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Atualizado: 2026-08-18 13:10:39
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Laura Cardoso era rigorosa e generosa, diz Walter Salles
São Paulo O diretor Walter Salles, que dirigiu Laura Cardoso em "Terra Estrangeira" (1995), disse que a atriz era "excepcional, rigorosa e generosa" e que ela "guardava a inquietação da juventude". A artista morreu na noite desta segunda (17) aos 98 anos de causas naturais. "Aprendemos muito com ela", acrescentou. No longa, o segundo dirigido por Walter, Laura faz uma participação como a costureira Manuela, moradora de um prédio ao lado do Minhocão, em São Paulo, que sofre um infarto ao descobrir pela TV que não teria acesso ao dinheiro economizado por décadas e guardado na poupança. A atriz Laura Cardoso posa para retrato na estreia do filme "Dona Rosinha", no Sesc Consolação, em São Paulo - Ronny Santos -12.fev.25/Folhapress "Terra Estrangeira" partia de um problema real vivido pelo Brasil cinco anos antes, quando o então presidente Fernando Collor de Mello anunciou o pacote econômico que chocou o país ao determinar, entre outras medidas, o bloqueio das cadernetas de poupança. A história prossegue com o protagonista Paco (Fernando Alves Pinto), transtornado com a morte da mãe, papel de Laura, e que aceita uma oferta para viajar a Portugal levando uma encomenda misteriosa. Em Lisboa, ele conhece a Alex, personagem interpretada por Fernanda Torres, uma garçonete incomodada com a discriminação que sofre como brasileira. O filme fez parte do movimento de retomada do cinema brasileiro. Além da TV e do teatro, a atriz também teve uma carreira consistente no cinema, com mais de 30 produções. "Terra Estrangeira" está entre os seus desempenhos mais conhecidos, além de outras produções como ao dar vida à Selma no drama psicológico "Através da Janela", de 2000, de Tatá Amaral. "Imensa Laura Cardoso - no teatro, no cinema, na TV. Foi um presente colaborar com ela em 'Terra Estrangeira'", disse Walter Salles em nota à coluna. Também diretora da produção, Daniela Thomaz afirmou que foi abençoada por ter Laura, uma "atriz de pura empatia e verdade", em seu primeiro longa. "Ela imantou o filme, deu profundidade à dor do Paco, interpretado pelo Fernando Alves Pinto. Laura foi uma atriz que ancorou os filmes que participou. Uma perda imensa", afirmou. Embora não tenha contracenado com Laura Cardoso no filme, Fernanda Torres disse guardar da atriz "o humor maravilhoso e a falta de estrelismo". "Uma joia, uma pérola, um exemplo de mulher e de artista."
Saiba como a alta do preço do petróleo pode influenciar a política monetária e a Selic
A cotação internacional do barril de petróleo voltou a subir nesta terça-feira (18/8), após forte alta no dia anterior. O preço do tipo Brent rompeu o patamar de US$ 91 — o maior em três semanas —, com o temor do mercado de intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã. Além dos bloqueios no Estreito de Ormuz, novos ataques a navios estão sendo registrados na região, o que reduz drasticamente a oferta global da commodity. As implicações da alta do petróleo no Brasil vão além do preço dos combustíveis no mercado interno. Podem impactar a inflação de várias formas, como o aumento de fretes marítimos nas rotas que vêm da Ásia, encarecendo insumos para a indústria e diversos produtos. "O petróleo próximo de US$ 90 cria um choque estagflacionário: aumenta preços ao mesmo tempo que reduz consumo e investimento. Se a energia mantiver a inflação americana resistente e os juros dos Estados Unidos elevados, o custo global do capital continuará pressionado, e uma pausa do Copom (Comitê de Política Monetária) será mais prudente”, alerta Antônio Patrus, diretor da Bossa Invest. Siga O TEMPO no Google e receba as principais notícias Seguir no Google Para ele, tentar neutralizar um choque de oferta com juros excessivos pode aprofundar a desaceleração da economia brasileira