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    <title>Cotações Hoje - Notícias do Mercado Financeiro</title>
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    <description>Últimas notícias, análises de mercado, inflação, taxa Selic, Bolsa B3 e criptomoedas em tempo real.</description>
    <language>pt-BR</language>
    <lastBuildDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</lastBuildDate>
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      <title><![CDATA[Resumo do Mercado Financeiro - Resumo da manhã (10h)]]></title>
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      <description><![CDATA[O Ibovespa abriu o dia em alta de 1,3%, alcançando 168.492,48 pontos, impulsionado principalmente pelas ações de Petrobras e Vale, que registraram ganhos de 1,78% e 2,47%, respectivamente. O otimismo dos investidores é refletido também no setor de criptomoedas, onde o Bitcoin e o Ethereum avançaram significativamente, com altas de 5,58% e 8,63%, respectivamente, sugerindo um apetite renovado por risco em meio a um cenário macroeconômico ainda desafiador, mas com sinais de recuperação.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[China investiga comediante enquanto país tenta exportar imagem moderna]]></title>
      <link>https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/china-investiga-comediante-enquanto-pais-tenta-exportar-imagem-moderna.shtml</link>
      <description><![CDATA[Washington

Esta é a edição da newsletter China, terra do meio desta terça-feira (18). Quer recebê-la toda semana no seu email? Inscreva-se abaixo:

China, terra do meio Receba no seu email os grandes temas da China explicados e contextualizados Carregando...

O comediante Guo Degang, um dos artistas mais populares da China, foi colocado sob investigação em 11 de agosto após alterar a letra de uma canção revolucionária do Partido Comunista durante um espetáculo em Wuhan.



Guo é famoso por popularizar o Xiangsheng, gênero de comédia dialogada que remonta ao século 19 na China. Durante uma apresentação no fim de julho, ele improvisou uma nova versão de "Tocando meu adorado alaúde chinês" (弹起我心爱的土琵琶).

Guo Degang (à esq.) e Yu Qian apresentam Xiangsheng, comédia em diálogos humorísticos, em Londres, Reino Unido, em 27 de abril de 2024 - Wu Lu/Xinhua

A música é associada à resistência das forças comunistas contra a ocupação japonesa durante a guerra sino-japonesa. A obra é tão importante que foi uma das cem canções escolhidas em 2019 para celebrar os 70 anos da República Popular.



A letra original diz que "o sol está prestes a pôr-se no oeste, tudo está tranquilo no lago Weishan". Guo substituiu a segunda parte por "tudo está tranquilo na Cidade Proibida", em tom de paródia. A referência ao complexo palaciano no centro de Pequim é sensível porque o local ainda mantém uma forte associação histórica ao exercício do poder no país.

A apresentação motivou uma denúncia de usuários nacionalistas ao Departamento de Cultura e Turismo de Wuhan, que abriu a apuração sob acusação de que ele "distorceu e vulgarizou uma obra revolucionária clássica" e violou "a moral pública e os padrões de conduta aceitos", segundo um print divulgado pelo jornal chinês The Paper.



A base formal da investigação não é a paródia em si, mas o fato de a parte adaptada não constar do material submetido à aprovação prévia, o que o órgão trata como "violação da regulação de espetáculos comerciais". Guo cumpria turnê pelos dez anos de seu grupo teatral. As apresentações seguintes foram canceladas, sem data de retorno anunciada.



Por que importa: o episódio expõe a tensão entre a ambição de Pequim de projetar poder cultural no exterior e o aperto ideológico sobre a criação artística dentro do país. Ao exigir aprovação prévia de cada fala e punir o improviso, o Estado transforma um gênero popular em risco regulatório. A mesma máquina de controle atinge o setor criativo que a China tenta exportar como imagem de país moderno para o resto do planeta.

pare para ver

Reprodução

"A Execução", tela satírica produzida pelo famoso pintor chinês Yue Minjun. Natural de Daqin, o artista costuma produzir figuras rindo de forma histérica e exagerada para expressar absurdos sociais e tensões políticas. Leia mais sobre ele aqui.

o que também importa

★ Um general da China aproveitou os cem anos de nascimento do ex-líder chinês Jiang Zemin para defender a "lealdade absoluta" do Exército ao Partido Comunista. Em um longo artigo publicado no periódico estatal Diário do Povo, o vice-presidente da Comissão Militar Central, Zhang Shengmin, escreveu que, diante do fim da União Soviética e da Guerra do Golfo, Jiang reagiu com redução de contingentes, investimentos em tecnologia e medidas para combater divisões internas em facções. Em meio a recentes investigações anticorrupção na cúpula militar, Zhang reforçou que o rigor ideológico demonstrado pelo líder, que morreu em 2022, é "essencial para que o país consolide uma força militar de classe mundial".



★ A gigante finlandesa Nokia vai cortar a maior parte de seus funcionários na China continental e fechar instalações até o fim do ano, mantendo apenas serviços pós-venda. Segundo o South China Morning Post, a retirada ocorre após a empresa perder espaço para concorrentes locais, como Huawei e ZTE, além da preferência estatal por tecnologia doméstica. A receita da Nokia na China caiu de € 1,84 bilhão (R$ 11,1 bilhões) em 2019 para € 913 milhões no último ano (R$ 5,5 bilhões). O movimento segue o de outras gigantes de tecnologia, como IBM e Microsoft, que reduziram operações no país devido à intensa concorrência e a barreiras geopolíticas.



★ O corpo do ex-premiê chinês Zhu Rongji foi cremado em Pequim nesta terça-feira (18). A cerimônia contou com a presença do líder Xi Jinping e da cúpula do Partido Comunista, além de homenagens com bandeiras a meio-mastro. Temendo instabilidade política, o governo reforçou a segurança e a censura em Pequim. Premiê de 1998 a 2003, Zhu era considerado o "engenheiro-chefe" das reformas econômicas do país e morreu aos 97 anos na última quarta-feira (12). Ele foi crucial para a entrada da nação na Organização Mundial do Comércio em 2001 e comandou a reestruturação de empresas estatais. A biografia oficial divulgada pela agência estatal Xinhua elogiou sua "integridade, firmeza contra a corrupção e seu papel decisivo na superação da crise financeira asiática (de 1997)".

Xi Jinping cumprimenta um familiar de Zhu Rongji durante homenagem ao ex-premiê chinês - Xie Huanchi - 18.ago.26/Xinhua

fique de olho

Xi Jinping disse ao presidente do Equador, Daniel Noboa, nesta terça-feira (18) que a América Latina deve escolher seus parceiros internacionais "sem interferência externa", numa crítica velada aos Estados Unidos. O encontro aconteceu durante a primeira visita de Estado de Noboa à China, que Pequim vinculou aos dez anos da parceria estratégica integral entre os dois países.



Noboa é um dos mais firmes aliados de Donald Trump na região e tem trabalhado para aproximar o Equador dos Estados Unidos mais do que qualquer presidente recente do país. Desde março, forças americanas fazem operações de combate ao narcotráfico em solo equatoriano e um acordo comercial recíproco retirou sobretaxas de 53% das exportações não petroleiras do país ao mercado americano.



