Resumo de Render Network (RENDER)
O criptoativo Render Network (RENDER) está sendo negociado a R$ 6,89 nesta data, acumulando uma variação de +1.99% nas últimas 24 horas. O intervalo de negociação no período oscilou entre a mínima de R$ 6,64 e a máxima de R$ 6,93.
Selo de Investimento: Cripto Sólida
🪙 Cripto SólidaO criptoativo RENDER atende a 6 de 7 critérios estruturais (85.7%), demonstrando maturidade de rede, alta liquidez global, consenso seguro e política monetária controlada.
Checklist de Robustez & Tokenomics (7 Critérios Essenciais)
Alta Liquidez Global (Volume > R$ 200M/dia)
Não atendeCapacidade de negociação institucional com alta profundidade no book e baixo slippage
Maturidade da Rede (> 4 anos)
AtendeHistórico comprovado atravessando múltiplos ciclos de mercado e halvings
Segurança de Consenso Comprovada
AtendeArquitetura de rede com algoritmo de consenso descentralizado e auditado
Utilidade & Infraestrutura Real
AtendeAtuação em setores produtivos do ecossistema cripto (exclui memecoins e tokens especulativos)
Grande Porte (Large Cap > U$ 3 Bi)
AtendeCapitalização robusta com aceitação institucional e dominância de mercado
Política Monetária Rígida / Deflacionária
AtendeProteção contra hiperinflação de tokens através de teto de emissão ou queima de taxas
Resiliência de Preço & Estabilidade 24h
AtendeComportamento de preços sem quedas abruptas atípicas superiores a 30% em 24 horas
Oscilação dos Últimos 12 Meses
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Banco vê potencial de alta de até 70 vezes para a Arbitrum até 2030, impulsionada pela Robinhood e pelo avanço da tokenização O Standard Chartered iniciou a cobertura da criptomoeda Arbitrum (ARB) com uma das projeções mais otimistas para o token: o banco estima que o ativo pode chegar a US$ 10 até o fim de 2030, cerca de 70 vezes o preço atual, na faixa de US$ 0,13 a US$ 0,14. A principal aposta está no avanço da tokenização e no uso da tecnologia da Arbitrum por instituições financeiras tradicionais, com destaque para a nova blockchain da Robinhood. O banco também traçou uma trajetória para os próximos anos. A projeção é de US$ 0,50 no fim de 2026, US$ 1,50 em 2027, US$ 3,50 em 2028, US$ 6,50 em 2029 e, finalmente, US$ 10 em 2030. Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, avalia que, nesse cenário, o ARB pode inclusive superar o desempenho do Bitcoin e do Ethereum no período. O Standard Chartered projeta, para comparação, o Bitcoin a US$ 100 mil no fim de 2026 e US$ 500 mil em 2030, enquanto o Ethereum poderia chegar a US$ 4 mil neste ano e US$ 40 mil no fim da década. A Arbitrum é conhecida principalmente como uma rede de segunda camada do Ethereum, criada para processar transações com mais velocidade e custos menores. Nos últimos anos, porém, o ecossistema ampliou sua estratégia e passou também a fornecer tecnologia para empresas criarem suas próprias blockchains, algo que o Standard Chartered considera central para a valorização futura do ARB. O token reagiu ao relatório e subia quase 7% em 24 horas, mesmo em um dia de queda mais ampla do mercado de criptomoedas. Robinhood vira peça central da aposta O principal exemplo citado pelo banco é a Robinhood Chain, blockchain lançada em 1º de julho usando a infraestrutura tecnológica da Arbitrum. Pelo modelo do Arbitrum Expansion Program (AEP), redes construídas com essa tecnologia e que liquidam fora da Arbitrum devolvem 10% de sua receita líquida de protocolo ao ecossistema. Segundo o Standard Chartered, o lançamento da Robinhood Chain elevou a receita mensal estimada da Arbitrum para aproximadamente US$ 5 milhões, mais de cinco vezes o nível registrado antes da estreia da rede. Nas duas primeiras semanas de setembro, a blockchain da Robinhood gerou em média US$ 2,8 milhões por dia em taxas, segundo cálculos do banco. Em julho, primeiro mês completo da operação, a Robinhood Chain pagou aproximadamente US$ 360 mil em taxas de licenciamento, equivalentes a 35% da receita da Arbitrum DAO no período. A própria Arbitrum Foundation confirmou que o programa de expansão exige o repasse de 10% da receita líquida das redes participantes. Para Kendrick, o desempenho inicial aumenta a chance de outras instituições financeiras seguirem o mesmo caminho. “O recente lançamento da Robinhood Chain demonstrou o potencial da Arbitrum para se tornar a escolha número um da TradFi ao levar ativos para blockchain”, escreveu o analista. O Standard Chartered acredita que essa tese ganhará força com a tokenização. O banco projeta que o mercado de ativos tradicionais tokenizados passe dos atuais cerca de US$ 340 bilhões para US$ 4 trilhões até o fim de 2028. Somente as ações tokenizadas poderiam atingir US$ 750 bilhões. A aposta é que bancos, corretoras e outras empresas não necessariamente usem apenas uma blockchain pública como a Arbitrum One, mas criem redes próprias sobre a tecnologia da Arbitrum — gerando taxas recorrentes para o ecossistema. A estratégia já vai além da Robinhood. A Arbitrum Foundation cita iniciativas envolvendo Mastercard, PayPal e LG, além de informar que a rede movimentou em média mais de US$ 70 bilhões por mês em transferências de stablecoins no primeiro semestre de 2026. Mas há um problema Apesar da projeção otimista, o próprio Standard Chartered destaca um ponto importante: quem possui ARB atualmente não tem direito direto às receitas geradas pela Arbitrum. No caso da Robinhood Chain, 10% da receita líquida é destinada ao ecossistema da Arbitrum, mas, segundo a CoinDesk, 8% vão para o tesouro da DAO e 2% para um fundo de desenvolvedores. Hoje, esse dinheiro não é distribuído diretamente aos detentores do token. Esse é um dos principais riscos da tese do banco. Para que o crescimento da receita se traduza em valorização sustentável do ARB, o mercado terá de atribuir maior valor ao token pelo papel que ele exerce na governança e no ecossistema — ou eventualmente surgir algum mecanismo mais direto de captura de valor. Há ainda outros riscos. O Standard Chartered cita uma expansão mais lenta que o esperado da tokenização, concorrência de blockchains rivais e incerteza regulatória nos Estados Unidos, incluindo a tramitação do Clarity Act. A atividade inicial da Robinhood Chain também não veio apenas da tokenização de ações. Memecoins, plataformas de lançamento de tokens e aplicativos de negociação responderam por parte relevante do movimento recente, mesmo que a tese de longo prazo da rede esteja concentrada em ativos financeiros tradicionais. Outro ponto de atenção no curto prazo é a oferta. Cerca de 92,6 milhões de ARB estão programados para serem desbloqueados em 16 de setembro, aumentando a quantidade de tokens disponíveis no mercado. Além disso, a Robinhood vem subsidiando por 90 dias as taxas de usuários de sua carteira, benefício que deve terminar no fim de setembro e pode alterar o nível de atividade observado até agora. Ainda assim, a tese do Standard Chartered é que a Arbitrum está deixando de depender apenas do uso de sua própria rede e construindo um negócio de infraestrutura para outras blockchains. Se instituições tradicionais seguirem o exemplo da Robinhood, o banco acredita que as receitas podem crescer rapidamente — e que o mercado acabará atribuindo um valor muito maior ao ARB. Procurando uma alternativa para aumentar seus ganhos? A Renda Fixa Digital do MB é a solução: até 18% de ganho ao ano, risco controlado e a segurança que seu dinheiro merece. Conheça agora!
