveram naquele local. Crédito, Getty Images Legenda da foto, As praias e o forte senso de comunidade de Puerto Vallarta, no oeste do México, fizeram do local uma escolha popular entre os estrangeiros Raccuia conta que os tacos de rua custam cerca de um dólar (R$ 5,20) e uma recente cirurgia de emergência de retirada de apêndice, incluindo a internação hospitalar, custou menos de US$ 4 mil (cerca de R$ 20,8 mil), um valor inimaginável nos Estados Unidos. Para vivenciar melhor a cidade, Raccuia recomenda tomar café da manhã nos mercados locais e visitar a praia no domingo, quando as famílias se reúnem. "Sim, é coisa de turista, mas os moradores locais também fazem", segundo ela. Uma ressalva: o México ficou em 25° lugar em segurança entre os 31 países pesquisados, com 68% dos expatriados avaliando positivamente sua segurança pessoal. A média global é de 81%. 3. Tailândia Terceira colocada em geral, a Tailândia recebe os expatriados mais felizes do mundo — 86% deles relatam satisfação com a vida no exterior. O país também recebeu a maior avaliação da pesquisa no quesito Custo de Vida, Foram 85% de opiniões positivas, mais que o dobro da média global. "Nós quatro comemos pelo equivalente a cerca de US$ 1,35" (cerca de R$ 7), conta Bethan Jeentipraphet, relembrando sua primeira refeição de rua na capital tailandesa, Bangkok. A britânica mãe de dois filhos se mudou de Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 2024, com seu marido tailandês. A intenção era ficar um ano, mas, "depois de duas semanas, eu sabia que não iria voltar". Jeentipraphet afirma que o sistema educacional da Tailândia transformou seu filho. "O respeito é enorme na cultura tailandesa e os estudantes, aqui, certamente têm o máximo respeito pela educação", ela conta. "Ele é uma criança totalmente nova." Crédito, Getty Images Legenda da foto, O custo de vida da Tailândia foi bem avaliado, com elogios também à comida, cultura e qualidade de vida do país Aaron Henry se mudou de Los Angeles, nos Estados Unidos, 11 anos atrás. Para ele, Bangkok se modernizou sem mudar sua cultura. "A cidade preservou os aspectos únicos da cultura tailandesa e, especialmente na última década, explodiu em termos de cozinha internacional, parques excepcionais, galerias de arte e shopping centers de luxo", descreve Henry. Ele recomenda caminhar pelos bairros que recebem menos turistas, como Ari e Phra Khanong, para observar a cidade como fazem os moradores. Jeentipraphet recomenda que os recém-chegados se esforcem para compreender e respeitar os costumes locais, retirando os sapatos antes de entrar nas casas e ouvindo de pé, respeitosamente, o hino nacional, executado em público todos os dias, às 8 e às 18 horas. "Para os expatriados dispostos a adotar a cultura tailandesa e incorporar as normas culturais, a Tailândia pode ser um lugar extremamente recompensador para se viver." 4. Emirados Árabes Unidos Com altas notas em Perspectivas de Carreira e Necessidades Básicas para Expatriados (incluindo vistos e idioma), os moradores internacionais acomodam sua vida e constroem suas carreiras nos Emirados Árabes Unidos com facilidade. A InterNations realizou a pesquisa em fevereiro e março de 2026, pouco antes e depois do início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Por isso, os resultados refletem seus impactos apenas parcialmente. Mas os expatriados que continuam morando nos Emirados afirmam que, apesar de alguns ajustes, a vida continuou praticamente inalterada. "O dia a dia em Dubai parece normal", segundo a consultora de imagem Michelle Sterling. Ela divide seu tempo entre Dubai e os Estados Unidos, mas, atualmente, prefere os Emirados. "Para mim, Dubai oferece um estilo de vida que parece mais seguro, mais confortável e mais barato." Crédito, Getty Images Legenda da foto, Os mercados do bairro tradicional de Bur Dubai e seus restaurantes mostram melhor o dia a dia da cidade aos visitantes Nikita Oruganty se mudou de Londres para Dubai no início deste ano, para trabalhar em comunicações. Ela conta que o ambiente acolhedor continua fazendo dos Emirados Árabes Unidos um país atraente. "Outros países estão dificultando as regras de imigração, mas os EAU sempre receberam bem os expatriados", afirma ela. Oruganty reconhece como as autoridades do país tratam da segurança e das comunicações durante períodos de incerteza. "Esta sensação de estabilidade é muito importante quando se vive no exterior, sem a proximidade da sua família", ela conta. Para observar como os moradores realmente vivem, Oruganty recomenda passar pelo menos um dia longe da versão de luxo da cidade, andar de metrô na hora do rush, caminhar pelos bairros tradicionais de Bur Dubai e Deira, cruzar Dubai Creek de abra (a balsa de madeira tradicional) e comer em um pequeno restaurante indiano, filipino ou libanês. "É ali que você observa o dia a dia de Dubai, muito mais comum do que sugere sua imagem internacional", explica ela. Além de Dubai, a expatriada britânica Sharon Mckernan mora em Ras Al Khaimah há oito anos e nunca pensou em voltar. "Gosto do ritmo de vida simples e prático", segundo ela. "Não existe a correria constante, o tráfego é menor e, geralmente, há menos complicações diárias, o que nos oferece mais tempo com a família para ir à piscina, à praia ou visitar as montanhas por aqui." Mckernan também destaca que a assistência médica é rápida e eficiente e que fez amigos com facilidade, com pessoas de todo o mundo. Para os visitantes, ela sugere observar o pôr do sol em Jebel Jais, a montanha mais alta dos Emirados Árabes Unidos, ou visitar a aldeia histórica de Al Jazirah Al Hamra. "Ela oferece um lado dos Emirados que é diferente e relativamente desconhecido da maioria", segundo ela. 5. Brasil O Brasil aparece pela primeira vez entre os cinco primeiros, após ocupar a 15ª posição no ano passado. O país contou com altas avaliações de felicidade, facilidade de acomodação, cordialidade e cultura local. E muitos expatriados afirmam que o calor humano das pessoas faz com que eles se sintam em casa. "Você pode encontrar alguém pela primeira vez na quinta-feira e ir à casa daquela pessoa no sábado comer churrasco", conta Clint Manning. Ele se mudou de Barbados para São Paulo para abrir o seu negócio. "Como vim de Barbados, onde tive um estilo de vida similar, parece muito com a minha casa, mas em escala muito maior." Crédito, Getty Images Legenda da foto, O Ibirapuera, em São Paulo, é um dos maiores parques urbanos da América Latina Manning relembra que nem todas as pessoas falam inglês no Brasil, o que ele considera uma vantagem. "Para alguém realmente interessado em aprender o idioma, é uma experiência fantástica, pois você é forçado a se comunicar em português por necessidade", conta ele. "Fiquei fluente com muito mais rapidez do que se estivesse tentando aprender dinamarquês ou alemão, na Dinamarca ou na Alemanha." Em São Paulo, Manning recomenda aos estrangeiros visitar os bares e padarias da Vila Madalena e da Bela Vista, comer sushi no bairro japonês da Liberdade e praticar atividades físicas no parque do Ibirapuera, um dos maiores da América Latina. Mas, mais do que qualquer local ou cenário, os expatriados afirmam que os moradores locais criam a melhor sensação de pertencimento. "Eles são verdadeiramente interessados e curiosos para me conhecer e fazer com que eu me sinta incluído desde o princípio", conta Chris Kohl, que morou em São Paulo por 12 anos. "Em vez de fazerem com que eu me sentisse um estrangeiro, os brasileiros me fizeram sentir pertencimento." Os 10 melhores países para estrangeiros morarem em 2026

Aviso Legal sobre Câmbio: As cotações de câmbio são fornecidas para fins informativos e representam taxas de referência do mercado comercial (interbancário). Taxas para compra em casas de câmbio (turismo), transferências internacionais ou cartões de crédito podem incluir spread, IOF e outras tarifas operacionais.