Contudo, o país ainda tem na China um de seus parceiros comerciais mais relevantes. As trocas entre Equador e o gigante asiático cresceram 20,1% no primeiro semestre, chegando a US$ 9,83 bi (cerca de R$ 51,1 bi).

Xi Jinping recebe o presidente do Equador, Daniel Noboa, no Salão Norte do Grande Palácio do Povo - Liu Bin - 18.ago.26/Xinhua

Noboa tenta reverter a suspensão de 14 processadoras de camarão equatorianas, alvo de restrições chinesas desde outubro de 2025, e também quer negociar um contrato de US$ 1,15 bilhão para a usina Coca Codo Sinclair com a PowerChina.



Construída com capital chinês sob o chapéu da Iniciativa de Cinturão e Rota, Coca Codo Sinclair virou sinônimo de fracasso em infraestrutura. A barragem que integra a usina custou mais de US$ 2,2 bilhões e responderia por cerca de 30% da eletricidade equatoriana, mas foi entregue quase uma década após o previsto.



Um laudo identificou 7.648 fissuras na estrutura, e um tribunal arbitral condenou a empresa chinesa responsável pelo projeto, a Sinohydro, a pagar US$ 400 milhões ao Equador em reparação pelos problemas registrados.



Por que importa: o Orçamento Geral do Estado equatoriano para 2026 já conta com US$ 764 milhões em empréstimos do Eximbank e do China Development Bank, cujos termos ainda nem foram fechados. Quito planejou suas contas com um dinheiro que depende da boa vontade de Pequim e por isso não pode antagonizar os mesmos bancos estatais chineses que estão do outro lado das disputas do camarão e da hidrelétrica. Pressionar demais num flanco arriscaria travar recursos, mesmo motivo pelo qual Noboa precisou engolir a retórica chinesa anti-Washington a despeito de ser um dos presidentes sul-americanos mais próximos de Donald Trump.

para ir a fundo

Estão abertas até quinta as inscrições para o 5º Concurso Internacional de fotografias e vídeos curtos da Rota da Seda para Jovens. Promovido pelo governo municipal de Fuzhou e pelo Comitê de Cooperação Marítima do Século 21, o concurso é destinado a pessoas de 12 a 20 anos. Vencedores ganharão prêmios em dinheiro que variam de R$ 750 a R$ 3.800. Saiba mais aqui.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
      <guid isPermaLink="true">https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/china-investiga-comediante-enquanto-pais-tenta-exportar-imagem-moderna.shtml</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Integração entre Pre-matching e plataformas de negociação é adiada para março de 2027 – ANBIMA]]></title>
      <link>https://www.anbima.com.br/pt_br/noticias/integracao-entre-pre-matching-e-plataformas-de-negociacao-e-adiada-para-marco-de-2027-8A2AB2AB9FF3B3CF01A01A93757D3C81-00.htm</link>
      <description><![CDATA[Atendendo a uma demanda do mercado conduzida pela Anbima, o Banco Central postergou para 31 de março de 2027 o lançamento da solução que permitirá a integração da plataforma Pre-matching com as plataformas de negociação eletrônica. A mudança, quando implementada, possibilitará a automatização do recebimento de informações de negócios. Com a alteração no prazo, a obrigatoriedade de uso para fins de pontuação das instituições dealers será implementada na mesma data de entrada em produção da solução. O calendário anterior previa uma etapa de utilização opcional que não será mantida no novo cronograma.



Saiba mais: Documento de perguntas e respostas esclarece dúvidas sobre integração do Pre-matching com plataformas de negociação

Os detalhes sobre a integração, manuais e informações técnicas podem ser obtidos no portal Selic Conecta.

Receba o Informe Selic por e-mail

Saiba mais sobre o Selic

O Selic é uma infraestrutura do mercado financeiro que opera como depositária central e sistema de liquidação dos títulos públicos federais. Além disso, faz o processamento de leilões de títulos e operações compromissadas, acolhe depósitos voluntários e efetua o cálculo diário da taxa Selic, entre outros serviços.

É administrado pelo Demab (Departamento de Operações do Mercado Aberto) do Banco Central, com apoio da Anbima, há mais de 45 anos. Conheça nossa página especial sobre o Selic.

O que é o Pre-matching

A plataforma Pre-Matching realiza a checagem das negociações entre as instituições financeiras com títulos públicos federais antes do registro no Selic, processo conhecido como batimento das operações. A ferramenta poupa tempo das instituições, que antes precisavam fazer esse processo por telefone ou por e-mail. O registro no Pre-matching pode ser feito via web ou por meio de APIs disponíveis no portal de desenvolvedores Selic Conecta.

O que é o Selic Conecta

O Selic Conecta é um catálogo digital voltado a desenvolvedores, que tem por objetivo facilitar a integração do mercado financeiro aos produtos e serviços oferecidos pelo Selic. Lá, é possível encontrar todas as informações sobre APIs (interfaces de programação de aplicações, na sigla em inglês) disponibilizadas para o mercado.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title><![CDATA[Abismo na Steam: 1% dos jogos leva 84% de todo o dinheiro da plataforma]]></title>
      <link>https://canaltech.com.br/games/abismo-na-steam-1-dos-jogos-leva-84-de-todo-o-dinheiro-da-plataforma/</link>
      <description><![CDATA[Assine a newsletter do Canaltech e receba notícias e reviews sobre tecnologia em primeira mão.

Uma análise recente envolvendo quase 100.000 jogos no Steam revelou o retrato definitivo da economia da loja da Valve: o topo 1% dos títulos abocanha impressionantes 84,5% de toda a receita estimada da plataforma. Enquanto blockbusters e sucessos estrondosos acumulam fortunas, a esmagadora maioria dos desenvolvedores luta para conseguir o mínimo de visibilidade e retorno financeiro.

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De acordo com um levantamento de um ex-funcionário da Valve, Ichiro Lambe, e sua equipe, metade de todos os jogos pagos lançados na Steam faturou menos de US$ 3.622 ao longo de toda a sua vida útil. Na prática, milhares de projetos sequer conseguem cobrir os custos básicos de produção ou a taxa de publicação. O levantamento também apontou que mais de 8 mil jogos pagos analisados jamais receberam uma única avaliação dos usuários, demonstrando o completo esquecimento a que estão submetidos.

Elite dos games fatura acima de dezenas de milhões de dólares

O contraste é ainda mais gritante quando observado o topo da pirâmide. Para entrar no grupo dos 10% mais bem-sucedidos, um jogo precisa faturar cerca de US$ 236 mil. Já o seleto grupo do 1% mais rico começa na marca dos US$ 15,8 milhões, se estendendo até a casa dos bilhões. Grandes fenômenos da indústria, como GTA V, Baldur's Gate 3, Palworld e Stardew Valley, dominam as receitas e funcionam como os grandes pilares financeiros da loja.

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A pesquisa também trouxe dados sobre novas tendências do mercado. O gênero "Sandbox" (mundo aberto) desponta como o mais rentável e consistente da plataforma atualmente, superando categorias tradicionais em retorno por jogo.