Como um hacker transformou US$ 0,25 em US$ 46 bilhões em Bitcoin falso
Falha em ponte DeFi permitiu criar US$ 46 bilhões em tokens de Bitcoin sem lastro, mas o prejuízo real foi bem abaixo abaixo desse valor Um hacker conseguiu transformar um depósito de apenas 330 satoshis — cerca de US$ 0,25 — em aproximadamente US$ 46,1 bilhões em tokens falsos ligados ao Bitcoin ao explorar duas falhas no protocolo DeFi Symbiosis. Apesar do valor gigantesco criado artificialmente, o prejuízo real foi muito menor: a plataforma estima preliminarmente perdas de 9,97 BTC, cerca de US$ 770 mil. O ataque ocorreu em 11 de setembro e atingiu o Bitcoin Bridge da Symbiosis, serviço usado para movimentar valor entre a rede do Bitcoin e outras blockchains. O invasor fez 12 depósitos falsos em cerca de quatro minutos, envolvendo BNB Chain, Ethereum e Rootstock, e conseguiu emitir aproximadamente 46,1 bilhões de syBTC. O syBTC é um token criado pela Symbiosis para representar Bitcoin em outras redes. Em condições normais, cada unidade emitida precisa estar vinculada a BTC efetivamente depositado na infraestrutura da ponte. No ataque, porém, os novos tokens foram criados sem qualquer Bitcoin correspondente como lastro. Para colocar a dimensão do erro em perspectiva, os 46,1 bilhões de syBTC equivalem a mais de 2.000 vezes o limite máximo de 21 milhões de bitcoins que poderão existir. Isso não significa, porém, que novos bitcoins tenham sido criados ou que a própria rede do Bitcoin tenha sido comprometida. A falha ocorreu exclusivamente na infraestrutura da Symbiosis. Duas falhas permitiram criar tokens do nada Segundo o relatório pós-incidente divulgado pela Symbiosis e analisado pelo CoinDesk, o ataque dependeu da combinação de dois erros de software. O primeiro fazia com que a ponte verificasse a parte errada de uma transação de Bitcoin ao determinar quem havia enviado os recursos. Com isso, o invasor conseguiu convencer o sistema de que era ao mesmo tempo um depositante autorizado e o administrador da ponte. Com esse privilégio, o hacker conseguiu definir a taxa mínima cobrada pelo protocolo como um número negativo. A segunda falha apareceu justamente na forma como o contrato fazia essa conta: ao subtrair uma taxa negativa do valor depositado, o programa acabava somando o número. Na prática, o atacante podia informar números enormes e fazer com que um depósito minúsculo fosse interpretado como uma quantidade gigantesca de BTC. Foi assim que 330 satoshis serviram como ponto de partida para a emissão dos bilhões de syBTC sem lastro. Antes do ataque, existiam apenas 13,91 syBTC, segundo a Symbiosis. Desse total, 11,26 estavam em pools de liquidez combinados com ativos como WBTC, cbBTC, BTCB e RBTC. Essa baixa liquidez acabou limitando o tamanho do roubo. Criar US$ 46 bilhões em tokens falsos não significa conseguir transformá-los em US$ 46 bilhões reais. Para extrair dinheiro, o hacker precisava encontrar compradores ou pools com ativos verdadeiros disponíveis para trocar pelos syBTC sem lastro. Relatos iniciais da empresa de segurança Blockaid indicaram que o invasor conseguiu converter cerca de 4,39 WBTC, equivalentes a aproximadamente US$ 336 mil, pela Uniswap. O cálculo posterior da Symbiosis elevou a estimativa preliminar total de perdas de usuários e provedores de liquidez para 9,97 BTC, ou aproximadamente US$ 770 mil. Ponte segue fora do ar Após identificar o ataque, a Symbiosis interrompeu sua ponte nativa de Bitcoin. O serviço continua fora do ar enquanto a empresa reescreve o software ligado ao Bitcoin e contrata uma auditoria independente, além de uma revisão mais ampla de sua infraestrutura. As demais rotas do protocolo não foram afetadas, segundo a equipe. A companhia também afirmou anteriormente ter recuperado cerca de 15 BTC, que foram transferidos para uma carteira multisig controlada pela equipe. A Symbiosis chegou a oferecer ao invasor uma recompensa de 20% em troca da devolução dos recursos. A plataforma diz que pretende usar parte dos bitcoins retirados de segurança durante o incidente e um programa separado de compensação para ressarcir os provedores de liquidez afetados. Antes do ataque, a Symbiosis tinha aproximadamente US$ 8 milhões em valor total bloqueado (TVL) e havia processado cerca de US$ 146 milhões em volume pelas pontes nos 30 dias anteriores. O caso chama atenção porque reforça um dos principais pontos de fragilidade do mercado DeFi: pontes entre blockchains precisam garantir que um ativo representado em uma rede realmente tenha o equivalente bloqueado do outro lado. A própria Symbiosis ainda chamou atenção para um novo componente do risco. Em seu relatório, o protocolo afirmou que modelos avançados de inteligência artificial estão tornando mais barato encontrar vulnerabilidades em softwares, embora tenha ressaltado que não há evidências de que IA tenha sido usada especificamente neste ataque. Buscando uma carteira com alto ganho, mas sem o sobe e desce do mercado? A Renda Fixa Digital do MB oferece ativos com ganhos de até 18% ao ano, risco controlado e total segurança para seus investimentos. Conheça agora!
EUA e China não disputam a mesma corrida
Na terça-feira, 8 de setembro, a OpenAI anunciou ter resolvido um dos problemas mais célebres da matemática. As equações de Navier-Stokes, do século 19, descrevem como a água e o ar se movem, e há quase cem anos ninguém consegue provar se, em certas condições, elas deixam de funcionar, com a velocidade do fluido disparando para o infinito. Desde 2000, o Instituto Clay oferece 1 milhão de dólares pela resposta. A empresa afirma ter provado que, sob a ação de uma força externa, essa ruptura acontece. O trabalho levou 88 horas e mobilizou até 10 mil agentes de inteligência artificial. A prova ainda não foi verificada, o instituto promete avaliá-la sem pressa, e ela pode não parar de pé. Mas um detalhe da história já é fato, e é ele que interessa a quem investe: o trabalho foi feito por um sistema interno, que nenhum cliente pode usar. Leia de novo: um dos feitos mais comentados do ano em inteligência artificial saiu de uma máquina que não está à venda. Em julho, escrevi neste espaço que Estados Unidos e China constroem a mesma tecnologia com máquinas econômicas opostas. Os americanos financiam a IA como produto, que precisa devolver capital a investidores; os chineses, como infraestrutura pública, que não precisa. Numa guerra de preços, argumentei, o fôlego mais longo é de quem não precisa de retorno. Continuo achando a assimetria verdadeira. Mas Navier-Stokes me obriga a corrigir a premissa. Tratei as duas máquinas como se disputassem a mesma corrida. Não disputam. A China corre para transformar inteligência em serviço de utilidade pública. Não que tenha desistido da inteligência artificial geral, missão declarada da DeepSeek. Mas o plano oficial do país para o setor fixa metas de adoção, não de genialidade: agentes e dispositivos inteligentes com penetração acima de 70% até 2027 e de 90% até 2030. Como notou a pesquisadora Selina Xu, do escritório de Eric Schmidt, o documento nem menciona inteligência geral. Os laboratórios chineses publicam modelos abertos, cobram uma fração do preço americano e têm o Estado como sócio. O objetivo é tornar a inteligência barata e onipresente, e colher o valor nas fábricas e nos robôs. A melhor comparação é com as empresas de telefonia, e o brasileiro conhece o filme. As operadoras gastaram fortunas construindo redes, a ligação virou tarifa, a tarifa virou commodity, e o valor da conversa foi parar nos aplicativos que rodam em cima delas. Utilidade pública nunca quis dizer serviço grátis, e sim barato, padronizado e cobrado no relógio. Em agosto, a própria DeepSeek mais que triplicou seus preços. Uma infraestrutura indispensável e um negócio de margens apertadas podem ser a mesma coisa. Os laboratórios americanos de fronteira correm em outra pista. Ao lançar seu novo modelo, no dia 3, o presidente da OpenAI, Greg Brockman, encerrou a apresentação com um "bem-vindos à era da inteligência artificial geral". Sam Altman já disse que a inteligência será vendida como eletricidade, medida no relógio. Mas o modelo que produziu a prova de Navier-Stokes não está no relógio de ninguém. Duas semanas antes do anúncio, o analista Dylan Patel, da SemiAnalysis, previu num podcast que esses laboratórios vão reservar cada vez mais computação para usar os próprios modelos em pesquisa, em vez de vender o acesso a eles. Até agora, lembrou, a maior parte do valor da IA ficou com quem usa, não com quem vende. Essa conta só vale enquanto o melhor modelo estiver à venda. Um teorema não se patenteia, e a OpenAI já avisou que não quer o prêmio. Mas a mesma máquina pode ser apontada para uma molécula contra o câncer, um material para baterias, um chip mais eficiente, e essas descobertas têm dono. Só os remédios contra câncer movimentaram 252 bilhões de dólares no mundo em 2024. Os laboratórios sabem disso. Em janeiro, a diretora financeira da OpenAI escreveu que a empresa quer uma fatia do valor que seus modelos ajudarem a criar, por meio de licenças e acordos de propriedade intelectual. Em junho, a Anthropic abriu programas próprios de pesquisa de remédios. Quem tiver o melhor modelo e decidir guardá-lo não estará mais cobrando tarifa. Estará disputando patentes. É aqui que a corrida de julho muda de natureza. Numa guerra de tarifas, vence quem aguenta cobrar menos por mais tempo, e a China tem o fôlego do Estado. Numa corrida por descobertas, o preço do token importa pouco; importa ter antes de todos a inteligência mais capaz, e não abrir mão dela. A China pode vencer a primeira corrida sem disputar a segunda. Os laboratórios americanos podem perder a primeira e, ainda assim, ganhar a segunda. E os Estados Unidos não precisam escolher uma pista só. Enquanto os laboratórios de fronteira guardam os melhores modelos, a Nvidia entrou de vez na corrida da tarifa, com a cartilha chinesa, e no início de setembro anunciou a compra do Hugging Face, a maior vitrine de modelos abertos do mundo, por quase 13 bilhões de dólares. A divisão apareceu em julho, quando Washington discutia restringir modelos abertos: cerca de 25 empresas assinaram uma carta contra, Nvidia, Microsoft e Meta entre elas, mas OpenAI, Anthropic e Google DeepMind ficaram de fora. Não é patriotismo, já que Jensen Huang elogia em público os modelos chineses. É aritmética: quanto mais inteligência barata circulando, mais chips o mundo precisa comprar. Para o país, o efeito é o mesmo. A pista da tarifa deixa de ser entregue à China por abandono. E aqui entra o desconforto necessário. A prova pode ter falhas, e o caminho que a tornou possível foi aberto por matemáticos humanos, citados no próprio artigo. Terence Tao, um dos maiores matemáticos vivos, lembrou que um resultado desse tipo não mudaria radicalmente a previsão do tempo. Descoberta também não é receita: nesta semana, o primeiro remédio criado com IA generativa a chegar à fase final de testes, segundo a Insilico, começou a ser aplicado em pacientes, e a aprovação ainda pode levar três ou quatro anos. E guardar o melhor modelo pode render uma vantagem curta, já que os modelos abertos estão, em média, quatro meses atrás dos fechados, segundo o centro de pesquisa Epoch AI. Para quem investe, a consequência é concreta. Sob o mesmo rótulo de inteligência artificial, o mercado passou a precificar dois negócios que nunca se pareceram: uma operadora de telefonia e um laboratório farmacêutico. O primeiro vive de volume e margem curta. O segundo, de poucas apostas enormes que quase sempre dão errado, com retorno médio modesto: as 20 maiores farmacêuticas tiraram 7% sobre sua pesquisa no ano passado, segundo a Deloitte, e menos de 3% sem os remédios para emagrecer. Os dois maiores laboratórios americanos já pediram para abrir capital, e a pergunta que o preço deles terá de responder não é se a IA funciona. É em qual das duas corridas eles estão. O Brasil não disputa nenhuma das duas na linha de frente. Na corrida da tarifa, somos consumidores de uma inteligência cada vez mais barata, e a oportunidade está em ser o aplicativo, não a operadora. Para quem tem fundo global ou ações americanas de tecnologia, a pergunta útil deixou de ser se está exposto à inteligência artificial. Passou a ser a qual das duas corridas. A China quer vender inteligência como quem vende minutos de ligação. Os laboratórios americanos apostam que a inteligência mais valiosa nunca terá preço de tabela. Os dois podem estar certos ao mesmo tempo, e quem continuar medindo essa disputa pelo preço do token vai assistir à corrida errada. Guilherme Assis é cofundador e CEO do Gorila. GuilhermeAssis — Foto: arte/valor
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