sem produzir uma queda proporcional da inflação. “Por isso, a trajetória internacional dos juros será tão importante quanto o IPCA brasileiro na decisão do Copom de setembro”, explica Patrus. A taxa atual da Selic é de 14%. “A questão decisiva não é apenas quanto o petróleo subiu, mas se esse choque altera a formação de preços da economia brasileira. A alta pode ser absorvida como um movimento temporário de combustíveis e fretes ou acabar incorporada a contratos, reajustes e expectativas. Como as expectativas de inflação no Brasil permanecem acima da meta, o Copom tem menos espaço para assumir esse risco de cortar juros. Mesmo com sinais recentes de desaceleração do IPCA, uma deterioração adicional das expectativas e das projeções no horizonte relevante poderia levar o Banco Central a interromper o ciclo de cortes em setembro para assegurar a convergência da inflação à meta”, adiciona Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos. Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, faz uma ressalva: “A desaceleração do IPCA e a perda de força da atividade ainda me parecem ter mais peso para a decisão de setembro do que o petróleo isoladamente, o que mantém espaço para um novo corte gradual da Selic. O barril acima de US$ 90 funciona hoje mais como um limitador da velocidade de flexibilização do que como razão suficiente para interromper o ciclo, porque o Copom não deveria responder ao efeito primário de um choque de oferta com juros excessivamente restritivos”. O ponto de inflexão, segundo Lima, seria uma persistência do petróleo em níveis elevados acompanhada de repasse ao câmbio, combustíveis, fretes e expectativas, contaminando núcleos e serviços. Nesse caso, uma pausa na queda da Selic passaria a ser justificável, já que o BC pode admitir uma convergência mais lenta da inflação à meta para evitar aprofundar desnecessariamente a desaceleração da economia. “O problema não é o barril perto de 91 dólares em si; é o que esse nível faz com as expectativas de inflação, e a própria ata do Copom distingue as duas coisas com precisão. O Comitê diz que não reage aos efeitos primários de um choque de oferta, mas que age com firmeza se aparecerem os efeitos de segunda ordem, que ocorrem quando a energia cara começa a contaminar outros preços, a mudar como a empresa forma preço, como o trabalhador negocia salário e como o investidor projeta a inflação dos próximos anos. É exatamente aí que está o risco real para a Selic”, explica André Matos, CEO da MA7 Capital. “O petróleo a US$ 90 aumenta o risco inflacionário, mas não muda automaticamente a política monetária. A autoridade monetária tende a reagir à transmissão desse choque para a inflação prospectiva, e não ao preço do barril isoladamente. Sem repasse persistente aos combustíveis, deterioração dos núcleos e das expectativas e efeitos de segunda ordem, o impacto tende a ser maior sobre a velocidade dos cortes do que sobre a direção da Selic. O efeito fiscal da subvenção pode ser mais relevante do que a cotação do Brent. Para a próxima decisão do Copom, o quadro é mais complexo do que o preço do petróleo. A atividade econômica mostra sinais de desaceleração, a despeito de uma pressão ainda vinda de serviços, e a inflação corrente melhorou, enquanto as expectativas para 2027 seguem desconfortáveis”, analisa também Cassio Viana de Jesus, diretor de Investimentos e Novos Negócios da Pilar Capital. Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco, completa: “A alta do petróleo eleva custos, mas também retira renda disponível de famílias e empresas, reduzindo a demanda. Como a Selic de 14% já desacelera crédito e atividade com defasagem, reagir ao primeiro efeito e ignorar o segundo pode levar a um aperto excessivo. Por isso, a desinflação doméstica deve prevalecer em setembro e sustentar um corte de 0,25 ponto percentual. O barril limita a sequência, mas não deveria interrompê-la sem repasses persistentes para outros preços”.