Os dados confirmam que a Steam se tornou um ambiente de extremos. Ao mesmo tempo em que bate recordes de arrecadação para a Valve, a plataforma consolida um cenário em que poucos títulos concentram quase toda a renda, deixando a imensa maioria dos criadores em um oceano de invisibilidade.

Um outro relatório destacou um forte crescimento no lançamento de jogos desenvolvidos com uso de inteligência artificial, que já representam entre 60% e 90% do aumento mensal de lançamentos na Steam. No entanto, quase nenhum desses títulos baseados em IA consegue gerar receita relevante, já que a concorrência entre eles é muito grande.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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    </item>
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      <title><![CDATA[China investiga comediante enquanto país tenta exportar imagem moderna]]></title>
      <link>https://redir.folha.com.br/redir/online/mundo/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/china-investiga-comediante-enquanto-pais-tenta-exportar-imagem-moderna.shtml</link>
      <description><![CDATA[Washington

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China, terra do meio Receba no seu email os grandes temas da China explicados e contextualizados Carregando...

O comediante Guo Degang, um dos artistas mais populares da China, foi colocado sob investigação em 11 de agosto após alterar a letra de uma canção revolucionária do Partido Comunista durante um espetáculo em Wuhan.



Guo é famoso por popularizar o Xiangsheng, gênero de comédia dialogada que remonta ao século 19 na China. Durante uma apresentação no fim de julho, ele improvisou uma nova versão de "Tocando meu adorado alaúde chinês" (弹起我心爱的土琵琶).

Guo Degang (à esq.) e Yu Qian apresentam Xiangsheng, comédia em diálogos humorísticos, em Londres, Reino Unido, em 27 de abril de 2024 - Wu Lu/Xinhua

A música é associada à resistência das forças comunistas contra a ocupação japonesa durante a guerra sino-japonesa. A obra é tão importante que foi uma das cem canções escolhidas em 2019 para celebrar os 70 anos da República Popular.



A letra original diz que "o sol está prestes a pôr-se no oeste, tudo está tranquilo no lago Weishan". Guo substituiu a segunda parte por "tudo está tranquilo na Cidade Proibida", em tom de paródia. A referência ao complexo palaciano no centro de Pequim é sensível porque o local ainda mantém uma forte associação histórica ao exercício do poder no país.

A apresentação motivou uma denúncia de usuários nacionalistas ao Departamento de Cultura e Turismo de Wuhan, que abriu a apuração sob acusação de que ele "distorceu e vulgarizou uma obra revolucionária clássica" e violou "a moral pública e os padrões de conduta aceitos", segundo um print divulgado pelo jornal chinês The Paper.



A base formal da investigação não é a paródia em si, mas o fato de a parte adaptada não constar do material submetido à aprovação prévia, o que o órgão trata como "violação da regulação de espetáculos comerciais". Guo cumpria turnê pelos dez anos de seu grupo teatral. As apresentações seguintes foram canceladas, sem data de retorno anunciada.



Por que importa: o episódio expõe a tensão entre a ambição de Pequim de projetar poder cultural no exterior e o aperto ideológico sobre a criação artística dentro do país. Ao exigir aprovação prévia de cada fala e punir o improviso, o Estado transforma um gênero popular em risco regulatório. A mesma máquina de controle atinge o setor criativo que a China tenta exportar como imagem de país moderno para o resto do planeta.

pare para ver

Reprodução

"A Execução", tela satírica produzida pelo famoso pintor chinês Yue Minjun. Natural de Daqin, o artista costuma produzir figuras rindo de forma histérica e exagerada para expressar absurdos sociais e tensões políticas. Leia mais sobre ele aqui.

o que também importa

★ Um general da China aproveitou os cem anos de nascimento do ex-líder chinês Jiang Zemin para defender a "lealdade absoluta" do Exército ao Partido Comunista. Em um longo artigo publicado no periódico estatal Diário do Povo, o vice-presidente da Comissão Militar Central, Zhang Shengmin, escreveu que, diante do fim da União Soviética e da Guerra do Golfo, Jiang reagiu com redução de contingentes, investimentos em tecnologia e medidas para combater divisões internas em facções. Em meio a recentes investigações anticorrupção na cúpula militar, Zhang reforçou que o rigor ideológico demonstrado pelo líder, que morreu em 2022, é "essencial para que o país consolide uma força militar de classe mundial".



★ A gigante finlandesa Nokia vai cortar a maior parte de seus funcionários na China continental e fechar instalações até o fim do ano, mantendo apenas serviços pós-venda. Segundo o South China Morning Post, a retirada ocorre após a empresa perder espaço para concorrentes locais, como Huawei e ZTE, além da preferência estatal por tecnologia doméstica. A receita da Nokia na China caiu de € 1,84 bilhão (R$ 11,1 bilhões) em 2019 para € 913 milhões no último ano (R$ 5,5 bilhões). O movimento segue o de outras gigantes de tecnologia, como IBM e Microsoft, que reduziram operações no país devido à intensa concorrência e a barreiras geopolíticas.



★ O corpo do ex-premiê chinês Zhu Rongji foi cremado em Pequim nesta terça-feira (18). A cerimônia contou com a presença do líder Xi Jinping e da cúpula do Partido Comunista, além de homenagens com bandeiras a meio-mastro. Temendo instabilidade política, o governo reforçou a segurança e a censura em Pequim. Premiê de 1998 a 2003, Zhu era considerado o "engenheiro-chefe" das reformas econômicas do país e morreu aos 97 anos na última quarta-feira (12). Ele foi crucial para a entrada da nação na Organização Mundial do Comércio em 2001 e comandou a reestruturação de empresas estatais. A biografia oficial divulgada pela agência estatal Xinhua elogiou sua "integridade, firmeza contra a corrupção e seu papel decisivo na superação da crise financeira asiática (de 1997)".

Xi Jinping cumprimenta um familiar de Zhu Rongji durante homenagem ao ex-premiê chinês - Xie Huanchi - 18.ago.26/Xinhua

fique de olho

Xi Jinping disse ao presidente do Equador, Daniel Noboa, nesta terça-feira (18) que a América Latina deve escolher seus parceiros internacionais "sem interferência externa", numa crítica velada aos Estados Unidos. O encontro aconteceu durante a primeira visita de Estado de Noboa à China, que Pequim vinculou aos dez anos da parceria estratégica integral entre os dois países.



Noboa é um dos mais firmes aliados de Donald Trump na região e tem trabalhado para aproximar o Equador dos Estados Unidos mais do que qualquer presidente recente do país. Desde março, forças americanas fazem operações de combate ao narcotráfico em solo equatoriano e um acordo comercial recíproco retirou sobretaxas de 53% das exportações não petroleiras do país ao mercado americano.



Contudo, o país ainda tem na China um de seus parceiros comerciais mais relevantes. As trocas entre Equador e o gigante asiático cresceram 20,1% no primeiro semestre, chegando a US$ 9,83 bi (cerca de R$ 51,1 bi).

Xi Jinping recebe o presidente do Equador, Daniel Noboa, no Salão Norte do Grande Palácio do Povo - Liu Bin - 18.ago.26/Xinhua

Noboa tenta reverter a suspensão de 14 processadoras de camarão equatorianas, alvo de restrições chinesas desde outubro de 2025, e também quer negociar um contrato de US$ 1,15 bilhão para a usina Coca Codo Sinclair com a PowerChina.



Construída com capital chinês sob o chapéu da Iniciativa de Cinturão e Rota, Coca Codo Sinclair virou sinônimo de fracasso em infraestrutura. A barragem que integra a usina custou mais de US$ 2,2 bilhões e responderia por cerca de 30% da eletricidade equatoriana, mas foi entregue quase uma década após o previsto.



Um laudo identificou 7.648 fissuras na estrutura, e um tribunal arbitral condenou a empresa chinesa responsável pelo projeto, a Sinohydro, a pagar US$ 400 milhões ao Equador em reparação pelos problemas registrados.



Por que importa: o Orçamento Geral do Estado equatoriano para 2026 já conta com US$ 764 milhões em empréstimos do Eximbank e do China Development Bank, cujos termos ainda nem foram fechados. Quito planejou suas contas com um dinheiro que depende da boa vontade de Pequim e por isso não pode antagonizar os mesmos bancos estatais chineses que estão do outro lado das disputas do camarão e da hidrelétrica. Pressionar demais num flanco arriscaria travar recursos, mesmo motivo pelo qual Noboa precisou engolir a retórica chinesa anti-Washington a despeito de ser um dos presidentes sul-americanos mais próximos de Donald Trump.

para ir a fundo

Estão abertas até quinta as inscrições para o 5º Concurso Internacional de fotografias e vídeos curtos da Rota da Seda para Jovens. Promovido pelo governo municipal de Fuzhou e pelo Comitê de Cooperação Marítima do Século 21, o concurso é destinado a pessoas de 12 a 20 anos. Vencedores ganharão prêmios em dinheiro que variam de R$ 750 a R$ 3.800. Saiba mais aqui.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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      <title><![CDATA[EUR para CXMT | Converter Euro para ChangXin Memory Technologies]]></title>
      <link>https://www.okx.com/pt-br/convert/eur-to-cxmt</link>
      <description><![CDATA[Esta informação é fornecida apenas para fins informativos. Esse conteúdo não se destina a fornecer (i) consultoria ou recomendação de investimento, (ii) oferta, solicitação ou incentivo para comprar, vender ou manter ativos digitais ou (iii) consultoria financeira, contábil, jurídica ou tributária. Os ativos digitais, incluindo stablecoins e NFTs, estão sujeitos à volatilidade do mercado, envolvem alto grau de risco e podem perder valor. Você deve avaliar cuidadosamente se negociar ou manter ativos digitais é adequado para sua condição financeira e tolerância ao risco. Em caso de dúvida, consulte um profissional jurídico, fiscal ou de investimentos. Nem todos os produtos são oferecidos em todas as regiões. Para mais informações, consulte os Termos de uso e a Aviso de Risco da OKX. A OKX Web3 Wallet e os seus serviços auxiliares estão sujeitos a Termos de serviço separados.Você está vendo um conteúdo que foi resumido por uma IA. Esteja ciente de que as informações fornecidas podem não ser precisas, completas ou atualizadas. Essas informações não se destinam a fornecer (i) consultoria ou recomendação de investimento, (ii) oferta, solicitação ou incentivo para comprar, vender ou manter ativos digitais ou (iii) consultoria financeira, contábil, jurídica ou tributária. Os ativos digitais estão sujeitos à volatilidade do mercado, envolvem alto grau de risco e podem perder valor. Você deve avaliar cuidadosamente se negociar ou manter ativos digitais é adequado para sua condição financeira e tolerância ao risco. Em caso de dúvida, consulte um profissional jurídico, fiscal ou de investimentos.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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      <title><![CDATA[Descoberta na Foz do Amazonas só será 'passaporte para o futuro' se modelo adotado no pré-sal mudar, diz ex-diretor da Petrobras]]></title>
      <link>https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/descoberta-na-foz-do-amazonas-so-sera-passaporte-para-o-futuro-se-modelo-adotado-no-pre-sal-mudar-diz-ex-diretor-da-petrobras.shtml</link>
      <description><![CDATA[Londres | BBC News Brasil

A descoberta de petróleo em um poço na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, é uma notícia "animadora" e que tem potencial de alavancar o papel global do Brasil, mas ainda está cercada de incertezas técnicas e de dúvidas sobre quem se beneficiará da riqueza que pode ser gerada, afirma Ildo Sauer, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP e ex-diretor da Petrobras.

Em entrevista à BBC News Brasil, Sauer questionou a ideia defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o achado na Margem Equatorial é um "passaporte para o futuro do Brasil".

Segundo o engenheiro, essa mesma expressão foi usada antes do início da exploração comercial do pré-sal brasileiro em 2006, mas o modelo de exploração adotado nos últimos 20 anos impediu que a previsão se concretizasse.

Ainda não está claro se a exploração comercial de petróleo na Foz do Amazonas é viável - Petrobras/Divulgação via BBC

"Não foi um passaporte para o futuro", diz. "Os recursos do pré-sal foram queimados até agora."

Sauer defende há anos o maior controle estatal, por meio da Petrobras, da exploração do petróleo no Brasil, com uso dos lucros para o desenvolvimento nacional.

"A minha defesa sempre foi de usar os recursos do petróleo para financiar um plano nacional de desenvolvimento econômico e social", disse à BBC.

"Investir na educação pública, na saúde pública, resgatar previdência, fazer a reforma urbana, fazer a reforma agrária, investir decisivamente em tecnologias e sistemas que possam propiciar uma transição lenta e gradual que é necessária para não mais dependermos dos fósseis no futuro. Nada disso está sendo feito."

Sauer foi diretor da Petrobras entre janeiro de 2003 e setembro de 2007, durante o primeiro mandato e o início do segundo mandato do presidente Lula.

Anos após ele deixar o comando da estatal, a Operação Lava Jato revelou a existência, durante os anos 2000 e início dos anos 2010, de um amplo esquema de corrupção envolvendo dirigentes da empresa.

Quando foi ouvido pela CPI da Petrobras em 2014, Sauer afirmou que sua saída não teve relação com esses esquemas posteriormente revelados pela Lava Jato, mas sim com divergências políticas e administrativas sobre os rumos da política energética e da gestão da estatal.

'NOTÍCIA ANIMADORA, MAS QUE PRECISA DE CAUTELA'

A Petrobras afirmou ter encontrado petróleo na bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas "ultraprofundas" na costa do Amapá. O achado ocorreu no poço Morpho, a cerca de 175 km da costa.

Ildo Sauer classificou a notícia como "muito animadora", mas afirmou que é preciso cautela.

O especialista avalia que, a princípio, os primeiros resultados da perfuração parecem positivos, com indícios de presença de óleo leve, considerado mais valioso comercialmente.

Ainda assim, ressalta que é cedo para estimar o tamanho das reservas e afirma que são necessárias muitas etapas técnicas para desenvolver a exploração na região.

Os próximos passos passam pela perfuração de um segundo poço exploratório para confirmar a descoberta e obter uma estimativa preliminar do volume de óleo existente no local.

Depois disso, é preciso comunicar a descoberta à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para que o órgão regulador autorize a elaboração de um plano de avaliação.

Também são necessários estudos geológicos, geofísicos e de avaliação econômica para determinar a quantidade exata de petróleo, os mecanismos necessários para desenvolver o recurso e a viabilidade econômica do projeto.

Só depois que a viabilidade comercial da área é declarada formalmente, é que um plano de desenvolvimento é elaborado e aprovado.

"Tipicamente, leva no mínimo 4 anos até chegar ao início do desenvolvimento", diz Sauer. "Estamos falando de um horizonte de 5 a 7 anos para de fato começar a colocar esse petróleo no mercado."

CRÍTICA AO MODELO DE EXPLORAÇÃO

O principal ponto da crítica do ex-diretor da Petrobras não é a exploração em si, mas a forma como a renda do petróleo é distribuída no país.

Ele defende que os recursos do subsolo pertencem a toda a população brasileira e argumenta que os ganhos obtidos com o pré-sal não se converteram em melhorias proporcionais em áreas como educação, saúde, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico.

Segundo Sauer, esse cenário pode se repetir com a descoberta na bacia da Foz do Amazonas se não forem implementadas grandes mudanças no modelo.

"Não adianta nada a gente desenvolver e descobrir o pré-sal, autorizar o pré-sal e seguir o mesmo paradigma com a Margem Equatorial", diz.

Para o engenheiro, o principal problema do modelo atual é que uma parcela relativamente pequena da riqueza gerada pelo petróleo acaba se convertendo em investimentos capazes de transformar o país.

Segundo ele, os recursos são distribuídos entre custos de produção, royalties, tributos e lucros das empresas petrolíferas, mas não há um mecanismo eficaz que garanta que essa renda seja direcionada prioritariamente para áreas como educação, saúde, infraestrutura, ciência e tecnologia.

Em sua avaliação, a promessa de que o pré-sal financiaria o desenvolvimento nacional não se concretizou porque a maior parte dos ganhos foi apropriada por governos locais, pelo sistema financeiro e por acionistas, inclusive estrangeiros.

Outra crítica central é ao próprio desenho regulatório do setor. Sauer afirma que, tanto no regime de concessão quanto no de partilha, o Estado brasileiro captura uma parcela menor da renda petroleira do que poderia.

Ildo Sauer, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP e ex-diretor da Petrobras - Arquivo pessoal via BBC

Para que o Estado capture a totalidade do excedente econômico, ele defende que o Brasil utilize um dispositivo da Lei nº 12.351/2010, que criou o regime de partilha para o pré-sal e áreas estratégicas, para a contratação direta da Petrobras pela União em um regime que, segundo o engenheiro, seria semelhante ao de prestação de serviços.

Nesse formato, diz, a Petrobras receberia apenas uma retribuição pelo custo de produção, e todo o restante do excedente econômico ficaria diretamente com o Tesouro Nacional para financiar o desenvolvimento social.

POTENCIAL DE PROTAGONISMO NA GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO

O ex-diretor da Petrobras também avalia que a descoberta na bacia da Foz do Amazonas reforça a relevância estratégica do Brasil no mercado global de petróleo.

Segundo ele, o pré-sal já transformou o país em um ator relevante na geopolítica energética, e a eventual confirmação de grandes reservas na Margem Equatorial pode ampliar esse papel.

"O Brasil, que há 20 anos atrás era considerado inexistente na geopolítica do petróleo, assume, com o pré-sal, um papel de protagonista, não hegemônico, mas um protagonista relevante", diz Sauer.

"E com a sinalização sobre a descoberta na Margem Equatorial, essa sinalização permanece, mas é mera contingência possível no cenário que ainda vai evoluir."

Ainda assim, ele pondera que o Brasil ainda exerce um papel limitado na definição dos preços internacionais da commodity.

Ele argumenta que o país atua principalmente como um "tomador de preços", se beneficiando dos valores sustentados pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e seus aliados sem participar efetivamente dos mecanismos de controle da oferta que influenciam o mercado global.

É nesse contexto que Sauer menciona o que considera uma cultura de "subalternidade" na formulação das políticas nacionais, argumentando que o país abriu mão de exercer a liderança compatível com seu potencial energético, tanto na área do petróleo quanto em outros setores estratégicos.

Segundo ele, com uma produção de cerca de 4,5 milhões de barris por dia e a perspectiva de expansão por meio da Margem Equatorial, o Brasil teria condições de assumir um papel mais estratégico na governança do mercado de petróleo.

"Está para ser visto quando de fato haverá independência e autonomia brasileira de garantir a sua inserção internacional autônoma soberana em relação à riqueza do petróleo, de não se subordinar às pressões financeiras e de atuar de forma conjunta com a Opep e a Opep+ para ser um dos que carregam o ônus de beneficiar, de um lado, do preço elevado do petróleo e do outro lado de sustentar esse preço", argumenta o professor da USP.

Sauer pondera ainda que o potencial das descobertas no litoral do Amapá exploratória não terá impacto imediato sobre crises internacionais, como eventuais tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.

"A Margem Equatorial ainda é um pássaro voando", afirmou, em referência ao fato de que a descoberta ainda precisará ser confirmada e desenvolvida antes de produzir petróleo em escala comercial.

Texto publicado originalmente aqui.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
      <guid isPermaLink="true">https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/descoberta-na-foz-do-amazonas-so-sera-passaporte-para-o-futuro-se-modelo-adotado-no-pre-sal-mudar-diz-ex-diretor-da-petrobras.shtml</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Na boca do povo: Pesquisa mostra que mais de 60% dos brasileiros conhecem criptomoedas e quebra 'estereótipo’ de investidor cripto – Money Times]]></title>
      <link>https://www.moneytimes.com.br/na-boca-do-povo-pesquisa-mostra-que-mais-de-60-dos-brasileiros-conhecem-criptomoedas-e-quebra-estereotipo-de-investidor-cripto-rens/</link>
      <description><![CDATA[(Imagem: Unsplash/@ewankennedy19)

O investidor em criptomoedas não é quem se pensava. Ao menos, é o que indica a 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas foi realizada pela Paradigma Education, em parceria com o Datafolha, publicada na última terça-feira (18).

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Os dados mostram que o mercado de criptoativos consolidou sua presença no Brasil e avançou para muito além de um nicho restrito a investidores de alta renda ou entusiastas de tecnologia.

Segundo a pesquisa, entre aqueles entrevistados que já investiram em criptomoedas, 77,6% ganham até três salários-mínimos (cerca de R$ 4.863) e 89,4% recebem até cinco salários-mínimos (R$ 8.105), evidenciando a forte penetração dos criptoativos entre as camadas de renda média e baixa da população brasileira.

Além disso, atualmente, 66,4% dos brasileiros afirmam conhecer o tema, o equivalente a dois em cada três cidadãos.

Em apenas 15 meses, mais de 17 milhões de brasileiros passaram a conhecer criptomoedas, demonstrando que a tecnologia está cada vez mais presente na vida dos investidores brasileiros. O bitcoin (BTC) segue como a criptomoeda mais conhecida, citada por 60,7% da população, muito à frente dos demais ativos digitais

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O estudo também mostra que os bancos assumiram protagonismo na jornada de investimento em criptomoedas. Entre os investidores, 83% afirmam ter utilizado o aplicativo do banco para acessar criptoativos, proporção muito superior à daqueles que recorreram a corretoras especializadas.

O dado sugere que a integração dos ativos digitais ao sistema financeiro tradicional tem sido uma das principais alavancas para a expansão do mercado.

Leia também

Mercado de criptomoedas ainda encontra resistência

Apesar do avanço, a pesquisa aponta desafios importantes de penetração das criptomoedas entre os investidores.

Entre os brasileiros que conhecem criptomoedas, 77% ainda consideram a tecnologia complexa, enquanto 42% dos que nunca investiram afirmam não entender suficientemente o tema para realizar uma aplicação.

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Ao mesmo tempo, quase 60% das pessoas que conhecem o mercado acreditam que as criptomoedas são uma boa forma de diversificar investimentos — percentual este que sobe para 78% entre jovens de 16 a 24 anos.

Por último, regionalmente, o Centro-Oeste foi o grande destaque. A região registrou o maior crescimento no conhecimento sobre criptomoedas, saltando 25,8 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior e alcançando 72,8% da população.

O Centro-Oeste também lidera indicadores relacionados à autocustódia e ao conhecimento de ativos como Tether e Drex, demonstrando uma maturidade crescente no uso das tecnologias associadas ao setor.

A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 11 e 14 de maio de 2026. O estudo ouviu 2.004 entrevistados em 137 municípios distribuídos por todas as regiões do Brasil, com abordagem realizada em pontos de fluxo previamente sorteados.

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A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para o total da amostra e nível de confiança de 95%, assegurando robustez estatística aos resultados apresentados.

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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
      <guid isPermaLink="true">https://www.moneytimes.com.br/na-boca-do-povo-pesquisa-mostra-que-mais-de-60-dos-brasileiros-conhecem-criptomoedas-e-quebra-estereotipo-de-investidor-cripto-rens/</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[IPCA+ Pagando Até 11%: Vale a Pena Investir com a Selic em 14%?]]></title>
      <link>https://istoedinheiro.com.br/ipca-pagando-11-vale-investir-com-a-selic</link>
      <description><![CDATA[Da redaçãoi Da redação https://istoedinheiro.com.br/autor/da-redacao 19/08/2026 - 11:23 Para compartilhar: Copie a URL: Copiar

Com a taxa básica de juros cravada em dois dígitos e a projeção inflacionária estourando o teto da meta em 2026, especialistas recomendam crédito privado e debêntures incentivadas de energia e infraestrutura como o refúgio mais rentável da temporada.

O que aconteceu Retorno ao Equilíbrio: Após a volatilidade registrada no primeiro semestre, os prêmios dos títulos corporativos se estabilizaram em patamares atraentes, reabrindo a janela de oportunidades para investidores de renda fixa.

Hegemonia de Energia e Infraestrutura: As carteiras recomendadas de grandes bancos estão massivamente concentradas nos setores elétrico e de concessões, ativos blindados por contratos com receita regulada e indexada à inflação.

O Peso Macroeconômico Atual: A recente manutenção do ciclo monetário restritivo, com a Selic a 14,00% em agosto de 2026 e o IPCA projetado em 5,02%, renova a urgência de manter títulos IPCA+ como âncoras na proteção do patrimônio.

Alerta Vermelho para Risco: Gestores recomendam rigor analítico, limitando a concentração a 5% por emissor e evitando correr atrás apenas das maiores taxas (como as que superam 11%), devido ao aumento do risco de crédito atrelado a elas.

No xadrez financeiro do segundo semestre de 2026, o investidor brasileiro encontra-se novamente no centro de uma encruzilhada macroeconômica. Com o Banco Central reduzindo a Selic para 14,00% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto, e o mercado cravando as expectativas de inflação em 5,02% até o final do ano — índice que excede o teto da meta —, garantir ganho real (acima da inflação) é a estratégia obrigatória de sobrevivência e expansão de carteira.

Após uma abertura abrupta de prêmios de crédito corporativo entre março e abril, ditada não por deterioração financeira das companhias, mas por resgates em fundos de investimento e marcação a mercado, a assimetria corrigiu-se. O risco e o retorno voltaram ao prumo. Nesse contexto, a elite dos bancos de investimento e corretoras de São Paulo tem voltado suas atenções para papéis atrelados ao IPCA, mas com um direcionamento cirúrgico em relação aos setores.

O investidor que perscruta o mercado encontrará uma convergência impressionante entre os principais “stock pickers” e analistas de renda fixa das instituições. De um cardápio atualizado das recomendações mais fortes, o destaque recai, quase integralmente, para a segurança do serviço essencial.

A atratividade não é acidental: companhias de transmissão, distribuição de energia, saneamento e rodovias possuem previsibilidade contábil e contratos que repassam automaticamente os índices de inflação. Essa blindagem setorial transformou debêntures e notas desses segmentos no porto seguro do crédito privado.

Entre as principais indicações correntes (cujas taxas balizadoras refletem a primeira quinzena de agosto de 2026, sujeitas à flutuação diária), as emissões com maior solidez e classificação por agências de rating (S&P, Fitch, Moody’s) são:

Águas do Rio 4 (Aegea) – Saneamento: Vencimento para setembro de 2034. É o papel de maior retorno indicativo, oferecendo impressionantes IPCA + 11,24%. Voltada apenas para investidores qualificados e com um rating brA, reflete a premissa de que a alta taxa embutida traz junto um grau maior de risco.

Ecovias Raposo Castelo (Ecorodovias) – Concessão: Vencimento para março de 2029. Oferece taxas estimadas em IPCA + 8,07% (equivalente a 10,2% bruto), voltada a qualificados.

Energisa – Energia Elétrica: Vencimento para setembro de 2033. Retorno projetado de IPCA + 7,87% (isento, equivale a 9,68% com impostos).

Suzano – Papel e Celulose (CPR): Vencimento para março de 2036. Rendimento indicativo de IPCA + 7,51%, também para perfil qualificado.

Debêntures Triple A (BB Investimentos e BTG Pactual): Sem divulgação explícita de taxa fixa em relatórios, mas ancoradas na nota máxima (AAA). Entre as opções de excelência estão a Equatorial Goiás (vencimento 2037 e 2038), Celpe (2040), Engie (2038), MRS Logística (2039) e Autopista Litoral Sul (2031).

Embora o fascínio por retornos de dois dígitos reais — caso do IPCA + 11% — seja inevitável, no mundo do crédito privado, “almoço grátis” não existe. Economistas e gestores batem na mesma tecla: o prêmio alto é, invariavelmente, uma compensação pelo risco maior de calote ou de liquidez no secundário. Instituições tradicionais, como o BB Investimentos, reiteram que a postura deve ser cautelosa, focada em “emissores de maior qualidade e estruturas robustas”.

O investidor não pode apostar todas as suas fichas na dívida de empresas. O Tesouro IPCA+ entra na carteira como o componente livre de risco (risco soberano) para equilibrar a equação corporativa. A duration ideal, defendida por casas de análise atualmente, paira em torno de seis anos, pois vértices muito longos deixam o dinheiro mais exposto aos ruídos políticos sem prêmios justos correspondentes.

Os ativos públicos mais citados são:

Tesouro IPCA+ 2032 (com juros semestrais): Taxa na faixa de IPCA + 7,65%, com duration média de 4,95 anos e distribuição de cupons em fevereiro e agosto.

Tesouro IPCA+ 2035 (Principal): Com rendimento consolidado de IPCA + 7,45%, paga tudo na data do vencimento (duration longa, de 8,7 anos).

Diferente das debêntures de infraestrutura (que contam com isenção fiscal pela lei 12.431), os rendimentos dos títulos públicos sofrem a tributação de Imposto de Renda (tabela regressiva, até o piso de 15%).

Guia do Investidor

Para blindar seu portfólio diante da Selic atual de 14% e lucrar com os títulos listados sem assumir riscos irreparáveis, obedeça às quatro regras de ouro do crédito corporativo em 2026:

Teto de Concentração (Regra dos 5% e 20%): Nunca coloque todo o capital na mesma empresa. Limite a alocação de crédito privado a, no máximo, 20% da sua carteira total de investimentos, estipulando um teto rigoroso de apenas 5% do patrimônio investido na emissão de uma única companhia.

Cuidado com a Escala de Rating: Não tome decisões olhando apenas para a coluna da taxa de juros da corretora. Verifique o rating da empresa. Papéis avaliados como AAA (Triplo A) têm probabilidade de default mínima, enquanto classificações como A (com perspectiva negativa) pagam mais exatamente porque carregam incertezas de fluxo de caixa da empresa emissora.

Diferenciação Tributária: Lembre-se de que Debêntures Incentivadas , CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (do Agronegócio) são isentos de Imposto de Renda. Para comparar de forma justa com um Tesouro IPCA ou um CDB de banco, utilize o cálculo de taxa bruta equivalente .

Sem Rede de Proteção (FGC): Tenha plena clareza de que Debêntures, CRIs e CRAs não possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se a empresa entrar em colapso, não há repasse de socorro de R$ 250 mil por CPF como em CDBs e LCIs/LCAs.

Olho na Liquidez: Papéis atrelados à inflação longa (2035, 2040) carregam o risco da “marcação a mercado”. Se precisar sacar o dinheiro de forma antecipada e a taxa de juros do dia estiver mais alta que a da compra, você poderá amargar fortes prejuízos na venda secundária. Invista dinheiro que você, de fato, só utilizará no vencimento estipulado.

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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title><![CDATA[Novas regras podem facilitar captação de empresas de criptomoedas nos EUA; veja quais são]]></title>
      <link>https://www.estadao.com.br/einvestidor/cripto/novas-regras-podem-facilitar-captacao-de-empresas-de-criptomoedas-nos-eua-veja-quais-sao/</link>
      <description><![CDATA[Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você Gerando resumo Abrir o resumo

Novas regras podem facilitar captação de empresas de criptomoedas nos EUA; veja quais são Foto: Envato Elements

A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) apresentou propostas para estabelecer regras claras para que empreendedores do setor de criptoativos e participantes do mercado possam realizar captação de recursos em conformidade com as leis federais de valores mobiliários.

PUBLICIDADE A regulamentação proposta incluiria duas isenções de registro sob a Lei de Valores Mobiliários de 1933. A isenção para startups permitiria ofertas de até US$ 5 milhões durante um período de quatro anos. A isenção para captação de recursos, condicionada à apresentação de demonstrações financeiras e ao cumprimento de requisitos relatórios constantes, permitiria ofertas de até US$ 75 milhões durante cada período de 12 meses.

Ambas as isenções exigiriam divulgações com base em princípios, e as disposições antifraude e antimanipulação das leis federais de valores mobiliários seriam aplicadas normalmente, de acordo com a proposta.

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Além das isenções, as regras propostas incluiriam uma cláusula de proteção condicional pela qual um emissor de um contrato de investimento poderia desvincular um criptoativo do contrato de investimento ao qual ele estava anteriormente associado.

“Essa cláusula complementa a recente interpretação da SEC e da CFTC sobre como um criptoativo pode deixar de estar sujeito a um contrato de investimento”, diz o documento da SEC. A CFTC é a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, que regula os mercados futuros e opções.

Agora, a SEC disse que espera feedbacks sobre o tema. Interessados em se manifestar sobre o assunto terão 60 dias para envio de comentários.

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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title><![CDATA[Pogacar perto de renovar exige cláusulas especiais e uma delas tem jato privado]]></title>
      <link>https://www.abola.pt/noticias/pogacar-perto-de-renovar-exige-clausulas-especiais-e-uma-delas-tem-jato-privado-2026081913190347781</link>
      <description><![CDATA[O ciclista esloveno, que tem contrato com a UAE até 2030, já é de longe o mais bem pago do pelotão, mas o agente garante que os pedidos do campeão do Mundo não têm a ver com dinheiro

Pogacar pode aumentar um ano ao seu contrato com a UAE que é válido até 2030. IMAGO

Pogacar pode aumentar um ano ao seu contrato com a UAE que é válido até 2030. IMAGO

Pogacar pode aumentar um ano ao seu contrato com a UAE que é válido até 2030. IMAGO

Pogacar pode aumentar um ano ao seu contrato com a UAE que é válido até 2030. IMAGO

Tadej Pogacar está muito próximo de assinar uma renovação de contrato histórica com a equipa UAE, que poderá estender o seu vínculo até 2031, altura em que o ciclista esloveno terá 33 anos. Segundo fontes próximas do processo, o acordo vai muito além das questões financeiras, focando-se em cláusulas especiais que garantem a Pogacar maior poder de decisão interno e controlo sobre a sua imagem.

A intenção de prolongar o contrato foi confirmada pelo seu representante, Alex Carera, ao jornalista Daniel Benson, especialista no mercado do ciclismo. «Temos a intenção de prolongar o contrato e estamos a falar de 2031», afirmou Carera.

As negociações para esta operação de grande envergadura têm um passo decisivo agendado para a manhã de sexta-feira, numa reunião que contará com a presença do diretor da equipa, Mauro Gianetti, e do presidente, Matar Suhail Al Yabhouni Al Dhaheri.

O agente do ciclista sublinhou que o dinheiro não é o fator principal. «O Tadej está contente, mas trata-se de três ou quatro cláusulas especiais. De momento, falamos de 2031», explicou o italiano, não descartando a possibilidade de uma extensão para lá dessa data.

As exigências de Pogacar

Entre as condições especiais em cima da mesa, além dos prémios e dos direitos de imagem, estarão, segundo Benson, a utilização de um jato privado e um papel ativo no planeamento de corridas dos seus colegas de equipa. Caso este novo contrato se concretize, Pogacar tornar-se-á não só um dos ciclistas com mais vitórias na história recente, mas também, e com grande diferença, o mais bem pago de sempre.

Esta potencial renovação de longa duração contraria a especulação que circulava nos meios do ciclismo sobre uma possível reforma antecipada do grande dominador do século XXI. Até agora, Pogacar, que fará 28 anos pouco depois da Vuelta, tinha apontado o ouro olímpico em Los Angeles 2028 como um objetivo a longo prazo.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title><![CDATA[CVM dos EUA propõe novo conjunto de regras para criptomoedas]]></title>
      <link>https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/cvm-dos-eua-propoe-novo-conjunto-de-regras-para-criptomoedas.shtml</link>
      <description><![CDATA[Washington | Reuters

A SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) propôs nessa terça-feira (18) um novo marco regulatório para os ativos digitais, o primeiro grande passo do governo do presidente do país, Donald Trump, para proporcionar ao setor as regras específicas pelas quais ele vem lutando há tempos.

A proposta da SEC isenta certas empresas e ofertas de criptomoedas das regras de valores mobiliários dos EUA, o que deve facilitar a emissão de tokens e a captação de recursos por parte dessas empresas.

"(A agência) busca oferecer aos empreendedores do setor de criptoativos e aos participantes do mercado caminhos claros para levantar capital de acordo com as leis federais de valores mobiliários", comentou Paul Atkins, presidente da SEC nomeado por Trump.

Diferentes criptomoedas reunidas como bitocoin, ethereum, shiba inu e outras - Dado Ruvic/Reuters

O republicano, que cortejou o dinheiro das criptomoedas durante a campanha eleitoral e cuja família lucrou com seus próprios empreendimentos no setor, priorizou a reforma das moedas digitais em seu segundo mandato.

Sob a liderança de seus dirigentes republicanos, a SEC encerrou uma campanha de repressão ao setor de criptomoedas, agindo rapidamente no ano passado para revogar orientações contábeis rigorosas relacionadas a moedas digitais e arquivar ações judiciais contra Coinbase, Binance e outras empresas que, segundo a agência, estariam desrespeitando suas regras.

As empresas de criptomoedas há muito argumentam que os tokens se assemelham mais a commodities do que a títulos de investimento e, em sua maioria, não deveriam estar sujeitos às regras da SEC. Atkins apoiou essa posição.

Se aprovada conforme redigida, a proposta da SEC permitirá uma isenção única para que empresas do setor emitam até US$ 5 milhões (R$ 26,02 milhões) em tokens durante um período de quatro anos. Também permite ofertas de até US$ 75 milhões (R$ 390,3 milhões) a cada 12 meses, embora os emissores ainda tenham que apresentar demonstrações financeiras e cumprir requisitos regulares de prestação de contas.

Em ambas as isenções, os emissores de tokens ainda precisarão divulgar determinadas informações aos investidores.

A proposta da SEC também inclui uma cláusula de isenção que exclui um ativo cripto de ser considerado um contrato de investimento, caso determinadas condições sejam atendidas.

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"A regulamentação das criptomoedas é um passo importante rumo a regras claras e adequadas à finalidade, das quais os mercados de ativos digitais nos EUA precisam há anos", afirmou Summer Mersinger, presidente-executivo da Blockchain Association.

Cody Carbone, presidente-executivo do grupo The Digital Chamber, também elogiou a proposta e disse que seu grupo "trabalhará com a SEC para garantir que os consumidores e o setor de ativos digitais possam prosperar nos EUA".

MUDANÇA DE TOM

Empresas de criptomoedas com grande poder financeiro gastaram centenas de milhões de dólares ao longo de vários anos fazendo campanha por uma legislação que, segundo elas, as colocaria em uma base jurídica sólida. Mas, com esse esforço agora paralisado no Senado dos EUA, a SEC está entrando em cena.

A proposta da SEC pode ajudar a colocar o setor de criptomoedas em uma base jurídica mais sólida no curto prazo. Mas a Reuters informou nesta terça-feira que muitos executivos do setor temem que, sem uma legislação, futuros governos possam tentar revogar ou endurecer as regras da SEC.

O plano da SEC está aberto a comentários públicos por 60 dias após sua publicação.]]></description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
      <guid isPermaLink="true">https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/cvm-dos-eua-propoe-novo-conjunto-de-regras-para-criptomoedas.shtml</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[XP CDI CRI aprova até R$ 1 bilhão em novas emissões de cotas para investidores profissionais]]></title>
      <link>https://br.advfn.com/jornal/2026/08/xp-cdi-cri-aprova-ate-r-1-bilhao-em-novas-emissoes-de-cotas-para-investidores-profissionais</link>
      <description><![CDATA[O XP CDI CRI Fundo de Investimento Imobiliário (BOV) aprovou duas novas emissões de cotas que, juntas, poderão movimentar até R$ 1 bilhão. A operação será feita por colocação privada e ficará restrita a investidores profissionais, sem registro de oferta pública na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A decisão foi tomada em 17 de agosto e amplia a capacidade de captação do fundo, que já havia realizado uma emissão anteriormente. Agora, a estrutura foi dividida em duas operações com classes diferentes de cotas e níveis distintos de prioridade dentro do FII.

A primeira emissão concentra a maior parte do volume e poderá chegar a R$ 900 milhões. Está prevista a emissão de até 900 mil cotas das subclasses A2, A3, A4 e A5. Todas serão seniores e terão preço de emissão de R$ 1 mil por cota.

Na estrutura do fundo, as cotas seniores têm prioridade sobre as subordinadas nos pagamentos e também na absorção de eventuais perdas. Na prática, a divisão cria camadas diferentes de risco entre os investidores. Não é um detalhe meramente formal da emissão. É justamente uma das peças centrais da estrutura financeira do FII.

A segunda emissão terá limite de R$ 100 milhões e será composta por cotas subordinadas. Serão até 78 mil cotas da Subclasse B e 22 mil da Subclasse C, também ao preço de R$ 1 mil cada. Por estarem em posição subordinada, essas classes ficam sujeitas a uma dinâmica de risco e recebimento diferente da observada nas cotas seniores.

É importante não confundir o valor autorizado com dinheiro já captado. Os R$ 1 bilhão representam apenas o limite máximo das duas emissões. O volume efetivamente levantado dependerá da quantidade de cotas subscritas pelos investidores. Se parte das cotas não for adquirida, as unidades restantes poderão ser canceladas pela administradora mediante solicitação da gestora.

A oferta ficará restrita a investidores profissionais conforme a regulamentação da CVM. Entre os potenciais participantes estão fundos de investimento administrados ou geridos pela XP Investimentos e pela XP Allocation Asset Management, que atuam, respectivamente, na administração e na gestão do XP CDI CRI.

As novas cotas serão depositadas para distribuição no mercado primário por meio do MDA, sistema administrado pela B3. Depois, poderão ser negociadas no mercado secundário pelo FUNDOS21, também operado pela bolsa brasileira.

As duas emissões serão realizadas por colocação privada e estarão dispensadas do registro de oferta pública com base na Resolução CVM 160. A estrutura dá ao XP CDI CRI uma alternativa para buscar novos recursos junto a investidores profissionais sem precisar recorrer a uma oferta voltada ao público em geral.

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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:50:18 +0000</pubDate>
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