Dólar e Ibovespa Hoje: Mercado Abre Atento a Commodities e Juros Globais
Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 18/08/2026 - 11:52 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar Abertura dos negócios em São Paulo é marcada pela cautela dos investidores diante da volatilidade do petróleo no exterior e do peso da taxa Selic mantida em 14% ao ano. O que aconteceu Abertura em Monitoramento: O Ibovespa inicia os negócios desta terça-feira, 18 de agosto de 2026, buscando ritmo em meio ao cenário externo reticente e ao peso dos juros domésticos. Pressão no Câmbio: O dólar comercial registra oscilações frente ao real, reagindo à aversão global ao risco e ao movimento de busca por segurança nos mercados internacionais. Fator Commodities: A disparada das cotações do petróleo no exterior atua como vetor duplo, impulsionando petroleiras na B3, mas elevando o risco inflacionário global. Efeito Selic a 14%: O patamar elevado da taxa básica de juros continua atraindo capital para a renda fixa e limitando a liquidez no mercado de ações local. O Panorama da Abertura e o Comportamento do Câmbio Na manhã desta terça-feira, 18 de agosto de 2026, o mercado financeiro brasileiro iniciou suas operações sob um ambiente de clara seletividade. O índice Ibovespa abriu a sessão buscando ponto de equilíbrio, refletindo a postura defensiva adotada pelos agentes econômicos nas praças internacionais. O dólar comercial exibe flutuações nas primeiras horas de negócio, alinhando-se ao movimento do índice DXY, que mede a força da moeda norte-americana contra uma cesta de divisas globais. Em momentos de aumento das tensões geopolíticas e dúvidas sobre o ritmo da política monetária do Federal Reserve (Fed), o mercado tende a buscar liquidez na moeda americana, pressionando a cotação das moedas de países emergentes, como o real. Ademais, a curva de juros futuros no Brasil opera com ajuste de prêmios, acompanhando o relatório de projeções de inflação e a sinalização de firmeza do Banco Central na condução da política monetária. Commodities Globais e o Desafio da Renda Variável Local O desempenho das grandes empresas exportadoras listadas na B3 surge como o principal suporte do Ibovespa nas primeiras horas do dia. O avanço no preço do barril de petróleo no mercado internacional — impulsionado pelas instabilidades de oferta no Oriente Médio — atrai comprador para os papéis da Petrobras e de petroleiras juniores. Por outro lado, a oscilação do minério de ferro nas bolsas asiáticas dita o ritmo das ações da Vale e do setor siderúrgico. Entretanto, o apetite por risco do investidor doméstico continua travado pelo custo de oportunidade. Com a taxa Selic fixada em 14% ao ano, os títulos públicos atrelados ao CDI e à inflação continuam entregando retornos reais expressivos com baixo risco de crédito. Esse cenário de juros restritivos comprime o valuation das empresas voltadas ao consumo interno, varejo e construção civil, exigindo disciplina na alocação de capital na Bolsa de Valores. Guia do Investidor Em pregões marcados por ruídos externos e sensibilidade cambial, o investidor deve manter o foco na gestão de risco e na preservação de capital: Evite Reações Precipitadas na Abertura: Os primeiros 30 minutos de pregão costumam apresentar maior volatilidade devido ao ajuste de ordens pendentes. Aguarde a consolidação das tendências antes de alterar posições relevantes. Diversifique com Foco em Proteção (Hedge): Manter uma parcela do portfólio exposta ao dólar ou a empresas exportadoras ajuda a mitigar as perdas das ações focadas no mercado interno durante dias de estresse cambial. Aproveite a Renda Fixa de Alta Liquidez: Com a Selic a 14% ao ano, mantenha a reserva de oportunidade em ativos pós-fixados com liquidez diária (como Tesouro Selic ou CDEs de grandes bancos) para aportar no mercado acionário nos momentos de correção exagerada. Acompanhe a Curva de DI: Fique atento aos contratos de juros futuros de médio e longo prazo, pois eles indicam a expectativa do mercado para o custo do capital corporativo nos próximos trimestres. Leia mais Bitcoin Hoje: Vale a Pena Investir com a Selic a 14%? Dow Jones Futuro Recua com Disparada do Petróleo e Impasse Diplomático entre EUA e Irã Salário Mínimo Acima de R$ 1.870 em São Paulo? Quem Tem Direito e Como Funciona Estratégia de Renda: As ações que pagam mais de 14% e superam a barreira da Selic Mega-Sena hoje (18) com prêmio de 45 milhões: veja como jogar online e o valor do rendimento mensal do prêmio Lotofácil acumulou R$ 5 milhões e sorteia hoje (18); confira regras, custos e probabilidades IBC-Br cai 0,6% e mercado aposta em cortes da Selic Os tentáculos da Chery: conheça os alvos das novas marcas chinesas de carro que vêm ao Brasil Para compartilhar: